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Sunday, October 18, 2026

10h. Lituânia emitiu um alerta por violação do espaço aéreo

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Rádio Observador. E começa agora o Jornal das 10 com edição do jornalista Luís Soares. E Luís, os manifestantes pela habitação continuam esta manhã acampados em Lisboa e no Porto. Esta madrugada ficou marcada por um protesto pacífico.

Não houve confrontos, não houve incidentes ao longo da madrugada, apenas registro de um foco de incêndio no Porto, prontamente apagado pelos bombeiros. Os dois protestos contaram com forte descritivo policial no início. Os manifestantes tinham ordem para abandonar o local à 00:30, mas recusaram sair e por isso a PSP acabou por não realizar qualquer ação para retirar as pessoas do local, quer da Praça do Rossio, em Lisboa, quer da Praça Dom João I, no Porto. E precisamente na Praça Dom João I está o Miguel Pinheiro Correia, agora em direto. Miguel, com os manifestantes que passaram a noite dentro de tendas, mas não se pode dizer propriamente que tenham dormido muito.

Bom dia, Luís. Tiveram algumas contrariedades e antes de falar sobre elas, precisamente sobre a questão da polícia que mencionavas agora, hoje não se tem visto polícia, praticamente nenhuma, nesta manhã. Uma manhã fria e que, por isso, se a manhã está fria, imaginemos a noite, é esse o relato que nos têm feito. Muitas das pessoas que dormiram aqui, que estiveram aqui nesta manifestação e que aqui passaram a noite, estão ainda muitas tendas montadas e dizem mesmo que estava muito frio durante a noite, mas essa nem foi uma das principais dificuldades. Eu tenho aqui comigo o César. O César dormiu aqui e não é a primeira vez que dorme aqui na praça. César, havia também o receio de que a polícia pudesse atuar.

Sim, tivemos uma informação que a polícia poderia chegar por volta das duas da manhã. Fomos mobilizados para estar preparados. Depois do que aconteceu na quarta-feira, ficamos todos apreensivos e ficamos aqui mobilizados, aguardando a chegada da polícia, que não aconteceu.

E por isso, contavas há pouco, foi difícil dormir.

Sim, ficamos sempre em estado de alerta, na possibilidade da polícia aparecer a qualquer momento, quando menos esperarmos, para tentar retirar as tendas. Então, não existe um descanso por certo aqui.

Ou seja, não acordaram propriamente porque também não dormiram, é o teu caso, mas mesmo assim sentem-se motivados e continuam por aqui e hão de continuar nas próximas noites. É essa a expectativa?

Sim, nós temos seis reivindicações que nós estamos tentando que sejam realizadas. A alteração da lei do teto, que o teto é muito alto, não corresponde com o ordenado que nós temos. Temos também o fim dos despejos. Muitas pessoas idosas estão sendo despejadas das suas casas e não têm para onde ir. Que o governo construa mais habitações. Isso é importante para todos. A habitação não pode ser um luxo das pessoas. Todo mundo tem direito a ter lugar para viver e se sentir seguro e não estar aqui conosco no relento, com medo da polícia vir bater em nós a qualquer momento.

Muito bem, obrigado, César. E essa atuação da polícia acabou por não acontecer. Não aconteceu esta noite, os manifestantes por aqui ficaram e hoje de manhã já estiveram reunidos numa pequena assembleia para decidir se iriam ou não impedir a limpeza por parte dos serviços municipais. Ora, essa limpeza acabou por não surgir, por isso a questão não se colocou. De qualquer das formas, os manifestantes estavam motivados a continuar aqui e a impedir essa ação, porque entendiam que tirar as tendas, mesmo que fosse apenas para a equipe de limpeza da Câmara, era um recuar na sua posição. A verdade é que eles se comprometeram a ficar cá e a limpar eles a praça e é isso que temos visto. Dezenas de pessoas pertencentes à organização têm sacos e estão a apanhar o lixo do chão, a apanhar algumas beatas do chão, numa manhã fria, com algum vento e por isso temos visto também algumas tendas a voar, mas rapidamente os manifestantes as apanham. É esse o cenário aqui na Praça Dom João I, onde ainda estão muitas pessoas e a expectativa, como ouvimos agora, é que por aqui permaneçam.

E o Miguel Pinheiro Correia vai continuar a acompanhar este protesto na Praça Dom João I, no Porto. Uma noite tranquila e sem incidentes, um cenário semelhante na Praça do Rossio, em Lisboa, onde centenas de pessoas pernoitaram também em tendas. A polícia acabou por abandonar a praça durante a madrugada, mas os manifestantes mantêm-se no local. Às 11 vamos estar em direto também da Praça do Rossio, em Lisboa.

E o governo vê estes protestos com enorme preocupação, mas o ministro da Habitação diz que o executivo da AD não pode ser responsabilizado pela crise no setor.

Isto porque a subida dos preços, no entender de Miguel Pinto Luz, resultam das políticas dos governos anteriores. Em entrevista na Antena Um e ao Jornal de Negócios, o ministro das Infraestruturas e Habitação diz que as medidas do atual governo precisam de tempo para fazer efeito no mercado, nomeadamente a nova lei do arrendamento, aprovada recentemente na Assembleia da República. Mas Miguel Pinto Luz diz se preocupado com a mobilização social em torno da habitação.

Olho com enorme preocupação. Acho que a população quando se manifesta, manifesta-se com razão, porque sente, porque dói, porque há dor. Hoje, o problema da habitação é um problema que aflige muita gente. O governo está absolutamente ciente disso. E, portanto, este governo pode ser acusado de muitas coisas, mas não pode ser acusado que as medidas de facilitação da vida dos senhorios, de diminuição da carga fiscal é que impactaram no valor das rendas. Não, porque elas não estão em vigor.

