Trio de estudantes do PI conquista prata em olimpíada nacional de foguetes

Antônio Rufino da Silva Sobrinho, João Gabriel Ribeiro de Carvalho, de 15 anos, e Edwaldo Rodrigues de Moura Neto, de 14 anos, garantiram a medalha após o minifoguete desenvolvido por eles atingir 145,3 metros de altitude.
O equipamento criado pelos jovens funciona com ar comprimido e água, sendo impulsionado pela pressão gerada por uma bomba de encher pneus.
Ao g1, a professora e orientadora Karoma Cristina explicou que, na etapa regional, o foguete do trio alcançou 101 metros, resultado que garantiu a classificação para a 95ª Jornada de Foguetes, realizada em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 22 de outubro.
"A organização publica o edital e estabelece uma marca mínima após analise. No nível 3, que era o deles, era necessário atingir pelo menos 90 metros. Eles conseguiram 101 metros e se classificaram para a etapa nacional", explicou.
Trio de estudantes do PI conquista prata em olimpíada nacional de foguetes — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Além de Karoma, os alunos receberam orientação dos professores Lucas Batista e Franklin Rinaldo, que não puderam participar do evento.
"Eles ainda estão em êxtase. Foram 82 equipes competindo nessa categoria, com representantes de todas as regiões do país. É uma sensação surreal. Eles também já estão empolgados para o próximo ano, quando disputarão outra categoria, com um modelo diferente de foguete. Agora queremos o ouro", brincou a professora.
Segundo ela, fatores climáticos, como vento e umidade do ar, podem interferir diretamente no desempenho dos foguetes, o que torna necessários diversos treinos.
Karoma contou que, antes da competição nacional, o trio realizou diversos lançamentos de teste em uma propriedade privada e no sítio da família de Antônio Rufino, em Teresina.
"É um experimento, então tudo pode acontecer, inclusive nada. O foguete pode nem chegar a voar. Além de muito treino, existe também um fator de imprevisibilidade", afirmou.
Durante o evento, os estudantes participaram de oficinas, aulas e novas atividades de lançamento. Ao todo, cerca de 300 alunos de todo o país estiveram presentes.
"Para variar, muitos dos melhores resultados são do Nordeste. Por isso, a competição é muito acirrada. Ficamos muito felizes e orgulhosos", comemorou a professora.
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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