11h. Luís Neves chama a PSP e a GNR para duas reuniões
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Miguel Cordeiro. Começamos esta edição das 11 com José Luís Carneiro, que não confirma se vai alinhar com o Chega na proposta para aprovar a descida do IVA dos combustíveis, mas garante que vai mostrar que a proposta do partido de André Ventura é uma tentativa de engano.
Ontem, André Ventura lançou o desafio ao Partido Socialista para votar ao lado do Chega na proposta que apresentou para a redução de IVA nos combustíveis, de 23% para 13%. Essa medida, esse projeto de lei do Chega, vai a votação no dia 24 de setembro deste mês. É uma proposta que, diz José Luís Carneiro, já foi apresentada pela primeira vez e por três vezes pelo Partido Socialista, e por três vezes rejeitada. Portanto, quando questionado esta manhã sobre se vai alinhar com o Chega, José Luís Carneiro inverte a pergunta.
A questão tem que ser colocada ao contrário, porque quem apresentou primeiro essas propostas foi o Partido Socialista, ainda antes do verão, em junho, julho, e apresentamos por duas vezes. E por duas vezes, o Chega votou contra. Agora, como nós apresentamos pela terceira vez na semana que passou, à terceira também entendeu dar o ar da sua graça. Mas nós vamos conseguir demonstrar que alguém está a procurar enganar os portugueses.
Declarações do secretário-geral do Partido Socialista esta manhã, está em Leiria a participar na Convenção Nacional Autárquica do partido. José Luís Carneiro deixa em aberto se vai ou não aceitar o repto de André Ventura. Ontem, o presidente do Chega afirmou que se o PS votar contra este projeto de lei, é um partido hipócrita.
Pedro Passos Coelho vai apresentar no final de novembro a visão que tem para reformar Portugal. O antigo primeiro-ministro propõe medidas para melhorar Portugal do ponto de vista social e econômico, a aplicar em duas legislaturas.
Ou seja, oito anos. É esse o prazo previsto por Pedro Passos Coelho. O ex-primeiro-ministro está a participar num estudo para apresentar reformas e agora já se sabe que os resultados desse estudo devem ser conhecidos em novembro. Participa também Pedro Passos Coelho no prefácio de um livro em que reforça que o governo tem de avançar com reformas sem perder mais tempo. As propostas concretas de Pedro Passos Coelho ainda não são conhecidas publicamente, mas vai deixando pistas sobre a visão que tem para o país e considera que Luís Montenegro devia ter rapidez para aplicar algumas reformas em Portugal. As reformas que Pedro Passos Coelho defende assentam em quatro pilares, sobretudo a nível da Segurança Social e da economia do país. São pilares detalhados pela jornalista Maria Miguel Marques.
Em primeiro lugar, surge a componente contributiva da Segurança Social, o sistema previdencial. O governo decidiu colocar o estudo de Jorge Bravo na gaveta. Passos Coelho quer que o assunto seja discutido já. O antigo primeiro-ministro diz que a sustentabilidade financeira da Segurança Social vai continuar comprometida durante mais de década e meia. Os problemas de sustentabilidade financeira vão depois passar a problemas de sustentabilidade social e, por isso, o governo deve considerar outras dimensões de mudança estrutural. O segundo pilar do estudo de Passos Coelho são políticas relacionadas com a melhoria significativa da produtividade e da competitividade econômica, sem cujo sucesso, todas as outras parecerão ainda mais difíceis de atingir. Em terceiro lugar, Passos Coelho estuda as políticas sociais que apresentam desqualificação maior e que têm maior impacto no bem-estar, no crescimento e na sustentabilidade financeira e social, como a saúde e a educação. E por fim, Passos Coelho fala sobre as políticas de reforma do Estado. Sobre esta última, o ex-líder do PSD alerta que tem de incluir a defesa e a segurança face aos desenvolvimentos geopolíticos europeus e mundiais, mas destaca também a Justiça, com prioridade para a tributária e administrativa. Para o antigo governante, é também importante, nessa visão para o país, promover a transparência no funcionamento da máquina pública, complementada com a aposta no mérito e na competência contra a corrupção, o nepotismo e o clientelismo.
E este Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro, tem repetido várias vezes que o governo precisa de ter o maior ímpeto reformista. Volta agora a deixar o aviso.
Vai estar este tema em destaque já a seguir no Explicador, com Sandra Ribeiro, do Chega, e Carlos Pereira, do PS. O ministro da Administração Interna chamou as estruturas da PSP e GNR para duas reuniões este mês. Isto depois das forças de segurança terem anunciado protestos conjuntos para reivindicar melhorias na carreira e medidas por concretizar há dois anos.
