Quem é Leila do Vôlei, candidata ao Senado pelo Distrito Federal
Conhecida como Leila do Vôlei, 54, a senadora Leila Gomes de Barros Rêgo, do PDT (Partido Democrático Trabalhista), disputa em 2026 uma das duas vagas destinadas ao Distrito Federal no Senado. Ela tem trajetória marcada pela carreira como jogadora da seleção brasileira de vôlei e pela atuação política em defesa de pautas relacionadas às mulheres, ao esporte e à inclusão social.
Nascida em 30 de setembro de 1971, Leila foi criada em Taguatinga, no Distrito Federal. Ela é filha de um mecânico e de uma dona de casa. Na adolescência, recebeu uma bolsa para estudar em um colégio particular por seu desempenho no esporte. Aos 17 anos, depois de ser aprovada em uma seletiva do Minas Tênis Clube, iniciou a carreira profissional como atleta.
Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, Leila informa patrimônio total de R$ 170 mil. Entre os bens declarados estão um veículo, avaliado em R$ 90 mil; uma participação de 25% em um imóvel residencial herdado, no valor declarado de R$ 30 mil; uma vaga de garagem, de R$ 15 mil; e um terreno na Serra do Cipó, avaliado em R$ 35,9 mil.
Leila do Vôlei atuou como relatora da MP (Medida Provisória) que debateu o fim do imposto de importação federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (a chamada "taxa das blusinhas").
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Carreira no vôlei
Leila integrou a seleção brasileira feminina de vôlei por quase duas décadas. Entre os principais resultados da carreira estão as medalhas de bronze conquistadas nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000. Em 1999, ela ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg.
No currículo esportivo, também estão três títulos do Grand Prix, conquistados em 1994, 1996 e 1998, além do título da BCV Cup, em 1995, e do Campeonato Sul-Americano adulto, em 1999.
No âmbito nacional, foi campeã mineira pelo Minas Tênis Clube entre 1991 e 1994, campeã paulista em 1998 e campeã brasileira por equipes como L’Áqua di Fiori, Flamengo e Rexona.
Leila também recebeu premiações individuais. Foi eleita melhor jogadora da BCV Cup, em 1995, e do Grand Prix, em 1996 e 1998. Em 1996, foi considerada a melhor atacante da Copa do Mundo do Japão. Em 2000, foi escolhida pelo Comitê Olímpico Brasileiro como a melhor atleta feminina do país na modalidade vôlei.
Depois da carreira no vôlei de quadra, competiu no vôlei de praia e trabalhou como comentarista esportiva antes de ingressar na política.
Entrada na política
A primeira experiência de Leila em um cargo público ocorreu em 2014, quando assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). Quatro anos depois, foi eleita senadora pelo DF, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira do Distrito Federal no Senado.
Em 2026, Leila concorre novamente ao Senado pelo PDT, dentro da coligação DF do Povo. A chapa tem Raphael Sodré, da Rede, como primeiro suplente, e Tetê Monteiro, do PSOL, como segunda suplente.
A atuação parlamentar de Leila tem como principais áreas as pautas relacionadas aos direitos das mulheres, ao esporte e à inclusão social.
Entre os projetos associados à senadora, está o PL 1.369/2019, que deu origem à Lei 14.132, que incluiu o crime de perseguição, conhecido como stalking, no Código Penal. Leila também atuou como relatora de propostas destinadas a aperfeiçoar a Lei Maria da Penha.
Em agosto de 2021, assumiu a Procuradoria Especial da Mulher do Senado. Posteriormente, passou a ocupar a liderança da bancada feminina da Casa.
Sua atuação no Senado também inclui participação em comissões, entre elas a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, CAE (Comissões de Assuntos Econômicos) e CAS (de Assuntos Sociais) e suplente das Comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Meio Ambiente (CMA).
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