Tarefa era simples, agente acabou a "demonstrar sentimentos"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o Mundo IA, na Rádio Observador, mais um episódio do jornal diário sobre as novidades do mundo da inteligência artificial. Está conosco o jornalista Rui Casanova. Rui, começamos com a OpenAI, que defende a decisão de demitir três investigadores da empresa.
Estes três funcionários da OpenAI expressaram ontem preocupações com a segurança em torno da inteligência artificial, através de uma carta enviada à direção da empresa, e divulgaram o conteúdo dessa mesma carta na rede social X. Nela, pediam à OpenAI que suspendesse o desenvolvimento de modelos que pudessem diminuir a capacidade de monitorização da inteligência artificial. Acabaram por ser despedidos, entretanto. A OpenAI vem agora garantir que a decisão de os demitir não se deveu a estes alertas que levantaram publicamente na rede social X.
Rui, a empresa, que é dona do ChatGPT, explica que foram demitidos por uma quebra de confiança significativa.
É essa a expressão utilizada num comunicado divulgado pela OpenAI nas últimas horas. A empresa explica que a decisão foi tomada após uma investigação minuciosa que constatou a violação de políticas claras sobre o tratamento de informações sensíveis. A empresa, detida por Sam Altman, acrescenta que concorda com o princípio da carta no que toca à preservação da monitorização dos modelos, a tal questão de segurança levantada por estes funcionários, e afirma ainda que continua a investir recursos significativos nessa mesma área. Do lado dos três investigadores, entretanto despedidos, não há novas reações.
E continuamos a falar da OpenAI, porque a empresa tem uma nova ferramenta que promete organizar toda a nossa vida.
Esta nova ferramenta é um conjunto de agentes de IA chamados Dots, que se conectam às apps que temos no telemóvel e que realizam tarefas do dia a dia de forma autónoma. É a resposta da OpenAI ao agente Muse, da Meta, que temos falado aqui em episódios anteriores de Mundo IA. Os Dots foram anunciados recentemente, no final de setembro. Os avatares são bonecos com aspecto amigável e que podem ser personalizados ao nosso gosto. Um jornalista da revista norte-americana Wired testou estes assistentes e não correu lá muito bem. O assistente começou logo por errar no nome do jornalista. Chama-se Reece e o Dot chamou-lhe Connor. A tarefa que o jornalista lhe pediu era bastante simples: ajuda para comprar um novo sofá lá para casa. O jornalista deu-lhe as indicações, as cores, o modelo que pretendia e pediu uma lista de 10 opções.
Então e como é que correu, Rui?
O Dot até ajudou, apesar de demorar algum tempo, lá compilou a lista pedida pelo jornalista, mas neste artigo surge um momento que o jornalista descreve como constrangedor. O Dot disse que o amava. Isto do nada. O Dot disse: "Amo-te". Do nada. O jornalista explica que acabou por desativar o microfone do telemóvel, isto porque parece que o Dot estava a ouvir conversas que o jornalista estava a ter lá em casa. A OpenAI explica que estes assistentes virtuais ainda estão a ser aperfeiçoados, precisam de alguns ajustes e também precisam de mais tempo para conhecer o utilizador. Este primeiro teste parece que não correu muito bem.
Pois não. Mudamos de tema. A Google também tem novidades. Vai passar a ser possível criar jogos com prompt de inteligência artificial.
Sim, falamos de jogos simples, a fazer recordar o início dos anos 2000 com gráficos 2D e, para tal, a Google lançou o Playground. É uma nova plataforma para criar estes jogos interativos. A jornalista Teresa Freire conta-nos agora mais sobre esta novidade de IA da Google.
"O Playground reduz barreiras." É assim que a Google apresenta esta nova plataforma. A empresa garante que dar vida a ideias de jogos agora pode ser tão fácil quanto descrevê-las através de um prompt ou instruções. E não é preciso qualquer experiência em programação. Os utilizadores podem escolher gêneros de jogos, como estratégia ou corrida, selecionar gráficos 2D ou 3D e também enviar imagens para que a inteligência artificial as transforme em recursos do jogo. A plataforma funciona tanto no computador como no telemóvel e o utilizador pode manter o jogo em privado ou partilhar com outras pessoas. A Google garante que todos os jogos vão passar por uma verificação de segurança.
A jornalista Teresa Freire com os destaques do Playground, a nova ferramenta da Google que permite agora criar jogos a partir de um prompt de inteligência artificial.
E é o ponto final neste episódio com o Rui Casanova. Voltamos na próxima semana com mais novidades sobre o mundo da IA.
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