Renner e Ashua vão destinar parte das vendas à autonomia financeira feminina
Entre 16 e 19 de outubro, 5% da receita líquida das vendas da Renner e da Ashua Curve & Plus Size serão destinadas a projetos sociais do Instituto Lojas Renner. A ação integra a 19ª edição do movimento Todas Avançam Juntas e vale para todas as lojas físicas das marcas no Brasil e para seus canais digitais.
Os recursos financiam iniciativas voltadas à autonomia financeira de mulheres, por meio do empreendedorismo e da inserção no mercado de trabalho, e ao fortalecimento de organizações sociais e comunidades. Em 2025, o movimento mobilizou mais de R$ 6,7 milhões e esteve entre as principais fontes de financiamento dos projetos do Instituto.
Neste ano, a campanha adota o conceito “Moda Feita de Histórias” para apresentar trajetórias de mulheres participantes dessas iniciativas e mostrar como oportunidades de trabalho e geração de renda podem transformar diferentes realidades, das cidades às comunidades rurais.
“O Todas Avançam Juntas parte de uma ideia muito potente: quando criamos oportunidades para uma mulher evoluir, esse impacto pode alcançar sua família, sua comunidade e outras mulheres. Nosso papel é contribuir para que elas tenham cada vez mais autonomia para construir suas próprias trajetórias”, afirma Eduardo Ferlauto, diretor executivo do Instituto Lojas Renner e diretor de Sustentabilidade da Lojas Renner S.A.
Da qualificação profissional à geração de renda
A diferença de renda entre mulheres e homens ajuda a dimensionar o desafio que essas iniciativas buscam enfrentar. No quarto trimestre de 2025, as mulheres ocupadas no Brasil receberam, em média, 21% menos do que os homens: R$ 3.042, frente a R$ 3.864. Os dados são de levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE.
Entre as iniciativas que contam com recursos do movimento está o Edital Nacional de Projetos de Inclusão Socioprodutiva de Mulheres. Em 2026, foram selecionados oito projetos de organizações da sociedade civil em todas as regiões do país, com cerca de R$ 1,7 milhão destinado a ações de empreendedorismo e empregabilidade para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Os projetos incluem qualificação técnica, desenvolvimento de competências socioemocionais, educação financeira e acesso ao mercado. O objetivo é ampliar as condições de inserção e permanência dessas mulheres no mundo do trabalho e possibilitar qualificação e oportunidades para o empreendorismo feminino, fortalecendo suas trajetórias profissionais.
No campo, o programa Mulheres no Algodão Agroecológico atua desde 2017 com famílias produtoras do semiárido. O Instituto apoia organizações locais que acompanham o cultivo e compartilham conhecimentos em comunidades de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Segundo o Instituto, em 2025 o programa beneficiou mais de 1,5 mil pessoas nos oito estados, com aumento de mais de 160% na renda das famílias participantes. A iniciativa busca ampliar os rendimentos e melhorar as condições de vida e trabalho das mulheres e de suas famílias.
Organizações fortalecidas nas comunidades
As responsabilidades de cuidado também pesam sobre o acesso ao trabalho remunerado. No quarto trimestre de 2025, 30,5% das mulheres fora da força de trabalho apontaram os afazeres domésticos ou o cuidado de filhos e outros parentes como razão para não estarem trabalhando, segundo o mesmo levantamento do Dieese.
“Acreditamos que a autonomia financeira e o protagonismo feminino dependem não apenas do acesso a oportunidades de trabalho e geração de renda, mas também de redes de apoio, organizações fortalecidas e territórios capazes de sustentar esse desenvolvimento ao longo do tempo”, afirma Ferlauto.
Por isso, a atuação do Instituto combina a inclusão socioprodutiva de mulheres com o relacionamento com as comunidades.
Um exemplo é o Programa de Bazares Sociais, que qualifica a gestão de bazares e fortalece a sustentabilidade econômica de organizações sociais. Em 2025, a iniciativa foi voltada a organizações afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, com investimento de R$ 1,4 milhão, atuação em 13 municípios e participação de 92 lideranças.
Em 2026, uma edição está em andamento no Maranhão, em parceria com a Vale, envolvendo dez organizações sociais de Itaqui-Bacanga, em São Luís. O programa busca estimular a circulação de renda e ampliar a capacidade dessas organizações de manter suas atividades.
Criado em 2008 e mantido pela Lojas Renner S.A., o Instituto Lojas Renner já investiu mais de R$ 130 milhões em mais de mil projetos pelo país. Apenas em 2025, sua atuação beneficiou cerca de 220 mil pessoas. Os números abrangem o conjunto de iniciativas da organização, que trabalha com inclusão socioprodutiva de mulheres e relacionamento com as comunidades.
“Quando unimos a força das nossas marcas ao engajamento de nossos clientes, conseguimos ampliar o impacto positivo na vida de milhares de mulheres de diferentes regiões do país”, diz Ferlauto.
O Todas Avançam Juntas conecta os clientes das marcas ao apoio a essa atuação. Para participar da edição de 2026, basta realizar uma compra na Renner ou na Ashua entre 16 e 19 de outubro, nas lojas físicas ou nos canais digitais.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.