Ícone do jornalismo Zuenir Ventura morre aos 95 anos

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22). De acordo com a Academia Brasileira de Letras, a causa da morte foi uma pneumonia. O corpo será velado na sede da ABL, no Centro do Rio, na quarta-feira (23) e enterrado no mausoléu da Academia no Cemitério São João Batista.
Os livros 1968 - o ano que não terminou, lançado em1988, e Cidade Partida, de 1994, estão entre as principais obras lançadas por ele. Ao longo de sua trajetória profissional, ele eseve à frente da cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país, como o assassinato do seringueiro e líder ambientalista Chico Mendes, morto em dezembro de 1988.
Nascido na cidade mineira de Além Paraíva, Zuenir se mudou com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, quando tinha 11 anos. Embora ajudasse o pai em trabalhos como pintor de parede e também fizesse bicos como office boy, ele seguiu a exigência da mãe de não abandonar os estudos.
Após concluir o Segundo Grau (atual Ensino Médio), ele se mudou para a capital fluminense onde estudou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual UFRJ). A partir da década de 1960, passou a trabalhar em redações jornalísticas, conciliando com o trabalho de professor da Escola de Comunicação da UFRJ.
Imortal da Academia Brasileira de Letras
Zuenir Ventura foi o sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Elei foi eleito imortal da instituição no dia 30 de outubro de 2014, sucedendo Ariano Suassuna.
O jornalista deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
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