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Sunday, September 20, 2026

Mou deu luta, mas acabou traído pelo companheiro de guerra

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Foi em maio de 2013. Cristiano Ronaldo abriu o marcador, Diego Costa e Miranda deram a volta. O Atl. Madrid venceu o Real Madrid e conquistou a Taça do Rei. José Mourinho deixou os merengues no final da temporada, na sequência de um ano em que só venceu a Supertaça, e aquele dérbi em que Diego Simeone celebrou foi mesmo o último do treinador português.

Até este domingo. No Metropolitano, o Real Madrid visitava o Atl. Madrid e José Mourinho regressava aos dérbis da capital espanhola 13 anos depois. Vindo de três vitórias consecutivas que se seguiram à derrota com o Betis, o treinador português enfrentava o primeiro grande desafio a nível interno desde que decidiu regressar ao Bernabéu, defrontando um verdadeiro candidato à conquista de troféus e, ainda por cima, um velho conhecido.

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“Um dérbi tem sempre algo mais. Os dérbis são história, cultura, paixão dos adeptos, jogadores, treinadores… De alguns, que rapidamente percebem o que significa. Mas depois é um jogo de três pontos. É difícil dizer, porque vestes a camisola de um clube passas a sentir como um adepto. Não há um dérbi em que vás pela rua na semana anterior e alguém não te diga ‘vamos matar a Juve’ ou seja quem for o adversário. Quanto a Simeone, chamaram-me para falar no documentário dele e não hesitei um minuto. Ele sabe o que penso dele. O primeiro é o respeito. Somos rivais, mas companheiros de guerra”, atirou Mourinho na antevisão da partida.

Assim, o treinador português lançava Vinícius, Jude Bellingham e Arda Güler no apoio a Mbappé, com Tchouaméni e Fede Valverde no meio-campo e Bernardo Silva a começar no banco. Do outro lado, num Atl. Madrid que vinha de duas vitórias seguidas, Diego Simeone tinha Kang-in Lee e Jonathan David no ataque, com Grimaldo e Giuliano Simeone abertos nos corredores, e Morten Hjulmand era suplente.

Numa primeira parte sem golos, a intensidade do dérbi de que José Mourinho tinha falado ficou comprovada quando, ao fim de cinco minutos, Diego Simeone viu cartão amarelo por protestos. O equilíbrio manteve-se até ao intervalo, alternando entre períodos de algum ascendente de cada uma das equipas, sendo que os merengues demonstravam muita dificuldade para superar a pressão bem medida dos colchoneros.

Dean Huijsen vai tomar banho mais cedo ????#DAZNLALIGA pic.twitter.com/K8m5sGsYhP

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Alex Grimaldo, bolas paradas são com ele ????️

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Simeone mexeu logo no início da segunda parte, trocando Marc Pubill por Koke, e não foi preciso esperar muito para perceber que seria o Atl. Madrid o grande protagonista do dérbi a partir daí. Álex Baena deixou o primeiro aviso, com um remate que Courtois defendeu (47′), e logo a seguir Dean Huijsen fez falta sobre Giuliano Simeone no interior da grande área e foi expulso, com Grimaldo a converter o penálti para abrir o marcador (53′).

Mourinho tentou reagir com duas substituições, abdicando de Vinícius e Arda Güler para lançar Yan Diomande e remendar a defesa com Rüdiger, mas os colchoneros estavam lançados e não demoraram dez minutos a aumentar a vantagem, com Jonathan David a finalizar na área após assistência de Simeone na direita (59′). Julián Álvarez entrou pouco depois, assim como Ademola Lookman, e Cuti Romero ficou muito perto de fazer o terceiro com um cabeceamento na área que Courtois defendeu com uma intervenção brutal (66′).

Bernardo e Eduardo Camavinga entraram, numa altura em que parecia que já nada ia mudar, e os merengues ainda reduziram a desvantagem à beira dos descontos e por Rüdiger, que cabeceou na sequência de um livre do português (89′). A reviravolta, porém, já não foi a tempo. O Atl. Madrid venceu mesmo o Real Madrid no Metropolitano — ou seja, 13 anos depois, José Mourinho voltou a perder com o companheiro de guerra Diego Simeone, num dérbi em que foi traído pela inferioridade numérica, mas onde também não conseguiu superiorizar-se até aí.

Cruzamento perfeito e lá estava o Jonathan David para aumentar a vantagem

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O Real não desiste com Bernardo Silva na assistência ????

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