ESPN Deportes¿Por qué Javier Aguirre eligió al Valencia en lugar del retiro?ESPNPatriots won't have starting CBs Gonzalez, DavisThe Jerusalem PostReform's Suella Braverman: UK antisemitism ‘not going to get better’ amid systemic Islamism crisisInquirerCops in Leyte launch program to make communities feel safeRTP DesportoLeões deslocam-se ao Minho. Conheça os onzes de Braga e SportingZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFThe South AfricanCardoso playing mind games? Mokoena weighs in on Sundowns injury concernsColliderNetflix’s Most Divisive Thriller Officially Drew 813M Hours Despite Its EndingGlobal NewsTrump says Russia will supply 300K tons of diesel despite global sanctionsynetהזיגזג של טראמפ, וההכרזה המפתיעה אחרי שיחה עם פוטיןABC NewsWATCH: What NOAA’s 'hurricane hunters' can see inside Hurricane IsaiasNU.nlTrump zegt dat Rusland per direct 300.000 ton diesel aan VS gaat leveren
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, October 9, 2026

Suprema Corte da Argentina suspende decreto de Milei que permitia venda de terras a estrangeiros

Translate

A Suprema Corte da Argentina restabeleceu provisoriamente nesta sexta-feira, 9, os limites para a compra de terras rurais por estrangeiros. A decisão suspende temporariamente os efeitos do decreto do presidente Javier Milei, que havia revogado a Lei de Terras de 2011, responsável por limitar a participação estrangeira na propriedade rural a 15%.

Essa foi a primeira via pela qual o governo Milei buscou derrubar a norma. O mandatário argentino também buscou aprovar no Congresso argentino neste ano uma nova lei, que também suspenderia o limite de 15%. Essa proposta de lei, porém, foi alterada no Legislativo no início de agosto e deixou de permitir a compra de terras por estrangeiros sem limitações.

A medida foi tomada após uma ação apresentada pela organização ambientalista Árbol de Pie, duas comunidades indígenas e uma legisladora da província de Río Negro. O tribunal considerou necessário adotar uma medida provisória para garantir a proteção judicial e evitar danos irreparáveis ao meio ambiente.

A decisão ocorre dez dias depois de a própria Corte ter restabelecido a validade do decreto de Milei, ao rejeitar uma ação movida por uma associação de ex-combatentes da Guerra das Malvinas.

Na ocasião, o tribunal entendeu que a entidade não tinha legitimidade para apresentar o pedido. Na prática, a decisão permitiu novamente a compra de terras rurais por estrangeiros sem os limites previstos na legislação anterior.

Após a decisão anterior da Suprema Corte, a oposição convocou uma sessão no Congresso para 15 de outubro com o objetivo de derrubar o decreto. Com a nova suspensão provisória, os limites previstos na legislação de 2011,  promulgada pelo governo de Cristina Kirchner, voltam a valer enquanto a Justiça analisa o caso.

O que decidiu a Suprema Corte argentina

A nova decisão suspende provisoriamente o artigo 154 do Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) 70/2023, que revogou a Lei de Terras de Kirchner. O decreto de 2023 foi encaminhado à Justiça Federal de San Carlos de Bariloche, responsável por analisar a legitimidade dos autores da ação e o pedido de medida cautelar.

Segundo o jornal argentino Clarín, a maioria foi formada pelos ministros Horacio Rosatti e Ricardo Lorenzetti e pelos juízes convocados Diego Barroetaveña e Juan Pérez Curci. O ministro Carlos Rosenkrantz divergiu parcialmente. Para ele, a Corte não deveria conceder uma medida cautelar sem que outro tribunal tivesse se pronunciado previamente sobre o caso.

A ação de Árbol de Pie foi apresentada no fim de dezembro de 2023. Os autores argumentam que a revogação da Lei de Terras ameaça o direito ao meio ambiente equilibrado e os territórios ancestrais dos povos originários.

O que dizia a Lei de Terras de 2011

A legislação argentina estabelecia que estrangeiros poderiam possuir, no máximo, 15% das terras rurais do país. O mesmo limite se aplicava individualmente a cada província e município.

A norma também previa restrições para áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira, reservas de água e terras agrícolas de alta produtividade.

Milei revogou a legislação por decreto em dezembro de 2023, pouco depois de assumir a Presidência. A medida integra a agenda de desregulamentação econômica do governo, que defende a flexibilização das regras para atrair investimentos estrangeiros.

Segundo um relatório de 2025 do Observatório de Terras do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) e da Universidade de Buenos Aires, cerca de 5% do território argentino pertence a estrangeiros. Em alguns distritos, porém, a proporção já supera o limite de 15% estabelecido pela antiga lei.

Governo tentou flexibilizar regras também no Congresso

A compra de terras por estrangeiros também foi tema de uma proposta legislativa discutida em agosto. O governo incluiu a flexibilização das restrições em um projeto mais amplo sobre propriedade privada, mas retirou o trecho por não reunir votos suficientes e enfrentar resistência de aliados e de movimentos sociais.

A proposta fazia parte da chamada Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada, que também previa mudanças nos procedimentos de despejo e nas regras para ocupações irregulares.

Na ocasião, protestos ocorreram nos arredores do Congresso argentino. Críticos afirmavam que a flexibilização poderia ampliar a concentração fundiária e comprometer a soberania nacional, especialmente em áreas com recursos naturais estratégicos.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.

Suprema Corte da Argentina suspende decreto de Milei que permitia venda de terras a estrangeiros — KioskNews