InquirerHybrid rice seeds bring bumper harvests for Agusan del Sur farmersDaily MaverickUganda imposes 21-day quarantine on citizens returning from CongoESPN DeportesCruz Azul acaricia la Liguilla tras gran triunfo en QuerétaroESPNSeahawks dominate to hand Chiefs first loss of seasonThe Jerusalem PostBolsonaro refuses to concede, says he will seek annulment of Brazil voteGIGAZINE皮膚がんの見分け勝負で最新の汎用AIが10年前のAIに敗北ZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioAntara NewsGovt prepares scheme for MSME involvement in free meal programThe Sydney Morning HeraldDickson wows America with AFL-style puntSözcüFlavio Bolsonaro seçim sonuçlarını tanımadı: İptal talep edecekABC News (Australia)Second death increases call for action on health system in 'crisis'El ComercioTemblor en Perú: últimos sismos reportados este lunes 26 de octubre
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, October 26, 2026

Fita do tempo. Duas reviravoltas e Lula reeleito com recorde

Translate

A contagem dos votos começou com um falso arranque. Depois de divulgar os primeiros resultados, com apenas 0,25% dos votos apurados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a publicação dos números durante duas horas — até ao (re)encerramento das urnas, às 19h00 (22h00 em Lisboa). Quando a contagem foi retomada, a corrida entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro revelou-se renhida, com duas mudanças na liderança antes de o Presidente brasileiro garantir um quarto mandato inédito.

Os primeiros resultados davam vantagem a Lula da Silva, mas a publicação dos números foi interrompida pouco depois das 20h10 (hora de Lisboa), na sequência da decisão de prolongar o horário de votação por duas horas. A suspensão foi confirmada pelo TSE, que indicou que a contagem só seria retomada depois do fecho das urnas.

Com o reinício da contagem, Flávio Bolsonaro passou para a frente da corrida. Às 22h45 (hora de Lisboa), com 13% dos votos apurados, o senador do Partido Liberal (PL) tinha uma vantagem de apenas 0,06 pontos percentuais sobre Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

A tendência voltou a inverter-se cerca de 45 minutos depois. Às 23h30 (hora de Lisboa), com 56% dos votos contabilizados, Lula recuperou a liderança, embora a diferença entre os dois candidatos continuasse abaixo de um ponto percentual. A partir daí, o Presidente começou a consolidar a vantagem, num resultado que viria a confirmar a sua reeleição.

Com mais de 70% dos votos apurados, por volta das 23h50 (hora de Lisboa), o ambiente na sede de campanha do PT já era de festa. Num vídeo publicado por Rafael Fonteles, governador do Piauí e aliado de Lula, o Presidente surgia visivelmente emocionado enquanto os apoiantes celebravam o que consideravam ser uma vitória histórica. “Lula tetra!”, gritou Fonteles, numa referência ao quarto mandato presidencial do petista.

pic.twitter.com/k24Bvh6lSM

— Rafael Fonteles (@RafaelFonteles_) October 25, 2026

Pouco depois, o instituto Datafolha projetava a vitória de Lula, uma previsão acompanhada também pelos jornais brasileiros Nexo e Estadão. Às 00h10 (hora de Lisboa), com 97% dos votos apurados, o TSE confirmou que a eleição estava “matematicamente decidida” a favor do candidato do PT.

Às 00h35 (hora de Lisboa), com 99,87% dos votos contabilizados, Lula tinha obtido 64.156.472 votos, correspondentes a 51,76% dos votos. Trata-se da maior votação de sempre da sua trajetória política e de um aumento superior a dez milhões de votos em relação à primeira volta, quando conseguiu 53.879.538 votos.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, somava à mesma hora 59.784.442 votos, equivalentes a 48,23%. O candidato do PL também aumentou a votação em relação à primeira volta, quando tinha conseguido 56.104.503 votos, mas não foi suficiente para impedir a reeleição de Lula.

A participação eleitoral também aumentou. A abstenção caiu de 21,08% na primeira volta para 19,21% na segunda, o equivalente a uma redução de cerca de três milhões de eleitores que não foram às urnas. Ainda assim, perto de 30,5 milhões de eleitores ficaram em casa.

Minas Gerais: o barómetro eleitoral que voltou a acertar no vencedor

Minas Gerais foi o único estado a inverter o resultado entre as duas voltas, confirmando o peso eleitoral de um território frequentemente considerado um barómetro das presidenciais brasileiras. Desde 1989, o estado tem coincidido com o vencedor nacional em todas as eleições presidenciais, o que faz dos seus resultados um indicador importante a seguir durante a noite eleitoral.

Minas Gerais, o “espelho” do Brasil: Bolsonaro venceu na primeira volta mas Lula quer virar resultado do “estado-pêndulo”

Na primeira volta, a 4 de outubro, Flávio Bolsonaro tinha vencido em Minas Gerais, com 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% de Lula. Na segunda volta, a tendência inverteu-se: com 99,68% das urnas apuradas, o Presidente conseguiu 50,39%, contra 49,61% do adversário. A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo dos 100 mil votos.

A abstenção no estado também diminuiu, passando de 22,81% na primeira volta para 20,32% na segunda, embora tenha continuado acima da diferença registada à escala nacional. A inversão em Minas Gerais foi, assim, uma das mudanças mais relevantes da noite, num estado cujo comportamento eleitoral voltou a acompanhar o resultado nacional.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.