Trump escolhe linha-dura Stephen Miller como novo chefe de gabinete
Miller também não poupou críticas aos opositores do governo. Durante a campanha das eleições de meio de mandato, chamou os democratas de "extremistas, aberrações e lunáticos que odeiam os Estados Unidos" nas redes sociais.
Ele também promoveu alegações de fraude eleitoral na Califórnia e no Alasca, que não foram comprovadas.
Após Trump perder o controle das duas casas do Congresso, Miller passou a ser apontado como um dos responsáveis por desenvolver, nos bastidores, uma estratégia de obstrução para que a Casa Branca bloqueie projetos de lei dos democratas. Trump aderiu à estratégia e declarou: "Acho que vou me tornar o Sr. Veto."
Democratas prometem lutar contra a agenda de Miller
Após o anúncio de Trump, o congressista democrata de Nova York Hakeem Jeffries, que poderá se tornar o próximo presidente da Câmara dos Representantes, publicou nas redes sociais que Miller era "um xenófobo perigoso e um extremista irresponsável que tem sangue americano nas mãos", em referência às mortes de cidadãos americanos em protestos contra operações do ICE.
O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, afirmou que Trump "não aprendeu nada" após a derrota sofrida pelos republicanos nas eleições. "Stephen Miller é o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas deste governo", disse Schumer, que deverá se tornar o líder da maioria no Senado em janeiro. "Trump não poderia ter feito escolha pior. Nossas maiorias democratas irão enfrentá-lo em cada passo do caminho", afirmou.
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