Na ONU, Macron critica operações em Gaza e na Cisjordânia; Israel denuncia 'absurdo grotesco'
Macron ainda voltou a afirmar que a solução de dois Estados é a condição para a "segurança de hoje e de amanhã para Israel e seu povo".
No ano passado, durante a Assembleia Geral da ONU, o líder centrista encabeçou, junto à Arábia Saudita, a chamada "Declaração de Nova York", apoiada por 142 Estados, em prol do reconhecimento da Palestina.
Israel não demorou a responder às declarações do presidente francês, classificadas de "absurdo grotesco". "Os terroristas do Hamas realizam ataques contra os judeus quase todos os dias. Assassinaram inúmeros civis israelenses em Judeia e Samaria", afirmou o escritório do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um comunicado, citando o nome bíblico da Cisjordânia, que foi invadida por Israel em 1967.
A nota ainda menciona a morte a tiros, no domingo (20), de um colono israelense na Cisjordânia, pai de seis filhos e que também tinha nacionalidade francesa. O exército de Israel afirmou ter detido o atirador palestino em um hospital e informou que soldados realizaram depois uma incursão em seu vilarejo. O governo de Netanyahu pede agora a sua execução, com base em uma nova lei.
O embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, também endossou a reação, dizendo ser "difícil imaginar um discurso mais desconectado da realidade do que o de Macron na ONU".
Multilateralismo e engajamento em prol da ONU
A fala do presidente francês durou 30 minutos, neste que será seu último discurso na Assembleia Geral da ONU deste mandato, que se encerra em 2027, sem possibilidade de reeleição. Como o presidente Lula, que foi o primeiro a discusar na terça-feira, Macron também se pronunciou em favor do multilateralismo e pediu o engajamento dos líderes em prol das Nações Unidas.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.