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Thursday, October 15, 2026

Wilson Grassi descarta Lula e defende proteção animal para apoiar Flávio

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O médico-veterinário Wilson Grassi (Democrata), que disputou a Presidência da República no primeiro turno, condicionou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à adesão pública do candidato a cinco propostas de proteção animal. Em vídeo, ele já descartou apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Grassi afirmou que enviará uma carta ao senador e que espera um pronunciamento de Flávio se comprometendo com as medidas. Caso isso não ocorra, disse que o candidato "não merece o meu voto". No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o veterinário recebeu 16.881 votos, equivalentes a 0,01% dos votos válidos.

Ao explicar sua posição, Grassi afirmou ter conversado com familiares e seguidores. Além de mencionar críticas a Lula apresentadas em um vídeo anterior, citou a opinião política da mãe, de 80 anos.

"Se eu apoiar o Lula, eu perco a minha mãe, e entre a política e ela, eu prefiro a minha mãe. Então eu não vou apoiar o Lula, isso já está decidido", declarou.

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O ex-candidato ressaltou, porém, que a rejeição ao petista não significa apoio automático ao adversário. Segundo ele, o programa de governo de Flávio não contempla a causa animal.

As condições para o apoio

Na carta dirigida ao senador, Grassi propõe apoio político mediante compromisso público com medidas voltadas a animais domésticos e silvestres, atendimento veterinário e valorização dos protetores.

"Este apoio, contudo, está condicionado ao compromisso público de Vossa Senhoria com a implementação e o fortalecimento de diretrizes essenciais para a proteção animal no Brasil", afirma o documento.

As pautas apresentadas são: política nacional de proteção, organizando uma política unificada para animais domésticos e silvestres; valorização dos protetores, com criação de uma carreira regulamentada para protetores de animais; e hospitais veterinários públicos, para garantir apoio federal à implantação dessas unidades nos municípios.

Além disso, o candidato pede controle populacional, para fortalecer políticas integradas de castração gratuita para reduzir o abandono, e proteção da fauna e pesquisa científica, para combater caça e tráfico, preservar habitats e reduzir atropelamentos com passagens de fauna. A proposta inclui incentivo à carne cultivada e às proteínas vegetais como alternativas ao uso de animais na alimentação, a longo prazo.

Grassi afirma que a aceitação das propostas poderá mobilizar, além de seu apoio pessoal, uma rede de veterinários, profissionais de saúde e protetores de animais. O apoio, segundo o próprio ex-candidato, dependerá do pronunciamento solicitado ao senador.

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