Reuniões já com data. A primeira é na quinta-feira, a próxima quinta-feira. O segundo encontro, apontado pelo ministro da Administração Interna, está na agenda no dia 29 de setembro. Esta informação é avançada pelo Jornal de Notícias, que teve acesso a esta convocatória de Luís Neves. As estruturas da PSP e da GNR anunciaram esta semana várias ações de protesto em conjunto, que estão também na agenda no final de setembro e em meados de outubro. Têm reivindicações em comum, estas duas estruturas, em causa o incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em €300 o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial de carreiras e do sistema de avaliação. As estruturas querem também discutir com o ministro da Administração Interna a atribuição de um suplemento de risco idêntico ao dos inspetores da Polícia Judiciária. As negociações vão decorrer numa altura em que Luís Neves continua envolvido em vários casos com a associação que representa os militares da GNR e os sindicatos da polícia a referirem que o ministro, nesta altura, não tem autoridade política para liderar a pasta e não tem autoridade política para negociar com o ministro das Finanças e com o primeiro-ministro.
Declarações com poucos minutos. Donald Trump acaba de dizer que foi contactado pelos houthis, que lhe garantiram que não querem entrar em conflito com os Estados Unidos.
Declarações que surgem numa altura em que o grupo rebelde, apoiado pelo Irão, está a expandir uma ofensiva no Mar Vermelho e terá mesmo tomado o controle de toda a costa do Iémen. Também nas últimas horas, a Arábia Saudita voltou a encerrar um oleoduto que é crucial para a exportação de petróleo. Falamos do oleoduto Leste-Oeste. Acontece esta decisão da Arábia Saudita depois de ataques com drones provenientes do Iraque. Donald Trump falou há minutos. Assegura que não estamos perante um escalar da guerra. O presidente dos Estados Unidos da América repete também que a guerra com o Irão vai acabar muito em breve e que, assim que isso acontecer, o preço dos combustíveis vai cair a pique.
"O Irão não pode ter uma arma nuclear e, em breve, a guerra vai acabar. Assim que isso acontecer, o preço dos combustíveis vai cair a pique."
Declarações há minutos de Donald Trump numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro da Irlanda, no âmbito da visita de dois dias a Dublin. O presidente dos Estados Unidos da América também já teve um encontro com a presidente irlandesa. Depois, ainda durante o dia de hoje, vai ser recebido na residência oficial do embaixador norte-americano em Dublin.
Sete minutos para lá das 11h00. Já a seguir, explicador sobre as propostas de Passos Coelho para reformar Portugal. Antes, Miguel, há outras notícias em destaque também a esta hora.
As autoridades estão a alertar para um agravamento do perigo de incêndio rural durante os próximos dias. Desde o início do ano, foram registados mais de 7000 incêndios rurais. Mais de metade teve origem em comportamentos humanos negligentes. A GNR pede cuidados redobrados, sobretudo nas zonas florestais e agrícolas. O Futebol Clube do Porto joga hoje em Rio Maior contra o Casa Pia. É um jogo a contar para a sexta jornada do campeonato. Na época passada, os Dragões perderam no terreno dos Gansos. Varela espera um resultado diferente desta vez. Na antevisão, o treinador do Futebol Clube do Porto confirmou também que Fró Holt, médio dos azuis e brancos, ainda não está em condições de participar neste jogo, apesar de, segundo o treinador, estar a recuperar bem da concussão cerebral que sofreu na última jornada. O Casa Pia Futebol Clube do Porto está agendado para às 18h00. É um jogo que vai ter relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. Para fechar, João, vamos falar das Spice Girls.
Estamos muito musicais hoje, Miguel. O que se passa? É só Muse, Spice Girls. Ainda vamos ao Tony Carreira.
Estamos aqui a escutar "Wannabe" das Spice Girls, que ontem quiseram ser aqui wannabe de sucesso, porque tentaram testar os fãs. Os fãs e seguidores deste grupo estão bastante desiludidos porque estavam à espera de um anúncio de regresso.
Pois, e parece que não aconteceu, não é?
Não aconteceu. Esta quarta-feira, as redes sociais das Spice Girls publicaram um vídeo misterioso, uma espécie de teaser, em que se pode ver a mesma escadaria que surgiu no videoclipe de "Wannabe", a canção que escutamos. E num dos degraus dessa escadaria estava uma revista com uma manchete sugestiva. Dizia assim: "És fã das Spice Girls e sabes cantar e dançar?" Uma pergunta. E havia uma data, 10 de setembro, às 14h00.
Mas não se confirmou.
Não se confirmou nenhum regresso, era o que esperavam os fãs. Os fãs pensaram que vinha aí um regresso, afinal, era apenas o lançamento de uma edição Singles Collection, uma caixa com os 14 singles do grupo em diversas versões. Quanto a uma nova digressão, nenhuma notícia.
Elas, se calhar, são muito misteriosas. Vamos ter de esperar mais um bocadinho. Enquanto isso, olha, já deu para ouvir aqui Spice Girls na Rádio Observador.
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