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Thursday, September 17, 2026

Precisamos mesmo de tomar suplementos vitamínicos?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

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Hoje, no Tratar de Saúde, com a Dra. Mariana Sobral, vamos falar de vitaminas e suplementos. Há quem diga que toda a gente devia tomar um multivitamínico e há quem defenda que com uma alimentação equilibrada nunca é preciso suplementar. Doutora, afinal, quando é que faz sentido tomar vitaminas?

As vitaminas e os minerais são nutrientes essenciais, mas não significa quanto mais tomarmos, melhor. Efetivamente, como disse, na maioria das pessoas, uma alimentação variada e equilibrada fornece o que é necessário. A suplementação faz sentido quando existe uma deficiência confirmada ou provável, ou alguma dificuldade, por exemplo, numa dieta vegetariana, em obter alguns nutrientes.

Pode dar-nos exemplos de situações em que a suplementação é habitualmente considerada?

A gravidez ou tentativa de engravidar, em que a recomendação continua a ser iniciar ácido fólico de forma pré-concepcional. A vitamina B12 em pessoas que seguem uma alimentação vegetariana. A vitamina D pode ser recomendada, tal como o ferro, que pode ser necessário em caso de deficiência ou anemia comprovada, mas nunca ser tomado por rotina sem confirmar a indicação. Temos de ter aqui também em atenção, um dos exemplos mais atuais é a utilização das canetas para emagrecer de uma forma rápida. Neste caso, é mesmo importante fazer avaliações regulares, porque pode haver uma diminuição brusca de nutrientes e efetivamente ser necessário suplementar.

E uma análise ao sangue deve ser feita antes de tomar qualquer tipo de suplemento?

Nem sempre é preciso fazer um painel completo. As análises têm que responder a uma pergunta clínica, se a pessoa está a perder cabelo, se a pessoa se sente mais cansada. E não devemos começar a tomar vários produtos apenas porque o marcador está ligeiramente fora do intervalo, sem perceber por que esse marcador está fora do intervalo e depois definirmos como será acompanhado.

É possível ter excesso de vitaminas?

Sim, um grande exemplo é a vitamina K, que pode interferir com alguns anticoagulantes e aumenta o risco de hemorragia. É importante sempre falar com o médico, com o farmacêutico, sobre tudo o que se toma, incluindo os produtos naturais e suplementos comprados pela internet.

Como é que entra o médico de família neste processo, doutora?

O médico de família vai avaliar os sintomas, o tipo de alimentação, as condições pré-existentes e pode decidir se é necessário pedir análises, que análises, e procurar também acompanhar na escolha do suplemento, na dose e na duração. E trabalhar a par com o nutricionista ou endocrinologista, sempre que seja necessário.

E quando é que uma pessoa deve marcar consulta em vez de começar um suplemento por iniciativa própria?

Fundamentalmente quando há sintomas. Cansaço, queda de cabelo, alterações intestinais, ou outros sintomas que não tenham nenhuma explicação, ou quando, por exemplo, estamos a tentar engravidar ou temos uma dieta muito restritiva. É importante mesmo avaliar e pedir análises antes de suplementar. Mesmo na ausência de sintomas, vamos tentar evitar suplementar só porque sim ou porque se sente mais cansado.

Então, para terminar, qual é a regra mais simples?

Suplementar não é substituir uma alimentação equilibrada, nem tomar tudo por prevenção. É para corrigir uma necessidade concreta com uma dose adequada e durante o tempo necessário e com acompanhamento. E antes de comprar, porque existe efetivamente muita pressão para comprar suplementos multivitamínicos, pergunte: "Preciso mesmo desta suplementação? A dose é segura? Como é que eu vou saber se está a resultar?" E essas perguntas podem evitar desperdício de tempo e de dinheiro, efeitos secundários e também as falsas expectativas.

As falsas expectativas. Lá está. Dra. Mariana Sobral, obrigada. Até amanhã.

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