O melhor álbum de rock, na opinião de Ed Motta

Cantor, multi-instrumentista e colecionador de discos cita uma obra-prima lançada em 1975 por uma de suas bandas favoritas
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Ed Motta já declarou algumas vezes que seu disco preferido de todos os tempos é Aja (1977), do Steely Dan. Tal trabalho do duo formado por Walter Becker e Donald Fagen mescla com maestria o jazz e o pop com pitadas de soft rock.
Porém, quando se trata do melhor álbum majoritariamente de rock clássico, o músico brasileiro recorre a uma obra-prima do Led Zeppelin.
Em lista fornecida à GQ Brasil, Ed Motta elencou seus cinco discos preferidos e citou Physical Grafitti (1975), do Zeppelin, como seu preferido na seara do rock.
Confira, abaixo, os 5 álbuns preferidos de Ed, sem gêneros específicados:
- Steely Dan – Aja (1977)
- Donny Hathaway – Extension of a Man (1973)
- Herbie Hancock – The Prisioner (1970)
- Led Zeppelin – Physical Graffiti (1975)
- Bill Evans – Symbiosis (1974)
Em um vídeo bem-humorado registrado anos atrás durante uma live, Motta chegou a comparar Physical Graffiti a um momento íntimo curioso.
“Tenho que contar para vocês a emoção de ver um peito pela primeira vez. ‘P*ta’… foi um negócio. Peraí, bicho. Foi igual o dia que comprei o Physical Graffiti. ‘Ah, peraí’. Quando ouvi o Physical Graffiti e quando vi um peito pela primeira vez, eu falei: ‘O quê? O que que foi? Could you tell me again? One more time, please. One, two, three, again! Fala!’. Eu falei: ‘Para, para, que que isso, bicho’. Aí eu louco, tá, porque tem toda uma coisa. Eu queria só tocar. Só tocar. Meu Deus do céu. Nossa senhora, Deus te abençoe, bicho.”
Sobre ‘Physical Graffiti’, do Led Zeppelin
Lançado originalmente como um ambicioso álbum duplo em LP, o disco consolida a genialidade criativa da banda britânica em uma época de completa maturidade artística, transitando pelo hard rock, mas também pelo folk, pelo funk e até por influências orientais.
O álbum nasceu de gravações realizadas no início de 1974 na mansão de Headley Grange, no Reino Unido, onde a banda teve a liberdade de improvisar arranjos e experimentar sonoridades mais audaciosas.
Como o material inédito gerado quase preenchia três lados de um LP, a banda decidiu expandir o repertório incluindo sete faixas previamente gravadas, mas deixadas de fora de trabalhos anteriores [Led Zeppelin III (1970), Led Zeppelin IV (1971) e Houses of the Holy (1973)].
O resultado foi uma obra monumental de 15 faixas, com destaque para hinos como “Kashmir”, “In My Time of Dying”, “The Rover”, “Houses of the Holy” e “Trampled Under Foot”.
Physical Graffiti estreou no topo das paradas britânicas e conquistou enorme sucesso comercial e de crítica. Para muitos, é considerado o último álbum impecável do Led Zeppelin, que depois ainda lançaria Presence (1976) e In Through the Out Door (1979) antes de encerrar atividades em 1980 após a morte do baterista John Bonham – Coda saiu em 1982, já após o término do grupo.
+++ LEIA MAIS: O melhor show do Rock in Rio 2026, segundo Ed Motta
+++ LEIA MAIS: Por que o Led Zeppelin jamais voltará, segundo Robert Plant
+++ LEIA MAIS: A melhor música do Led Zeppelin, segundo Dave Grohl
Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.