Casos recentes de queda reforçam alerta para o Coritiba no Brasileirão


Coritiba empata com o Botafogo e chega a cinco jogos sem vitória
Restam oito partidas, e o Coxa vai enfrentar apenas três times que estão abaixo na classificação: Vitória, Internacional e Grêmio. Os outros cinco compromissos serão contra equipes do top-8: Flamengo e Palmeiras, líder e vice-líder, respectivamente, além de Bahia, quinto colocado, Atlético-MG, sétimo, e Santos, oitavo.
O histórico recente da Série A mostra que a vantagem atual é importante, mas não garante tranquilidade na luta contra a queda, o que reforça a necessidade de o Coritiba voltar a pontuar com regularidade. Além disso, a pontuação dos concorrentes também teve peso decisivo para definir os times rebaixados.
Elenco do Coritiba em preparação para a reta final do Brasileirão — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Ceará somou oito pontos, mas caiu
Na edição de 2025, o Ceará chegou à 30ª rodada com 35 pontos, na 14ª colocação. A distância para o Vitória, que abria a zona de rebaixamento, era de quatro pontos. Nas últimas oito rodadas, o time cearense conquistou mais oito pontos, mas terminou rebaixado.
O motivo foi a reação do próprio Vitória, que somou 14 pontos no mesmo período e conseguiu escapar da queda. O caso mostra como a disputa pode mudar rapidamente quando os concorrentes diretos crescem de produção nas rodadas decisivas.
Para o Coritiba, somar oito pontos nos jogos restantes significaria chegar a 47, número suficiente para ficar na Série A de acordo com as projeções. Ainda assim, o exemplo do Ceará indica que o Coxa não pode se apoiar apenas na vantagem atual e precisa acompanhar o desempenho dos times que estão na parte de baixo da tabela.

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Criciúma e Athletico também sucumbiram
Em 2024, o Criciúma ocupava a 12ª colocação, com 36 pontos, na 30ª rodada. Naquele momento, Vitória e Corinthians, ambos com 32 pontos, abriam a zona de rebaixamento. Mesmo com uma margem de quatro pontos para o Z-4, o time catarinense somou apenas dois dos 24 pontos disputados nas oito rodadas finais e acabou rebaixado.
O Athletico também não conseguiu reagir o suficiente. Na 30ª rodada, o Furacão tinha 34 pontos e ocupava a 14ª posição. A equipe conquistou oito pontos na reta final, mas terminou o campeonato em 17º lugar e também caiu para a Série B.
Os dois exemplos mostram que a posição ocupada a oito rodadas do fim não determina, por si só, o desfecho da campanha. Mais uma vez a sequência negativa pode custar caro, sobretudo quando os adversários diretos conseguem somar pontos.
Fernando Seabra, do Coritiba — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Bahia também foi rebaixado
Em 2021, o Bahia estava na 15ª colocação, com 36 pontos, cinco à frente do Juventude, primeiro time na zona de rebaixamento, com 31. Nas oito rodadas finais, o time baiano conquistou sete pontos, chegou a 43, mas não evitou a queda. O Juventude, por sua vez, alcançou 46 pontos e permaneceu na Série A.
A comparação ajuda a dimensionar o cenário do Coritiba. Se conquistar sete pontos nas oito partidas restantes, o Coxa chegará justamente aos 46 pontos do Juventude naquela temporada. A diferença é que a pontuação necessária para escapar do rebaixamento varia de acordo com o desempenho dos concorrentes em cada edição.
Com 39 pontos e sete de vantagem sobre o Z-4, o Coritiba ainda depende do próprio desempenho para administrar a situação. O primeiro dos últimos oito jogos será no sábado, às 18h30 (de Brasília), na Arena MRV, diante do Atlético-MG. Depois disso, serão duas partidas derradeiras como mandante: contra Grêmio e Vitória.
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