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Friday, October 23, 2026

Flamengo é justamente punido por sua baixíssima criatividade no confronto

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O 0x0 persistente reflete exatamente o que foi o time carioca nesta série eliminatória. Se não chutou sequer uma bola no gol no jogo de ida, não fez tão diferente diante de um Maracanã com mais de 70 mil pessoas. Mesmo com um jogador a mais por 45 minutos, ficou longe da equipe envolvente que costuma ser. Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique desperdiçaram suas penalidades.

Escalações

Leonardo Jardim optou por Pedro no ataque e teve o retorno de Jorginho ao meio-campo. Saúl e Bruno Henrique foram para o banco. Arrascaeta voltou a ser relacionado. Já Alexander Medina escalou Marcos Rojo para ter uma linha de cinco atrás no momento defensivo. Tobio Burgos recuava como um ala pela esquerda sem a bola. Joaquin Corrêa fez dupla de frente com Carrillo.

Como Flamengo e Estudiantes iniciaram o segundo jogo da semifinal da Libertadores 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho

O jogo

Os primeiros minutos no Maracanã foram totalmente diferentes do aguardado pela grande maioria das pessoas. O Estudiantes não esperou o Flamengo tomar a iniciativa de atacar. Pelo contrário. Foi agressivo ao vencer as ''segundas bolas'' que sucediam as ligações diretas que fazia, e acelerou em boas combinações que geraram problemas para a defesa rubro-negra.

O time brasileiro não tinha compactação entre meio e ataque para vencer os duelos. Após um primeiro passe longo dos argentinos, geralmente a zaga do Flamengo rebatia, mas a bola caía em um setor em que Piovi, Baltasar Rodriguez e Alexis Castro acabavam dominando. Lucas Paquetá e Pedro demoravam a recompactar, Carrascal e Samuel Lino também.

Com a bola no campo de ataque, a ordem era acelerar em jogadas pelos flancos para buscar Carrillo ou Correa na área. A zaga carioca rechaçou, mas quase sucumbiu ao volume dos Pinchas. Rossi precisou fazer duas boas defesas em finalizações de Marcos Rojo e Baltasar Rodriguez. Na segunda, a bola pegou na trave na sequência. E na primeira, Alex Sandro também salvou dentro da pequena área.

Flamengo x Estudiantes, Libertadores 2026 — Foto: André Durão

O Flamengo parecia afobado com o cenário inesperado. Acabava errando muito ao ter a bola. Acelerando sem necessidade em algumas jogadas e esbarrando na boa marcação rival. Mesmo assim, Paquetá e Pedro fizeram uma boa trama pela esquerda. Carrascal não aproveitou o cruzamento do camisa 11.

O centroavante se destacou em meio ao desempenho ruim tecnicamente de seus companheiros de sistema ofensivo. Depois dos 20 minutos o Flamengo conseguiu corrigir o problema de compactação mostrado inicialmente e começou a trabalhar a bola com mais paciência. Passou longe de ter fluência e produção regular de chances, mas ao menos encontrou Pedro em duas jogadas perigosas.

Primeiro ele recebeu um passe por elevação de Carrascal na área e serviu Emerson Royal de calcanhar, mas o chute do lateral saiu fraco e foi bloqueado por Santiago Núñez. Pouco depois, o artilheiro do Flamengo na temporada invadiu a a área ao vencer três marcadores e chutou cruzado. Carrascal não alcançou.

Alex Sandro se mostrou uma boa arma pela esquerda na primeira metade do 1º tempo. Baltasar Rodriguez demorava a flutuar para o setor e barrar o apoio do lateral. Emerson Royal foi basicamente anulado pelo ótimo trabalho defensivo de Tobio Burgos. Samuel Lino flutuava a partir do lado esquerdo, mas esbanjava imprecisão. Carrascal parecia desligado e Paquetá tinha oscilações.

Pedro em Flamengo x Estudiantes — Foto: André Durão

Mais uma vez a proteção de área feita pelos argentinos merece destaque. A começar pelos bloqueios de Piovi, Alexis Castro e Baltasar Rodriguez na meia-lua, passando pela onipresença de Gonzalez Pirez, Santiago Núñez e Marcos Rojo. O Flamengo não acertou uma bola sequer no gol em 47 minutos.

Medina perdeu Joaquin Correa lesionado ainda na 1ª etapa. Tiago Palácios, titular no jogo passado, entrou. O 2º tempo começou mais parecido com o que se esperava para o jogo. O Flamengo circulou a bola com maior efetividade no campo de ataque e retomou a posse com velocidade. Lucas Paquetá e Samuel Lino aumentaram o índice de acerto nas ações e em menos de cinco minutos isso fez efeito.

Baltasar Rodriguez recebeu o segundo cartão amarelo ao puxar Samuel Lino pela camisa e acabou corretamente expulso. Lucas Paquetá assustou em cobrança de falta bem defendida por Muslera. Trabalhou com precisão mais perto de Emerson Royal também, o que ativou o lateral na partida. O duelo virou um ataque x defesa. O Estudiantes não conseguia mais segurar a bola.

COPA LIBERTADORES 2026, FLAMENGO X ESTUDIANTES - Rodriguez recebe cartão vermelho — Foto: Jorge Rodrigues / AGIF

Arrascaeta entrou pouco antes dos 20 minutos. Carrascal saiu. Mas nem isso serviu para aumentar as soluções de um Flamengo que tinha a bola no ataque, mas não criava nada. Não ocupava a área corretamente para aproveitar os cruzamentos e nem fazia combinações para entrar por baixo na competente defesa argentina.

Alexander Medina tirou Tobio Burgos, Marcos Rojo e Carrillo logo depois dos 30 minutos. Pôs Cetré, Tomás Palácios e Gaich. Já Leonardo Jardim demorou a sacar jogadores como Samuel Lino e Alex Sandro, nitidamente desgastados há alguns minutos. Bruno Henrique e Ayrton Lucas foram a campo. Plata também foi utilizado. Pulgar saiu.

Paquetá foi recuado para jogar de volante, e no seu primeiro lance na nova função deixou Plata na cara do gol. O equatoriano atacou a área e cabeceou em cima de Muslera. Freitas no lugar de Pedro aos 42 minutos foi a última substituição rubro-negra. Nos Pinchas, que conseguiram segurar o empate sem gols, José Sosa entrou na vaga de Alexis Castro.

O meia abriu as cobranças para o Estudiantes e, assim como Mancuso e Tiago Palácios, conseguiu superar Rossi. Cetré protagonizou batidas bizarras. Na primeira escorregou e tocou duas vezes na bola. Na segunda, isolou na arquibancada. Muslera se tornou o homem da noite ao pegar as cobranças de Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique. Léo Pereira e Arrascaeta converteram.

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