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Monday, October 19, 2026

"Precisa da alma do clube": Abel pede apoio da torcida para ganhar títulos no Palmeiras

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Bastou confirmar a vitória por 2 a 0 sobre o Athletico, na Arena da Baixada, para o time do Palmeiras caminhar até a arquibancada e comemorar com sua torcida. Uma cena que acompanhou o elenco em um momento de sinergia no estádio, mas que, na visão do técnico Abel Ferreira, nem sempre acontece. A três dias de decidir a semifinal da Libertadores, o treinador pede o apoio na busca pelos três títulos.

– Quando estamos a ganhar, (a torcida) ajuda. Todos somos um em todos os momentos. Não preciso dar recado. Estou aqui há seis anos, não escolho jogo para torcer, para dar meu melhor. Nem eu, nem meus jogadores. E à torcida digo a mesma coisa.

– Para o Palmeiras ganhar títulos, não precisa só do treinador, da nossa presidente, do nosso diretor e só dos nossos jogadores. Precisa da alma do clube, que às vezes foge. Por quê? Não sei. Sempre tivemos o emblema no peito, nos bons e maus momentos. Ajuda muito quando empurram a favor.

Abel Ferreira conversa com o elenco do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Na ocasião, contra o Corinthians, a torcida vinha desde o início da semana criando ações de incentivo para o Dérbi, e os pouco mais de 32 mil palmeirenses que estiveram no Nubank Parque empurraram o time com gritos de olé até o "arerê, o Corinthians vai jogar a Série B". Ambiente ao qual Abel se refere.

– Como cobram de mim, cobro da torcida. Venham juntos, venham para jogar juntos e para puxar do primeiro ao último minuto, do primeiro ao último segundo. Nos bons e maus momentos. Isto é ser palmeirense, gostar do Palmeiras, servir o Palmeiras sem interesse pessoal.

– Eu não mudei, sou o mesmo. Peço aos nossos torcedores que continuem a acreditar, e continuem a apoiar a equipe como no último jogo em casa – diz o técnico.

Você viu? Palmeiras sai na frente do Flu na semifinal da Liberta

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Nesta quarta-feira, às 21h30, o time recebe o Fluminense, depois de vencer a ida por 2 a 1, para decidir a classificação à final da Libertadores, ao mesmo tempo em que disputa também os títulos da Copa do Brasil e do Brasileiro.

– Não vou ensinar para a torcida o que é torcer para o clube. Cada um escolhe o que acha melhor. Se acha que o melhor é apoiar, tem todo direito. Se acha que é criticar, tem todo direito.

– Estou a dizer, como digo há seis anos, nos momentos difíceis não precisamos que nos critiquem. Precisamos de ajuda.

Veja a coletiva de Abel Ferreira após a vitória do Palmeiras sobre o Athletico-PR

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– Ajuda muito quando a torcida aplaude, quando cobra, também, mas já disse que parece que aqui os jogadores primeiro têm que ser engolidos pela torcida, criticados, amassados, chamados de bagre para depois renascer – diz o treinador.

Em mais de uma ocasião, inclusive, usou Raphael Veiga como exemplo para ilustrar essa impressão, e desde a saída do meia, atualmente no América, do México, o técnico passou a mencionar Flaco López e mais recentemente também Giay.

– É muito difícil jogar no Palmeiras, mas quando a torcida puxa, as coisas se tornam mais fáceis, como foi com menos um (contra o Athletico), eles atrás do gol do Carlos Miguel, que fez mais um jogo top, com a torcida a empurrar, ajuda muito. Quando não querem ajudar, fechamos no grupo e puxamos nós para a torcida. Não tem problema nenhum.

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