Donald Trump vai encontrar-se com Xi Jinping nos EUA

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra Traduzida, especial Irão, da Rádio Observador, para acompanhar os conflitos na região do Médio Oriente. A edição de hoje é com o jornalista Miguel Pina Andrade. Bom dia, Miguel.
Olá, boa tarde, Teresa.
Começamos com um aviso do Irão que diz que qualquer novo ataque vai alterar a geografia do conflito no Médio Oriente.
São declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, divulgadas pelos meios de comunicação estatais. Para além de avisar que qualquer novo ataque contra o país vai alterar a geografia da guerra, Teerão também promete uma alteração dos meios utilizados no conflito. O aviso surge depois de o Irão ter dito que tem informações de que os Estados Unidos e os aliados estariam a preparar um novo ataque de grandes dimensões. Ontem, o Comando Central das Forças Militares Iranianas afirmou que uma eventual ofensiva iria desencadear uma retaliação prolongada contra bases e também interesses norte-americanos na região. O Irão advertiu ainda que os aliados regionais de Washington seriam considerados partes do conflito.
Os Estados Unidos não se vão juntar, por agora, à campanha da Arábia Saudita para atacar os houthis do Iémen.
Sim, uma decisão tomada nas fases finais da preparação da operação, numa altura em que os comandantes já tinham aprovado as listas de alvos, em que as tropas já estavam a carregar bombas nos aviões norte-americanos e em que a onda de ataques estava prestes a começar. O New York Times diz que Donald Trump vacilou e acabou mesmo por tomar a decisão este domingo. Segundo o alto responsável da administração Trump, a maior parte do círculo restrito do presidente estava cética em relação à adesão à luta saudita contra os houthis, tendo em conta as tensões existentes que as Forças Armadas dos Estados Unidos enfrentam na guerra com o Irão. Donald Trump tem mudado frequentemente a posição em relação ao pedido de ajuda da Arábia Saudita no combate aos houthis. Por agora, os Estados Unidos não se vão juntar à ofensiva do exército de Bin Salman contra o grupo rebelde do Iémen.
Os houthis acusam a Arábia Saudita de lançar quase 30 ataques contra o Iémen nas últimas 24 horas.
O porta-voz militar dos rebeldes houthis diz que os ataques aéreos atingiram várias províncias ocidentais no Iémen e foram feitos com aviões F-15 e Typhoon, que descolaram de duas bases aéreas sauditas. Num post no Telegram, o porta-voz acrescenta que os bombardeamentos elevaram para 760 o número total de ataques aéreos desde o início da escalada de tensão entre os houthis, apoiados pelo Irão, e o governo do Iémen, reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.
Donald Trump vai reunir-se com o presidente da China, nos Estados Unidos, esta semana.
Um encontro que acontece num contexto de tensões globais em torno do Irão. A Al Jazeera avança mesmo que Pequim já confirmou o encontro entre Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos. De acordo com o comunicado do governo, a visita vai decorrer de quarta-feira a sexta-feira e ontem Donald Trump disse aos jornalistas a bordo do Air Force One que ia discutir praticamente tudo com o presidente da China. Esta semana, quase 130 chefes de Estado reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que vai ser naturalmente marcada pelos conflitos da Ucrânia e do Médio Oriente. Mas António Guterres, o secretário-geral da ONU, já disse que a inteligência artificial também vai ser um tópico em cima da mesa. Para esta quarta-feira está prevista uma intervenção do presidente iraniano e o primeiro-ministro israelita fala à Assembleia na quinta-feira.
Os ataques aéreos do Paquistão contra esconderijos de fundamentalistas islâmicos no Afeganistão mataram 28 pessoas.
Isso mesmo deram conta dirigentes das Forças de Segurança e Defesa do Paquistão, que pediram para não ser identificados, uma vez que não estavam autorizados a pronunciar-se publicamente. As Forças Armadas do Paquistão não emitiram, até ao menos, qualquer comunicado sobre estes ataques, que marcam uma nova escalada no conflito entre os dois países. Horas antes deste anúncio, os talibãs do Afeganistão tinham acusado o Paquistão de bombardear, durante a madrugada, zonas civis nas províncias de Kunar e Paktika, no leste e sudeste do Afeganistão. Na rede social X, o porta-voz oficial dos talibãs avançou que estes ataques provocaram três mortos e vários feridos. Prometeu ainda, este porta-voz dos talibãs, que Cabul vai dar uma resposta adequada a esta agressão do Paquistão.
Olhamos agora para os preços do petróleo. Desceram quase 2%, com os mercados a voltarem a ver com maior otimismo uma possível solução diplomática para o conflito no Médio Oriente.
Sim, mercados que começaram a semana em queda. O barril de Brent, referência para as importações portuguesas, mantêm-se acima dos $100 por barril. Isto apesar de não haver sinais concretos de que os Estados Unidos e o Irão estejam preparados para reiniciar negociações. Segundo o Trading Economics, os investigadores estão neste momento a refletir no preço as expectativas em relação à Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece esta semana em Nova Iorque. A esperança de uma desescalada contrasta, contudo, com uma nova troca de ameaças entre Washington e Teerão durante o último fim de semana. O presidente norte-americano ameaçou o Irão com um colapso económico e uma mudança de regime caso o país não aceite um acordo. Apesar do agravamento do conflito em duas zonas consideradas estratégicas para o transporte mundial de petróleo, as expectativas de uma solução diplomática estão a pressionar as cotações em baixa.
Termina assim mais uma Guerra Traduzida, especial Irão, hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.