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Saturday, September 26, 2026

Será Donald Trump a maior ameaça para o Mundo?

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Para o Miguel Sousa Tavares e a quase unanimidade dos comentadeiros de serviço nas TVs de Portugal e do Mundo, Donald John Trump constitui a maior ameaça sobre o Mundo de hoje, por tudo e mais não sei quê!

E digo-o com o respeito devido a quem nos tem ensinado tanta História ao longo destes anos, e a quem devo bem mais do que aquilo que hoje lhe contesto.

A partir do momento em que foi eleito Presidente americano, Donald Trump passou a ser apresentado como o pior que alguma vez aconteceu à América, e passou a ser também racista e xenófobo, apesar dos inúmeros amigos de todas as raças e cores, que atestam o contrário nos milhentos testemunhos na primeira pessoa espalhados pelas redes sociais.

E quando a montagem é apanhada, é o próprio infrator a confessá-la. O documentário do Panorama, “Trump: A Second Chance?”, foi para o ar uma semana antes das eleições de 2024 com dois excertos do discurso de 6 de janeiro, proferidos com mais de cinquenta minutos de intervalo, colados um no outro, deixando cair a passagem em que Trump pede aos apoiantes que se manifestassem pacífica e patrioticamente e guardando o “fight like hell”. Em 9 de novembro de 2025 demitiram-se o diretor-geral Tim Davie e a responsável pela informação Deborah Turness, a BBC retirou o programa e pediu desculpa formal à Casa Branca. Dias depois apareceu uma segunda montagem enganosa, de uma emissão do Newsnight de 2022. E é isto que atesta a narrativa.

Para compreendermos a falácia dessa narrativa temos de ir aos primórdios da América e dos seus pais fundadores.

Nos primeiros 10 anos da sua existência os Estados Unidos não passaram duma confederação de Estados extremamente precária, sem fundos e muito mal amanhada, mas municiada de agricultores cultos que bebiam nos clássicos e na filosofia Grega e Romana muito da inspiração que os levou a defrontar o déspota rei George III, que mesmo com porfiria e explorado num filme biográfico excecional protagonizado por Sir Humphrey de Sim, Sr. Ministro, lá ia governando o mundo pela engrenagem incrível que conseguiram criar na cidade de Londres e que graças ao Dote português que lhes deu a chave do Império pela nossa Catarina de Bragança, aos tempos do Rei reposto Charles II, que praticamente só falava Francês e era um mulherengo de primeira pela aprendizagem feita em plena corte do Luís XIV, que se autoapelidava de Rei Sol.

Infelizmente a nossa Catarina só concebeu nados-mortos, e os futuros reis ingleses não têm por isso linhagem lusa, que só lhes fazia bem.

A América, nos seus primeiros 100 anos, enfrentou o inimigo inglês múltiplas vezes, sempre através dos seus cúmplices em Montreal, Otava e Toronto, culminando com os Estados Unidos a tentar uma invasão direta em 1812 ao inimigo do Norte, sem sucesso, e com os ingleses a retaliar com um ataque direto em 1814 a Washington, com direito a incendiar a Casa Branca, o Capitólio e outros edifícios governamentais, prontamente reconstruídos pela República da Resiliência e da prosperidade vindoura.

Os princípios americanos foram estabelecidos pelos tais agricultores ilustres, educados nos clássicos e das mais diversas origens, e que definiram a Constituição nomocrática que até hoje persiste como guião para o americano na busca da felicidade, da Liberdade e do seu inalienável direito de possuir armas em casa, tudo pela pena de James Madison, John Adams, Thomas Jefferson, George Washington, John Jay e Alexander Hamilton.

Este último, responsável pelos princípios económicos da América com o seu Report on Manufactures como primeiro secretário do Tesouro e pai das Tarifas e do Banco de Fomento, criou a fórmula que viria a ser conhecida como o Sistema Americano e que Trump, no seu segundo mandato, está agora a reavivar a todo o gás.

Depois da debacle da Guerra Civil e da demonstração inequívoca de superioridade logística e industrial do Norte Industrial sobre o Sul esclavagista, ficou claro que a América era una e indivisível, e que a cláusula de secessão não seria passível de admitir, mesmo com todo o apoio logístico que Richmond teve da Rainha Vitória, pois os ingleses temiam que a América pudesse vir a ser uma ameaça grave ao colonialismo extrativo típico dos ingleses, que estavam mais ricos do que nunca por essa altura pela subjugação chinesa ao consumo de ópio pelos traficantes ingleses imposto por duas Guerras.