Miguel Pinto Luz, entrevista Antena Um e ao Jornal de Negócios, em que deixa também elogios à conduta de Pedro Duarte perante os protestos que estão a decorrer na Praça Dom João I, no Porto. O ministro da Habitação diz que o autarca de Invícta tem sido sensato. Miguel Pinto Luz diz também que é importante encontrar um equilíbrio entre o direito à manifestação e o respeito pela lei

E o primeiro-ministro francês diz que são grupos de extrema-esquerda que estão por detrás dos violentos protestos que aconteceram ontem em várias cidades do país.

Um dia que ficou marcado por muita violência, sobretudo nas cidades de Paris, Lyon e Marselha. Há registro de pilhagens, patrimônio vandalizado e também vários confrontos entre manifestantes e polícia. Sébastien Lecornu, o primeiro-ministro de França, diz que os responsáveis por estes incidentes são claros.

À margem das manifestações, assistimos ontem a uma grande mobilização de movimentos de extrema-esquerda, extrema-esquerda radical, que fazem acontecer grande parte destas ações. Atacam violentamente as autoridades, estabelecimentos comerciais e, sobretudo, vandalizam os edifícios públicos.

O primeiro-ministro francês dá ainda números sobre o número de manifestantes que saíram ontem à rua em França. Mais de meio milhão em todo o país, cerca de 100 mil só na capital francesa. As autoridades dão conta de mais de 1200 detidos em toda a França, cerca de 800 em Paris. O presidente francês, Emmanuel Macron, já veio prometer também punir os responsáveis pelos distúrbios.

E durante o dia de ontem, Luís, os protestos não passaram apenas por França.

Há manifestações acontecendo um pouco por toda a Europa. Em Itália, os protestos em Milão e Bolonha também terminaram em confrontos, com a polícia recorrendo a gás lacrimogêneo e canhões de água. Manifestações por causa do aumento do custo de vida. Na Bélgica, centenas de jovens protestaram pela falta de condições no setor de educação. O mesmo acontece na Albânia. Milhares continuam a sair à rua para exigir a demissão do primeiro-ministro do país.

E destaque neste jornal ainda para um incêndio numa base militar no Canadá. Ainda não são conhecidos os números oficiais de vítimas, mas a imprensa canadiana aponta para, pelo menos, sete mortes.

Também ainda não se sabe ao certo o que aconteceu, quais foram as causas para este fogo nesta base militar no Canadá, no leste da província de Alberta. O primeiro-ministro canadiano diz apenas que o incêndio teve origem num incidente grave, sem adiantar mais detalhes. O ministro da Defesa do Canadá emitiu um comunicado e publicou um vídeo em que diz que não se lembra de ver um incidente desta natureza e envia as condolências às famílias das vítimas. Para já, a imprensa do Canadá vai adiantando que há, pelo menos, sete mortos. Há também dezenas de feridos, mas não há ainda números oficiais.

Nove minutos para lá das 10. Que outras notícias, Luís, marcam esta manhã de domingo?

A Lituânia emitiu esta manhã um alerta após ter sido detectado um objeto não identificado, um possível drone, no espaço aéreo do país. As autoridades aconselham a população a procurar abrigo e a seguir as indicações de segurança. O Centro Nacional de Crises da Lituânia anunciou também a mobilização de caças da NATO para o porto de Kaunas. A segunda maior cidade do país foi encerrada. Para já, não há ainda detalhes sobre a origem desta ameaça. Uma informação importante também para quem circula esta manhã no IC19, no sentido Lisboa-Sintra, desde as 9:00 até à 13:00, o trânsito está condicionado junto à entrada de Queluz, por causa de um exercício da Proteção Civil. Há desvios no IC19 que estão devidamente sinalizados. Portugal ganhou vários Oscars do turismo, desde logo o melhor destino da Europa nos World Travel Awards. O Turismo de Portugal recebeu o galardão de melhor organismo oficial de turismo da Europa. A cidade de Lisboa foi distinguida com dois prêmios: melhor destino de cidade da Europa e melhor destino de cruzeiros. O Algarve venceu na categoria de melhor destino de praia pela 11ª vez. Os World Travel Awards da Europa foram atribuídos ontem à noite no Montenegro. E, Rita, nos Estados Unidos, uma idosa de 80 anos decidiu fazer o próprio funeral no dia em que celebrou o aniversário. Ela reuniu cerca de 100 familiares e amigos para esta cerimônia.

Mas realizou o funeral estando viva?

Exatamente, Rita. Esta mulher, que vive no estado da Geórgia, não quis faltar à sua própria despedida. Então organizou uma cerimônia marcada pela boa disposição e também pela vontade de celebrar a vida.

Gosto. E como é que surgiu esta ideia?

Olha, surgiu quando o marido morreu e durante os preparativos para o funeral, esta mulher pensou que iria detestar não estar presente no próprio funeral. Então decidiu fazer o mesmo em vida e na casa onde viveu com o marido durante 25 anos.

E a cerimônia teve direito a bolo?

Teve direito a bolo e também a um caixão aberto com uma figura de cartão com a cara desta mulher. O bolo de aniversário tinha como imagem os portões do céu abertos e a frase: "Ela recusa-se a perder seja o que for, incluindo o próprio funeral". Mas ela garante que quando morrer, efetivamente, vai querer um funeral tradicional no cemitério.

Bonito e macabro ao mesmo tempo, antecipar aqui o dia das bruxas também. E é assim que fechamos o jornal das 10, edição do jornalista Luís Soares. Já a seguir temos Gabinete de Guerra. Deixe-se ficar com a Rádio Observador.

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