Muito volume, poucos gols: entenda como eficácia do Botafogo teve queda drástica no returno do Brasileiro

O placar magro da vitória do Botafogo sobre a Chapecoense, no último sábado, não refletiu o volume de jogo criado pela equipe de Tite. Apesar de ter vencido por apenas 1 a 0, o clube carioca superou a marca de 20 finalizações no gol catarinense e foi dominante, na opinião do treinador. Os números exemplificam uma queda na eficácia alvinegra em partidas do Brasileirão.
No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Botafogo não apenas teve o segundo melhor ataque (ao lado do Palmeiras), como também foi a equipe com menor média de finalizações por gol. Ou seja: dentre todos os 20 clubes, o Botafogo foi quem menos precisou chutar para balançar as redes.
No total, foram 237 finalizações e 33 gols marcados — uma média de 7,18 chutes por gol feito. O rival Flamengo, vice-líder no quesito e dono do melhor ataque do primeiro turno, teve números similares: média de 7,19, com 259 finalizações e 36 gols marcados. Os dados são do Gato Mestre.
Tiquinho e Alex Telles comemoram gol do Botafogo sobre a Chapecoense — Foto: André Durão
O cenário do Botafogo se inverteu com o decorrer da temporada 2026. Com sete jogos restantes no Brasileirão, o clube carioca tem 11 gols marcados até aqui no returno, mas um aproveitamento muito menor. Mesmo subindo no ranking de clubes com mais finalizações, de 11º para 5º, o Botafogo teve queda drástica na efetividade.
No returno, o Botafogo precisou de 188 finalizações para marcar 11 gols, com média de 17,09, deixando o clube na vice-lanterna do ranking do Gato Mestre. A marca só supera os números do Bragantino, com dez gols e média de 21,30.
Contra a Chapecoense, o Botafogo somou 21 finalizações, 14 delas no alvo do goleiro Anderson. Após a partida, o técnico Tite exaltou o desempenho alvinegro e comentou as necessidades de ajustes.
Danilo comemora gol em Coritiba x Botafogo, no Brasileirão 2026 — Foto: Vitor Silva/BFR
— Tu falou de predominância nossa, tivemos oportunidades reais. O goleiro adversário fez uma grande partida. Teve um volume muito grande, senão 80% do jogo. Mas, quando não faz o segundo gol, fica sempre o sentido de "será?" Mas o time se manteve concentrado. A saída alternada a três atrás foi importante. O Ziyech está buscando melhor condicionamento e tu traz Medina com muita dinâmica. É uma equipe nova, mas, se mantiver desempenho que é dominante em três quartos do jogo, está sempre perto de vencer. Mesmo buscando ajustes.
O Botafogo volta a campo no próximo sábado, às 16h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Internacional no Beira-Rio. A partida é válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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