O desgraçado Lincoln nem teve hipótese às mãos do agente de Toronto, Sic Semper Tyrannis John Wilkes Booth. Entretanto o “tirano” Trump já por 3 vezes foi atentado, numa das quais com direito a perfuração de orelha e que muitos procuraram fazer passar por ter sido encenado, apesar da morte do Chefe dos Bombeiros Corey Comperatore, que deu o corpo às balas a proteger a sua família, provavelmente causado por quem nutre o mesmo ódio aos “tiranos” de hoje, como no caso do malogrado Lincoln.

O que é certo é que, nos anos que se seguiram, a América suplanta economicamente o PIB do Reino Unido pela primeira vez a partir de 1870, conquistando pelo canhão os territórios Ocidentais e do Sul aos indígenas e ao México, e também correndo com o colonialismo Espanhol de Cuba, com a Espanha a entregar na capitulação também Porto Rico, Guam e as Filipinas, ao tempo do 25.º Presidente Americano William McKinley, o Republicano que fez a América grande pela primeira vez à conta das tarifas impostas a quem queria comerciar com a América.

E também ele assassinado em 1901, no início do seu segundo mandato, pela mão do anarquista Leon Frank Czolgosz. Czolgosz não tinha rede nenhuma por trás: nasceu em Detroit, filho de imigrantes polacos, e radicalizou-se sozinho a ler sobre Gaetano Bresci, que no ano anterior matara o rei Humberto I de Itália. Mas a doutrina tinha nome e andava publicada, chamava-se propaganda pelo ato, e prometia que o assassinato de um figurão bastaria para desencadear o levantamento das massas. Numa só década levou o presidente francês Carnot em 1894, o primeiro-ministro espanhol Cánovas em 1897, a imperatriz Isabel da Áustria em 1898, o rei Humberto I em 1900 e McKinley em 1901. E porque será que uma doutrina que pregava abertamente o assassinato como método encontrou tanta gente disposta a executá-la, e tão poucos dispostos a chamar-lhe pelo nome?

O que é certo é que durante esse tempo todo existiram 3 Mundos: o Europeu, colonial e extrativo, o Americano, e o Resto do Mundo.

No ínterim, e porque a Europa dos Reis, dos primos, das alianças e das Guerras continuou a espoliar o mundo a seu belo prazer, não sem antes, e do alto dos seus interesses mesquinhos, ter arrastado o mundo para duas Guerras Mundiais de quase extermínio mútuo, de que os Americanos muito relutantemente nos salvaram, e que todos nós agradecemos.

Pois todo este modelo que saiu da II Guerra Mundial, das Regras Mundiais, do FMI, do Banco Mundial, Bretton Woods, WHO, UN, EU, Tribunais internacionais disto e daquilo, muitas dessas organizações com a conivência dos Estados Unidos, como cordeiro bélico da manutenção dos interesses Ocidentais, vulgo Europeus sobretudo em África, mas também na Ásia, donde se despoletaram mais Guerras que os americanos se encarregaram de executar, pois o perigo do comunismo e dos sovietes tentava exercer o contrapoder ao colonialismo europeu.

Coitados dos Americanos, salvaram a Europa da II Guerra Mundial e ficaram reféns da armadilha montada por Churchill da Cortina de Ferro, sem que os Americanos fossem a tempo de concretizar o plano do Presidente FDR de trazer os russos para o comércio internacional, e assim foram arrastados para mais de 45 anos de escudo militar protetor duma Europa que entretanto se reinventou e cresceu sem gastar um cêntimo de jeito numa defesa que se visse à vista desarmada.

Quem não se recorda de Patrice Lumumba e de Mohammad Mossadegh e de tantos outros líderes africanos e asiáticos assassinados às mãos dos interesses pós-coloniais europeus? Os últimos a morrer foram Saddam Hussein e Muammar Kadafi, em guerras perpétuas sob a batuta de interesses sabe Deus de quem, com as consequências que hoje estão à vista de todos: Coreia, Vietname, Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, e milhões de mortes depois… e milhões de refugiados a caminho da Europa das Nações, a alimentar o mal-estar que hoje os povos europeus vivenciam.

