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Thursday, November 5, 2026

Adolescente é apreendido em investigação sobre morte de engenheiro em Santos (SP)

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Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta terça-feira (3) sob suspeita de participação na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, 30, em Santos, no litoral paulista. A Polícia Civil identificou nove suspeitos do crime, sendo dois adultos e sete adolescentes.

Após prestar depoimento, o adolescente foi encaminhado à Fundação Casa, onde permanece à disposição da Justiça. A ocorrência foi formalizada no 3º Distrito Policial de Santos, informou a SSP (Secretaria da Segurança Pública). A defesa não foi identificada pela reportagem.

Os adultos identificados têm 18 e 19 anos, e os adolescentes, entre 14 e 17. A investigação é conduzida pelo 3º e pelo 4º DPs de Santos e pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic, com apoio do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital).

Rocha foi agredido e roubado na madrugada de 24 de outubro, na Vila Mathias, após participar de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O engenheiro havia se afastado dos amigos para ir ao banheiro. Como demorava a voltar, eles saíram à sua procura e o encontraram caído.

Parte das agressões foi transmitida ao vivo em uma rede social. A gravação mostra o grupo cercando a vítima e anunciando o roubo de um celular. Rocha tentou escapar, mas foi agredido e caiu inconsciente.

Ele foi socorrido à Santa Casa de Santos e transferido para o Hospital São Paulo, na capital, na noite de 25 de outubro. A unidade informou que ele deu entrada com traumatismo craniano grave e fraturas no crânio. A morte cerebral foi constatada no dia seguinte.

O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, porque o celular e outros pertences foram levados. Em outubro, a polícia descartou motivação política e homofobia. A banda havia levantado a possibilidade de o ataque ter sido homofóbico.

Rocha cursava mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que lamentou a morte e pediu rigor na apuração. A família autorizou a doação dos rins, do pâncreas, do fígado e das córneas.

"A única cobrança que eu quero é que esses marginais sejam presos. Não vou sossegar enquanto não for feita justiça", disse o pai, Marcelo Rocha, à Folha.

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