PunchPolice raid fake dollar factory, recover three bags of counterfeit notesالنهارشركة روسية للتجارة الإلكترونية تعلن تعرضها لهجوم بمسيّرةThe Jerusalem PostTrump says US has no immediate plans to strike Iran, ‘getting everything we want’ in negotiations한겨레갤럭시 버즈, 청력 검사·보완까지 해준다…내년 초부터 업데이트ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFDaily MailDemocrats flip Senate battleground North Carolina in first major midterm scalp: Live updatesCBS NewsSenate election results as Democrats get three battleground victoriesGlobo EsporteInternacional x Coritiba - Campeonato Brasileiro 2026 - Ao vivo - globoesporte.comESPNJake Paul promises to 'hang up the gloves' if he loses to DoumbeThe Sydney Morning HeraldToo risky, too costly: AUKUS should be scrapped, finds Peter Garrett-led inquiryMalay MailWoman arrested over alleged harassment of visitors at Kuala Lumpur shopping mallBBC NewsUS voters name economy and state of democracy as top issues, poll says
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, November 4, 2026

Carneiro condiciona acordo nas rendas à boa-fé de Montenegro

Translate

Depois de o primeiro-ministro ter feito uma declaração ao país e de ter convocado o PS e o Chega para reuniões sobre o problema da habitação, José Luís Carneiro admite disponibilidade para “chegar a um ponto de encontro” com o Governo na matéria que tem colocado como linha vermelha num entendimento com a AD: as alterações à lei das rendas. E ataca André Ventura.

Numa entrevista à SIC-Notícias, na noite desta terça-feira, disse que o seu partido está “disponível para ajustar” o projeto que apresentou sobre rendas e “procurar ir ao encontro do entendimento com o primeiro-ministro”. Deixou, no entanto, uma ressalva: “Se o primeiro-ministro estiver de boa-fé, é possível encontrar uma saída.”

A abertura ao diálogo surgiu depois de Montenegro ter feito uma declaração ao país e convidado o PS e o Chega para reuniões sobre habitação. O encontro com Carneiro ficou marcado para a próxima quinta-feira, na sequência de uma conversa por videochamada entre os dois dirigentes, na manhã desta terça.

Apesar da disponibilidade para negociar, Carneiro voltou a aconselhar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a “colocar no seu arquivo” a proposta do Governo, por considerar que “agrava os problemas para os mais jovens, as famílias e os idosos”. Retirada essa proposta, afirmou, o PS estará disponível para “conversar com o primeiro-ministro e ver como podemos chegar a um ponto de encontro”.

Numa declaração anterior à entrevista, em reação à intervenção de Montenegro, o líder socialista já tinha anunciado que levaria à reunião as propostas do partido para a habitação. Entre estas estará a “importante medida de garantir que é desenvolvida uma nova lei do arrendamento, que possa criar uma garantia pública que dê segurança aos proprietários e tranquilidade aos inquilinos”, sublinhou.

PS e PSD coincidem no diagnóstico de que faltam casas no mercado, mas divergem na resposta à crise da habitação. No caso concreto das rendas, a distância entre os dois é significativa. Os sociais-democratas apostam no reforço das garantias e na simplificação dos mecanismos à disposição dos senhorios, para os incentivar a colocar casas no mercado de arrendamento. Já os socialistas defendem que seja o Estado a assumir um papel na resposta aos riscos associados aos contratos.

Nesse sentido, o PS defende que seja criada uma garantia pública, através de um mecanismo gerido pelo IHRU, que assegure que os senhorios recebam rendas em atraso e também o pagamento por danos nas suas habitações. Esta proposta já tinha sido apresentada publicamente por Carneiro, que também admitira aperfeiçoar o projeto no debate parlamentar na especialidade.

Os socialistas defendem ainda uma moratória para os contratos que terminam até ao final do ano e a revisão do teto de 2.300 euros fixado pelo Governo para uma “renda moderada”. Carneiro afirmou que levará uma alternativa a Montenegro, mas continua a não adiantar o valor que o PS considera aceitável.

O partido propõe também medidas fiscais para estimular a oferta, incluindo a isenção de mais-valias na venda de imóveis para habitação e a eliminação de encargos com a amortização antecipada de créditos à habitação.

“Recue, senhor primeiro-ministro”. Carneiro volta a pressionar Montenegro nas rendas

Na entrevista, José Luís Carneiro foi confrontado com uma declaração que André Ventura tinha acabado de fazer no canal Now, dizendo que o PS estava nas negociações com o Governo a pedido seu. O socialista disse que Ventura “é perito em fazer afirmações que são desmentidas pela realidade” e que “está com problemas de consciência porque contribuiu para viabilizar a renda moderada de 2.300 euros e a proposta de lei de rendas que agrava problemas para mais jovens, famílias e idosos.”

“Desde que viu as manifestações a ganharem dimensão, começou a tentar fazer o que fez com a legislação laboral”, disse ainda Carneiro sobre Ventura, adivinhando: “Vamos assistir a mais manobras dessa natureza.”

Ainda sobre as manifestações e a intervenção policial, o líder do PS disse que “há várias fases [de decisão] muito mal explicadas”, repetindo a ideia que tem defendido de que “a solução policial não resolve a situação” e que o Governo tem de “tomar consciência” disso.

Carneiro afasta crise política, mas exige liderança a Montenegro

Na mesma entrevista afirmou que “o país não pode ter uma crise política nesta altura” e que o país “não poderia viver com o Estado em duodécimos” sem “condições para uma resposta às dificuldades que as pessoas estão a viver”.

Ainda assim, Carneiro diz que “há vários membros do Governo que não estão a cumprir a sua responsabilidade”. Ao mesmo tempo diz que é preciso que o primeiro-ministro assuma “a liderança e o comando político” do Governo.

Já sobre as sondagens, destacou que “o PS lidera todas” e concentra-se sobretudo na taxa de rejeição de André Ventura, quando analisa o crescimento do Chega. Recusa mesmo falar de um cenário de vitória do partido de Ventura em legislativas, evitando, assim, comentar a ideia defendida por alguns socialistas, de fazer um bloco central nessa situação.

[Duarte Lima chega ao Brasil 45 horas antes de Rosalina Ribeiro ser assassinada. Tinha encontro marcado com a milionária no Rio de Janeiro mas aterra em Belo Horizonte. Na reconstituição dos movimentos dele, a polícia percebe que o advogado nunca usou o telemóvel pessoal no Brasil. Mas foram detetados contactos a partir de dois telefones portugueses e um suiço. Um deles liga várias vezes para a casa da milionária. Já pode ouvir o terceiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.