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Friday, September 11, 2026

Trump sobre Irão: "Não acredito na palavra 'arrependimento'"

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador, edição especial Irão hoje com o jornalista Rui Casanova. Rui, começamos com Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos afirma que não se arrepende da guerra contra o Irão.

Sim, João, isto apesar do impacto que o conflito possa ter nas intercalares de novembro nos Estados Unidos. Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirma que faria tudo de novo.

"I don't believe in the word regret. You can always question yourself a little bit. A few people have asked me that. If I had it to do again, I'd do exactly as I did."

Trump desvaloriza ainda as ideias de que alguns apoiantes que estariam preocupados e desmoralizados por causa da guerra no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos insiste que o conflito vai acabar imediatamente a seguir às eleições norte-americanas.

E o que é certo, Rui, é que para já esta guerra continua e rebeldes apoiados pelo Irão, no Iêmen, capturaram posições estratégicas ao longo do mar Vermelho.

São movimentações que podem alargar a influência do Irão sobre outra importante via navegável no Oriente Médio, é o que escreve a CNN Internacional. Ontem os rebeldes Huthis capturaram a cidade de Mocha, um ponto estratégico na costa. Hoje, a Al Jazeera adianta que o mesmo grupo tomou controle de toda a costa do mar Vermelho. É lá que fica o estreito de Bab-el-Mandeb, porta de entrada para a rota entre Ásia e Europa, através do canal de Suez, um ponto geopolítico semelhante ao estreito de Ormuz. É menos crucial para o comércio de petróleo, mas ainda assim transporta mercadorias essenciais para todo o mundo, incluindo milhões de barris de petróleo todos os dias.

E os ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países árabes do Golfo reúnem-se já na próxima segunda-feira com o chefe da diplomacia do Irão.

Com o objetivo de discutir um acordo temporário para a navegação pelo estreito de Ormuz. A informação foi avançada nas últimas horas pelo Financial Times e está em destaque hoje na imprensa iraniana, nomeadamente no site de notícias Iran International. Esta reunião deverá acontecer em Omã na segunda-feira, como dissemos. As conversas fazem parte de um esforço conjunto de Omã e Irão para obter apoio regional para este entendimento sobre o estreito de Ormuz.

E mantemo-nos no plano diplomático. Isto porque, Rui, o presidente do Irão chegou esta sexta-feira a Nova Delhi para a Cimeira Anual dos BRIC.

É o que confirma a Embaixada do Irão na Índia, divulgou imagens da chegada de Masoud Pezeshkian ao aeroporto de Nova Delhi. Está previsto que o presidente iraniano tenha nas próximas horas conversas bilaterais com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi. É uma notícia em destaque hoje em vários jornais iranianos.

E já a imprensa da Arábia Saudita destaca as conclusões de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressa a clara condenação contra os ataques dos Huthis contra a Arábia Saudita e solidariedade quase unânime a Riade. Ao mesmo tempo, os estados-membros alertam que o Iêmen corre o risco de mergulhar novamente numa guerra de grande escala pela primeira vez desde o acordo de cessar-fogo de 2022. Ação de emergência foi solicitada pelo Reino Unido, responsável pela redação do relatório do Conselho sobre o Iêmen e pelo Bahrain, depois das forças Huthis terem lançado novos ataques com mísseis e drones esta semana contra vários alvos no sul da Arábia Saudita, incluindo uma base aérea militar e instalações de energia. Esta condenação do Conselho de Segurança da ONU aconteceu ontem, faz hoje manchete no site online do jornal Arab News.

E fica por aqui mais um episódio da Guerra Traduzida, especial Irão. Meu nome é João Lourenço. A edição de hoje esteve com o jornalista Rui Casanova.

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