PL quer disputar presidência da Câmara de SP após sair fortalecido de eleição
A alavancada do Partido Liberal (PL) no resultado das eleições para deputados federais e estaduais antecipou a disputa pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo, que terá um integrante do partido entre os candidatos para disputa prevista para dezembro.
Com bancada recorde na Assembleia Legislativa paulista, o PL saltou de 21 para 27 parlamentares, entre eles a novata Eduarda Campopiano (PL), 23, que somou 1,9 milhão de votos. Em 2024, quando foi eleita vereadora da Praia Grande, ela teve 3.583 votos.
Diante do sucesso da sigla nas urnas, o vereador Isac Félix (PL) afirmou que irá concorrer ao comando do Legislativo paulistano, atualmente ocupado por Ricardo Teixeira (União Brasil).
Líder do PL na Câmara, Félix está sem seu segundo mandato como vereador. Com sete vereadores, o partido representa a segunda maior bancada da Câmara, ao lado do MDB e do União Brasil, que também somam sete parlamentares na atual legislatura. O PT tem a maior bancada, com oito vereadores.
A entrada do PL na disputa atrapalha acordo fechado desde a campanha de reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), em 2024, com o União Brasil, seu aliado.
Pelo combinado, os primeiros dois anos de seu segundo mandato como prefeito seriam regidos pelo União Brasil na Câmara, e os dois últimos, pelo MDB. Teixeira, o atual presidente, portanto, comandaria os trabalhos na Casa até 2027, e João Jorge (MDB), primeiro vice-presidente, assumiria de 2027 a 2029.
Procurado, Jorge afirmou que só irá se pronunciar sobre temas ligados à Câmara após o segundo turno das eleições. "Meu foco agora é me juntar ao prefeito Ricardo Nunes e ao governador Tarcísio de Freitas [Republicanos] para eleger Flávio Bolsonaro [PL] presidente do Brasil", disse, apesar de não ter negado a possibilidade de disputar a presidência da Câmara.
O cargo é estratégico porque permite distribuir projetos às comissões e promulgar leis quando o prefeito não o faz no prazo legal. Além disso, o presidente assume a administração municipal em caso de ausência do prefeito e do vice-prefeito.
A atual legislatura será retomada com composição diferente neste período pós-eleições. Nove vereadores foram eleitos deputados no domingo (4) e devem deixar a Câmara Municipal para assumir os novos mandatos em 1º de fevereiro de 2027.
Entre os suplentes que devem ocupar as vagas, cinco podem exercer o cargo na capital paulista pela primeira vez.
No PL, a saída de Lucas Pavanato, deputado federal mais votado da história no estado, abre espaço para Tenente Bahia, primeiro suplente do partido , que recebeu 12.438 votos para vereador em 2024.
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