Entretanto o russo continuou sempre proscrito, por obras e manobras de bastidores protagonizadas também por quem quer manter a NATO ad nauseam, já sem a ameaça comunista mas do pseudo-czarismo putiniano, picando continuamente o urso vezes sem conta desde os anos 90 por ter perdido a Guerra Fria, e por os eslavos nascidos do lado cirílico do alfabeto serem provavelmente todos tísicos pestilentos e cheios de lepra, e merecedores do ostracismo imposto por uma guerra suja em que os Europeus no conforto do sofá passaram a combater, mas com a alma e o sangue dos irmãos eslavos Ucranianos, em nome dos valores Ocidentais e da Democracia imposta pelo politburo da EU(SSR) de Bruxelas, que até 2024 tinha o aval e os fundos ininterruptos do amigo americano.

Os russos entretanto morderam o isco, pensando ingenuamente que seria uma marcha de tanques pelas estepes ucranianas, e enganaram-se, pois o exército ucraniano, preparado já a prever a manobra desde 2014 ao sinal da Crimeia, ripostou com todo o arsenal americano e mais algum, a ponto do atoleiro se estar a transformar numa carnificina de irmãos eslavos numa Guerra Perpétua, tão a gosto dos triliões de USD que têm passado pela cidade de Londres e por Wall Street.

E em novembro de 2024, Trump é eleito novamente como 47.º Presidente dos Estados Unidos da América.

E tudo desaba.

A Ucrânia, perdão, a Europa, continua a Guerra com a Rússia, sempre com o sangue e a alma ucraniana, mas desta vez a pagar pela ajuda americana.

E a fatura já está emitida, com data e montante, para uma guerra que pode durar para sempre, até à derrota final dos russos e de Vladimir Putin.

Em dezembro de 2025 os líderes europeus acordaram um empréstimo de 90 mil milhões de euros para 2026 e 2027, repartidos em 30 mil milhões de apoio orçamental e 60 mil milhões para a defesa, financiados não pela impressora do BCE mas por dívida comum emitida nos mercados de capitais em nome de cidadãos que ninguém se deu ao trabalho de consultar. Desses 90 mil milhões, pouco mais de 11 mil milhões foram até hoje desembolsados, o que quer dizer que sete oitavos da conta ainda estão por chegar. E se somarmos tudo, o apoio militar, as receitas dos ativos russos imobilizados e o acolhimento dos refugiados, o próprio Conselho já contabiliza 216,7 mil milhões de euros de assistência à Ucrânia. E alguém irá ter de a pagar.

Certamente não serão os ucranianos, que com o seu sangue pagam todos os dias os desmandos europeus, mas por todos os outros que se mantêm no sofá à espera da mobilização, pois os sinais extremamente preocupantes estão por todo o lado.

Sarajevo em toda a linha, com os tambores da Guerra a rufarem permanentemente nos media para nos convencer de que a ameaça vem do leste, na esperança de irem a tempo de conseguirem evitar que Marine e Alice possam quebrar a hegemonia globalista, e claro está a reviravolta em novembro na América e que irá travar o Trump?

A primeira Guerra Mundial começou porque o Arquiduque foi morto pelo nacionalista radical bósnio-sérvio Gavrilo Princip e porque as alianças tinham gatilhos automáticos de uns em socorro dos outros. Tantos dos nossos potenciais avós e bisavós pereceram num conflito considerado por todos tão estúpido e evitável, e que levou inevitavelmente à Segunda Guerra Mundial, com as consequências que ainda hoje estamos todos a pagar.

Quem irá fazer as vezes do Gavrilo e qual a personalidade ou o momento despoletador para nos imporem aos europeus mais uma inevitável chacina, desta vez muito mais catastrófica, e em nome de quem, pois desta vez temo que os quase 40 milhões de mortos e estropiados de há mais de 100 anos possam ser multiplicados por quem sabe um fator de 10? Ou 100?

O enclave postiço de Kaliningrado, saído da confusão da Segunda Guerra, parece ser um alvo apetecível e à mão de semear dos polacos e dos lituanos, que não se cansam de dizer que com eles os russos apanham forte e feio. Será que por mais um drone russo a ameaçar o espaço aéreo se possa invocar o famoso artigo 5.º? E será que terá a anuência pacífica dos povos europeus, como aconteceu em 1914!? Será que o Montenegro e o Seguro terão força para decretar a mobilização geral absurda dos nossos filhos? Porque os tratados são para cumprir!

Que o estão a tentar a todo o custo, estão sem dúvida, minimizando e inclusivamente parodiando os esforços do Presidente Trump de se chegar a um acordo, que não será certamente do agrado de todos, e de assim nos empurrarem a todos para uma inevitável Guerra com o “inimigo” russo….

Talvez ainda estejam a apalpar terreno, a manietar a opinião pública… a pouco e pouco.

E é o Presidente Trump a ameaça mais grave para a humanidade nos dias de hoje!?

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