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Monday, September 21, 2026

39% das habilidades profissionais devem mudar até 2030. Entenda como se preparar

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Um profissional que mantém as mesmas habilidades durante toda a carreira pode enfrentar um mercado de trabalho bastante diferente nos próximos anos. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum (WEF), 39% das competências atualmente utilizadas pelos trabalhadores devem ser transformadas ou ficar desatualizadas até 2030.

O levantamento ouviu mais de 1.000 empresas em 55 economias e mostra que a transformação não está restrita a profissões de tecnologia. A expansão da inteligência artificial, a digitalização, mudanças econômicas e outras tendências estão alterando as competências consideradas importantes pelas empresas.

Para quem trabalha, isso significa que atualizar o repertório profissional passa a fazer parte da própria trajetória de carreira.

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Quais habilidades devem ganhar importância até 2030

O relatório do WEF aponta que as habilidades tecnológicas devem crescer em importância mais rapidamente do que outras categorias nos próximos cinco anos.

Entre as competências com maior expectativa de crescimento estão inteligência artificial e big data, redes e cibersegurança e letramento tecnológico. Mas a lista não se limita ao conhecimento técnico.

O estudo também aponta crescimento na importância de pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, agilidade, curiosidade e aprendizagem contínua. Liderança, influência social, gestão de talentos e pensamento analítico também aparecem entre as competências em alta.

Na prática, isso significa que saber utilizar uma ferramenta digital pode ser apenas uma parte da preparação. O profissional também precisa entender problemas, analisar informações, tomar decisões e aprender novas ferramentas com rapidez.

Inteligência artificial acelera a mudança

Um levantamento da PwC publicado em 2025 analisou quase 1 bilhão de anúncios de emprego em seis continentes e identificou que as habilidades exigidas em ocupações mais expostas à inteligência artificial estão mudando 66% mais rápido do que nas profissões menos expostas.

O dado ajuda a explicar por que a atualização profissional não envolve apenas aprender a utilizar ferramentas de IA. Em muitas funções, a própria composição das atividades está mudando.

Um analista financeiro, por exemplo, pode utilizar sistemas de IA para organizar dados e produzir análises preliminares. Isso não elimina necessariamente a necessidade de conhecimento financeiro. Ao contrário, aumenta a importância de saber avaliar os resultados, identificar inconsistências e transformar informações em decisões.

Como se atualizar sem tentar aprender tudo

A velocidade de lançamento de novas ferramentas pode dar a impressão de que o profissional precisa dominar todas elas. Os estudos, porém, apontam para uma combinação mais ampla de competências.

Uma estratégia de atualização pode começar por três frentes:

  • Domínio da área: aprofundar os conhecimentos que sustentam a profissão, em vez de depender apenas de ferramentas.
  • Letramento em IA: compreender conceitos, limitações e aplicações da tecnologia na rotina profissional.
  • Habilidades humanas: desenvolver pensamento analítico, criatividade, comunicação, liderança e capacidade de adaptação.

O LinkedIn também identificou essa mudança. Segundo o Work Change Report 2025, 70% das habilidades utilizadas na maioria das profissões devem mudar até 2030. No Brasil, a plataforma colocou o domínio da inteligência artificial no topo de sua lista de habilidades em alta em 2025.

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Atualização profissional não significa apenas fazer cursos

O relatório do WEF mostra que 50% dos trabalhadores pesquisados já haviam participado de algum tipo de treinamento, requalificação ou aperfeiçoamento como parte de estratégias de aprendizagem de longo prazo, contra 41% em 2023.

Isso aponta para uma mudança na forma como a educação profissional pode ser encarada. Em vez de concentrar todo o aprendizado no início da carreira, o conhecimento passa a ser atualizado conforme novas ferramentas, processos e demandas aparecem.

Na prática, um profissional pode combinar diferentes formatos: cursos de curta duração para competências específicas, formação mais aprofundada para mudar de área, projetos práticos para aplicar o conhecimento e acompanhamento constante das mudanças no próprio setor.

A própria inteligência artificial pode fazer parte desse processo. Ferramentas generativas podem ajudar a pesquisar conceitos, simular situações profissionais, revisar materiais e acelerar tarefas de estudo. O resultado, porém, depende da capacidade do usuário de formular problemas e avaliar criticamente as respostas.

O que profissionais podem começar a fazer agora

A atualização pode ser mais direcionada quando parte das mudanças que já estão acontecendo na própria profissão. Algumas perguntas ajudam a identificar prioridades:

  1. Quais tarefas da minha função estão sendo automatizadas ou aceleradas?
  2. Quais ferramentas de inteligência artificial já aparecem no meu setor?
  3. Quais competências estão sendo exigidas em vagas semelhantes à minha?
  4. Que habilidade eu precisaria desenvolver para assumir responsabilidades maiores?
  5. Qual conhecimento técnico continua sendo essencial mesmo com o avanço da automação?

A resposta não precisa ser aprender uma nova profissão imediatamente. Em muitos casos, o caminho pode ser combinar conhecimento existente com novas competências, principalmente aquelas relacionadas a tecnologia, análise e tomada de decisão.

A pesquisa mais recente da PwC reforça esse movimento. Em 2026, a consultoria identificou que as habilidades exigidas nas ocupações mais expostas à IA estão mudando mais de duas vezes mais rápido que nas menos expostas. O estudo também aponta maior demanda por julgamento, criatividade e liderança em funções impactadas pela tecnologia.

O cenário até 2030, portanto, não envolve apenas aprender novas ferramentas. Para o profissional, a atualização passa por compreender como a tecnologia altera o próprio trabalho, quais competências ganham valor e quais conhecimentos precisam ser continuamente renovados.

O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME oferece quatro aulas práticas e online para quem busca entender as aplicações da inteligência artificial no trabalho, por R$ 37.

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