Com Boca Rosa, Inter mira um lugar mais difícil que o celular: ser o banco principal
Andrea Nocciolini, CMO do Inter, fala sobre o novo investimento em comunicação estratégica da companhia focado em ser o principal hub financeiro dos clientes

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 11:54.
RESUMO +
O banco digital Inter quer agora ampliar sua participação na carteira dos clientes e se tornar a principal instituição financeira de quem já usa a plataforma. A nova campanha “Relacionamento Sério”, com a empresária e influenciadora Bianca Andrade, a Boca Rosa, reforça essa meta. A estratégia combina comunicação, oferta de produtos e tecnologia para concentrar mais serviços no Super App.
Em um mercado no qual o consumidor brasileiro distribui sua vida financeira entre diferentes bancos, contas digitais e aplicativos de pagamento, o Inter quer aumentar sua participação na carteira dos clientes. A estratégia agora é convencer quem já utiliza a plataforma a concentrar mais serviços dentro do banco.
Essa ambição passa também por uma nova fase da comunicação da companhia. Em entrevista ao EXAME Insight, Andrea Nocciolini, CMO do Inter, afirma que o objetivo é reforçar a ideia de um “relacionamento sério” com o cliente — conceito escolhido para traduzir a tentativa de fazer do Inter sua principal instituição financeira.
Para levar a mensagem ao público, o banco escalou a empresária e influenciadora Bianca Andrade, a Boca Rosa, como um dos rostos da estratégia. A escolha busca aproximar a marca de uma audiência que já se acostumou a manter relacionamentos com diferentes instituições financeiras ao mesmo tempo. “Hoje, com tantas alternativas disponíveis, é comum que as pessoas distribuam sua vida financeira entre vários bancos, buscando benefícios específicos em cada um”, afirma Nocciolini.
A disputa, porém, não se resolve apenas com publicidade. Para a executiva, ganhar espaço como banco principal exige ampliar a oferta de produtos e, principalmente, investir em tecnologia para fazer com que o cliente encontre dentro da mesma plataforma razões para concentrar uma parcela maior de sua vida financeira.
Abaixo os principais trechos da entrevista com a executiva:
Principalidade tornou-se palavra-chave na relação dos bancos com os clientes, qual o grande desafio em tornar se o principal? O grande desafio é transformar a abertura de uma conta em uma relação de longo prazo e fazer com que o cliente escolha aquela instituição como sua primeira opção para diferentes necessidades financeiras. Hoje, com tantas alternativas disponíveis, é comum que as pessoas distribuam sua vida financeira entre vários bancos, buscando benefícios específicos em cada um. Por isso, principalidade não se conquista apenas com um portfólio amplo, mas com uma experiência que gere relevância, recorrência e valor para os clientes ao longo do tempo. Ao propor um "relacionamento sério com as finanças", é justamente essa discussão que queremos levantar.
Como levar essa narrativa para dentro de uma campanha estratégica? A provocação é mostrar que, quando diferentes necessidades estão conectadas em um mesmo ecossistema, essa relação pode se tornar cada vez mais completa e até mais vantajosa para o cliente, que ganha mais ao longo da sua jornada no nosso Super App – mais pontos, mais cashback e, de forma geral, mais economia. No nosso caso, reunimos banking, crédito, investimentos, compras, benefícios e serviços globais em um único Super App. Mas tão importante quanto ter essa oferta ampla é conseguir conectar essas soluções de forma relevante para cada cliente e para diferentes momentos da sua vida. Assim, as pessoas podem consumir, receber benefícios, utilizar esses recursos novamente dentro do ecossistema e encontrar novas possibilidades para cuidar do seu dinheiro.
Como o trabalho de construção de marca ajuda nesta nova fase e nesse desafio em tornar-se o principal? A marca precisa ser relevante não apenas quando o assunto é dinheiro, mas também nos contextos em que as pessoas vivem, escolhem, consomem e se divertem. Essa evolução também alterou a forma como nos comunicamos. Nossa comunicação se tornou mais cultural, próxima e conectada ao comportamento das pessoas. Dinheiro é cada vez mais digital, mas continua sendo profundamente humano e emocional. Por isso, buscamos falar sobre finanças de uma maneira menos técnica e mais próxima da linguagem do brasileiro, usando cultura, humor e situações reais para criar identificação.
A campanha Relacionamento Sério, por exemplo, traduz bem esse movimento. Partimos de um território extremamente familiar para falar sobre a relação das pessoas com a própria vida financeira de uma forma mais leve, próxima e relevante. É menos sobre interromper o consumidor com uma mensagem de marca e mais sobre criar conversas das quais ele queira fazer parte.
Arquiteto do iPhone, John Ternus estreia no comando da Apple com lucro em alta e marca em xeque
Por fim, o que determinou a escolha da Boca Rosa? A escolha da Bianca foi muito natural para a campanha porque ela é uma empreendedora que reúne características que são muito importantes para o que queremos construir. Ela tem uma conexão enorme com o público, mas também construiu uma trajetória muito forte como empresária, à frente da própria marca e dos seus negócios. É uma personalidade que ocupa um território muito relevante de ascensão social e profissional e que, para muitas pessoas, representa essa ideia de construção de independência e crescimento a partir das próprias escolhas. Ao mesmo tempo, a Bianca tem uma capacidade muito grande de transformar assuntos do cotidiano em conversas que ganham escala, usando humor, leveza e uma linguagem muito própria. Existe uma combinação muito interessante entre a sua influência, empreendedorismo e proximidade, que faz com que ela consiga transitar entre diferentes assuntos e manter uma conexão muito genuína com a audiência.
'Perguntas frequentes'
Qual é o objetivo da campanha Relacionamento Sério do Inter? +
A campanha busca reforçar a intenção do banco digital Inter de se tornar a principal instituição financeira dos clientes. Segundo Andrea Nocciolini, CMO do Inter, a proposta é transformar a abertura de uma conta em uma relação de longo prazo.
Quais serviços estão disponíveis no Super App do Inter? +
O Super App do Inter reúne serviços bancários, crédito, investimentos, compras, benefícios e soluções globais em uma única plataforma, segundo Andrea Nocciolini.
Quais benefícios o Inter oferece para quem concentra serviços no banco? +
Os clientes podem obter mais pontos, cashback e economia ao conectar diferentes necessidades financeiras no ecossistema do Inter, de acordo com Andrea Nocciolini. Os benefícios podem ser utilizados novamente dentro do Super App.
Qual é o principal desafio para o Inter se tornar o banco principal dos clientes? +
O principal desafio é fazer com que os clientes escolham o Inter como primeira opção para diferentes necessidades financeiras. Segundo Andrea Nocciolini, isso exige uma experiência que gere relevância, recorrência e valor ao longo do tempo, além de um portfólio amplo.
Por que o Inter escolheu Bianca Andrade para a campanha? +
O Inter escolheu Bianca Andrade, a Boca Rosa, por sua combinação de influência, empreendedorismo e proximidade com o público, segundo Andrea Nocciolini. A executiva afirma que Bianca representa independência e crescimento profissional e consegue transformar temas cotidianos em conversas de grande alcance.
Para quem decide. Por quem decide.
Saiba antes. Receba o Insight no seu email
Li e concordo com os Termos de Uso e Política de Privacidade
Pacete é jornalista, LinkedIn Top Voices, curador de marketing, tecnologia e inovação do Rio2C e SP2B, além de Consultor de Inovação, Conteúdo e Projetos Especiais da Exame.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.