Como a nova safra de picapes vai mudar o panorama do segmento
Lançada há cerca de um mês na versão GL, de R$ 249.990, a Kia Tasman simboliza o início de um novo ciclo de picapes no mercado nacional.
A primeira picape média na história da marca vem importada da Coreia do Sul e é equipada com motor 2.2 turbodiesel (210 cv e 45 kgfm de torque), transmissão automática de oito marchas, quadro de instrumentos e central multimídia em um monitor de 29,5 polegadas, ar-condicionado com duas zonas de temperatura e seis airbags.
Há qualidades para ir além, mas executivos da Kia miram a quarta posição do ranking, encabeçado hoje por Toyota Hilux e Ford Ranger. As líderes do segmento serão igualmente renovadas: a japonesa chegará à nona geração (com direito a versões híbridas e elétricas) até o início de 2027, e a americana ganhará conjunto híbrido flex – concebido especialmente para o mercado brasileiro pelo Centro de Desenvolvimento e Tecnologia de Tatuí, no interior de São Paulo – também no próximo ano.
Outra média que será totalmente reformulada em 2027 é a Volkswagen Amarok, que no mês passado fez sua primeira aparição oficial, ainda camuflada, na 71ª Festa do Peão de Boiadeiro, principal vitrine do agronegócio – setor fundamental para o mercado de picapes. Sem revelar detalhes, a marca adianta que a nova picape, híbrida, será mais potente do que a atual, equipada com um 3.0 V6 de 258 cv.
“A América do Sul deixou de ser apenas um mercado consumidor para ajudar a definir o futuro das picapes da Volkswagen. Depois de 16 anos de sucesso da Amarok na região, sabemos o quanto este mercado é estratégico para o nosso crescimento e, por isso, estamos investindo para ampliar nossa relevância”, explica Alexander Seitz, Chairman Executivo da Volkswagen América do Sul.
Todas contra a Toro
Até 2028, a Volkswagen investirá R$ 20 bilhões na América do Sul para a criação de 21 novos produtos. Um deles é a Tukan, que substituirá a Saveiro se posicionando na categoria de médio-compactas, dominada atualmente pela Fiat Toro. Produzido em São José dos Pinhais (PR), o utilitário chega em 2027 com cabine simples e dupla e terá sistema híbrido leve (MHEV).
Além da rival da Volkswagen, a Toro terá que resistir aos ataques da BYD Mako, que usa a plataforma monobloco do SUV Song Pro para chegar ao mercado, ainda em 2026, como a primeira híbrida plug-in flex do segmento. Desenvolvida especificamente para o Brasil, a Mako será produzida na fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia.
Depois de fracassar no segmento com a Oroch, a Renault tentará novamente com a Niagara, que será vendida a partir de novembro em quatro versões. Compartilhando a plataforma RGMP (sigla em inglês para Plataforma Modular do Grupo Renault) com o SUV Boreal, a Niagara será equipada com motor 1.3 turboflex (160 cv), que receberá tecnologia híbrida no próximo ano.
Brutas
Protagonistas entre as picapes premium, Ram e Ford também têm novidades. A marca do grupo Stellantis acaba de lançar a 1500 Big Horn, configuração de entrada do modelo.
Custando R$ 449.990, sua estratégia é oferecer o mesmo desempenho e espaço das versões Laramie (R$ 584.990) e Laramie Night Edition (R$ 599.990) e também flertar com o cliente das médias topo de gama.
Isso significa que houve simplificações no acabamento e que certos equipamentos, como teto solar, bancos dianteiros ventilados e aquecidos e estribos elétricos, entre outros, foram limados. O motor 3.0 biturbo de seis cilindros, 426 cv e 64,8 kgfm de torque foi mantido.
Equipada com motor V6 3.5 EcoBoost Biturbo e suspensão com amortecedores FOX Racing, a Ford F-150 Raptor será a primeira do gênero na categoria quando for lançada, em 2027.
“Os brasileiros já conhecem a capacidade da família Raptor através da Ranger Raptor, inspirada nos veículos de corrida no deserto. A F-150 Raptor segue o mesmo conceito. É uma picape com todo o DNA de competição que a Ford desenvolveu ao longo de décadas, usando as pistas e ralis como laboratório de inovação”, justifica Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul.
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