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Tuesday, October 20, 2026

Imóveis no exterior e artigos de luxo: Ex-presidente do Ideflor-Bio e mulher são investigados por desvio de mais de R$ 14 milhões no PA

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Entre os denunciados estão o ex-presidente do instituto, Nilson Pinto de Oliveira, e a mulher dele, Lena Ribeiro Pinto. Segundo o MP, há suspeitas de direcionamento de licitações e irregularidades na execução dos serviços.

As denúncias foram formalizadas na 10ª Vara Criminal de Belém e ainda dependem de análise judicial.

Em nota, Nilson Pinto afirmou, em nota, que recebeu a denúncia com indignação, mas disse estar tranquilo e confiante na Justiça.

Segundo ele, todos os ritos legais foram cumpridos nos processos de contratação das empresas responsáveis pelos serviços.

Lena Pinto, a vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues e o Ideflor-Bio não se pronunciaram sobre as acusações.

Quais contratos estão sob suspeita?

A investigação tem como foco três contratos firmados entre o Ideflor-Bio e a Construtora Duas Marias. Eles previam:

  • Manutenção do muro do Parque Estadual do Utinga;
  • Reforma de imóveis do instituto;
  • Serviços de manutenção predial.

A vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues também está entre os investigados. Ela é apontada pelo MP como gestora da empresa contratada.

Ministério Público denuncia desvios do Ideflor-Bio de mais R$ 14 milhões

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O que a investigação aponta?

A apuração começou em maio deste ano e analisa operações financeiras realizadas entre fevereiro de 2023 e março de 2026.

Segundo o Ministério Público, os indícios foram identificados a partir de documentos administrativos e fiscais, registros bancários e outras informações obtidas com autorização judicial.

Segundo o promotor de Justiça Lauro Freitas, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público recebeu uma denúncia de que os contratos não eram compatíveis com a condição financeira, o porte e a estrutura da construtora Duas Marias.

"A construtora apresentou um crescimento financeiro brusco em pouco tempo, apesar de não ter estrutura financeira para prestar os serviços ao instituto".

Além do suposto direcionamento de licitações, o MP aponta:

  • Falhas na documentação técnica;
  • Possíveis irregularidades na execução dos serviços;
  • Movimentações financeiras entre a empresa contratada, intermediários e integrantes do grupo apontado como beneficiário.

De acordo com Lauro Freitas, a análise identificou repasses a terceiros após a entrada dos pagamentos na conta da construtora.

Segundo ele, "foram detectados retornos financeiros para o então presidente do instituto, servidores e a esposa de Nilson Pinto, sem que fosse possível identificar o retorno desses recursos em serviços ao Ideflor-Bio".

De acordo com a investigação, recursos públicos teriam sido usados para comprar imóveis no exterior e artigos de luxo.

Quais crimes são apurados?

Entre os crimes investigados estão associação criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa.

Outras pessoas também foram denunciadas por suposta participação nas irregularidades. Segundo o Ministério Público, o valor dos danos aos cofres públicos ainda pode ser atualizado ao longo do processo.

O MP solicitou o afastamento de Nilson Pinto da presidência do Ideflor-Bio e de Lena Pinto, que era servidora da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) cedida ao instituto. O casal deixou os cargos em julho deste ano.

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