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Monday, October 19, 2026

Prática desportiva jovem relacionada com satisfação de vida

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A atividade desportiva aumenta a satisfação com a vida dos jovens, concluíram investigadores da Universidade Politécnica da Guarda (UPG) num estudo que venceu o prémio de melhor artigo científico publicado na revista Sports.

O estudo sobre os efeitos da prática desportiva na inteligência emocional, autoestima e satisfação com a vida dos jovens foi desenvolvido por Miguel Fernandes, Pedro Esteves e Teresa Fonseca, docentes do Departamento de Desporto da UPG.

Os investigadores, que integram o SPRINT — Centro de Investigação e Inovação em Desporto, Atividade Física e Saúde, contaram com a colaboração de Aristides Rodrigues, investigador e docente da Universidade de Coimbra.

“Os resultados obtidos proporcionam novas perspetivas sobre os potenciais mecanismos emocionais e psicológicos subjacentes à associação entre a participação desportiva dos jovens e a satisfação com a vida“, afirmou Miguel Fernandes, principal responsável pelo estudo, citado num comunicado da UPG enviado à agência Lusa.

O estudo analisou os efeitos comparativos de diferentes tipos de envolvimento desportivo — em equipa, individual e não participação — nas diferentes variáveis selecionadas.

A investigação envolveu uma amostra de 1.053 adolescentes portugueses (612 raparigas e 441 rapazes) com idades entre os 12 e os 18 anos, que preencheram instrumentos de autoavaliação, de autorresposta e de perceção da inteligência emocional.

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Foram também utilizadas a Escala de Autoestima de Rosenberg, teste psicológico que mede a autoestima global e o valor próprio de um indivíduo, e a Escala de Satisfação com a Vida, que avalia o julgamento cognitivo global da satisfação de um indivíduo com a própria vida.

“O estudo concluiu que a participação em desportos juvenis organizados contribui para o desenvolvimento de dimensões específicas da inteligência emocional, nomeadamente a utilização das emoções e da autoavaliação emocional”, adiantou a UPG.

Estas, por sua vez, conduzem “a níveis mais elevados de autoestima e de satisfação com a vida”.

O trabalho revelou também que “tanto a participação em desportos coletivos, como individuais, está associada a níveis mais elevados de utilização das emoções, quando comparada com adolescentes não praticantes de qualquer atividade desportiva”.

“As conclusões apontam para que os treinadores desportivos e os investigadores implementem programas de educação emocional no contexto do desporto juvenil, com o objetivo de fomentar o bem-estar emocional e psicológico durante a adolescência”.

É ainda sugerido que estes programas devam incluir “a avaliação das consequências a curto e longo prazo” e “novas técnicas de treino psicológico mais consolidadas, tais como o treino de competências de enfrentamento e de regulação emocional”.

Para Joaquim Brigas, reitor da UPG, esta distinção internacional é “mais um reconhecimento da qualidade do trabalho científico” da Universidade Politécnica da Guarda.

“Tal como outras distinções atribuídas recentemente, este prémio resulta da importância da ligação entre a investigação e o ensino, que permite que o conhecimento produzido seja incorporado na formação dos nossos estudantes e contribua para a qualificação dos futuros profissionais do desporto”.

Joaquim Brigas acrescentou que este reconhecimento “reforça a qualidade e a afirmação da oferta formativa, desde a licenciatura até ao doutoramento, e evidencia a capacidade científica da UPG enquanto universidade”.

Segundo a UPG, são objetivos do SPRINT “o desenvolvimento de investigação aplicada nas áreas do desporto, da atividade física e da saúde, pela formação científica de jovens investigadores e estudantes e pela criação de oportunidades de emprego científico”.

Atualmente, o centro tem 86 investigadores doutorados integrados, mais de 70 colaboradores e 12 estudantes de doutoramento afiliados que investigam o Comportamento Humano e Desempenho Desportivo e Atividade Física e Comunidades Sustentáveis.

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