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Friday, October 16, 2026

Lázaro Ramos: 'Nunca foi o sonho da minha vida fazer vilão'

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Destaque como Jendal em 'A Nobreza do Amor', ator interpreta ditador do fictício Reino de Batanga

Lázaro Ramos, caracterizado como Jendal, seu personagem em 'A Nobreza do Amor'
Lázaro Ramos, caracterizado como Jendal, seu personagem em 'A Nobreza do Amor' — Foto: Divulgação

Lázaro Ramos, de 47 anos, se destaca na TV como o rei Jendal, vilão de A Nobreza do Amor. Com as gravações encerradas no dia 9 de outubro, a novela tem o último capítulo programado para 6 de novembro. Na trama assinada por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Julio Fischer, o ator teve a chance de interpretar seu primeiro vilão.

"Nunca foi o sonho da minha vida fazer vilão. Meu sonho era fazer herói", afirma o ator, que, ao longo da carreira, priorizou personagens com representatividade e longe dos perfis destinados a atores negros ao longo de décadas no audiovisual.

A proposta para atuar na novela veio de Elisio Lopes Jr., que o conheceu ainda jovem, quando Lázaro morava na Bahia e dava os primeiros passos no teatro. "Quando Elisio me convidou para o projeto quis muito fazer. Foi uma descoberta e um prazer falar coisas absurdas e maldades, além de acompanhar o universo que a novela trouxe", afirma.

Elísio Lopes Jr., Wagner Moura e Lázaro Ramos são amigos dos tempos de teatro em Salvador — Foto: Reprodução/Instagram
Elísio Lopes Jr., Wagner Moura e Lázaro Ramos são amigos dos tempos de teatro em Salvador — Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com Lázaro, A Nobreza do Amor chamou a atenção pelo capricho nos detalhes. "A cada figurino e atuação ficava mais encantado. Até as chamadas da novela me deixou encantado. Foi um trabalho muito feliz. A novela levou ao público uma chuva de referências por meio de uma fábula. Acho lindo a gente levar o concreto e o subjetivo ao público."

Sobre um spoiler para o desfecho de Jendal, Lázaro afirma que os atos do personagem - um ditador no Reino de Batanga, destino fictício onde se passa parte da novela - podem ser comparados com os daqueles que conquistam o poder depois de perseguir cargos de autoridade pública. "Não defendo meu personagem porque comete atos muito condenáveis, mas procuro entender as motivações dele. A história do mundo está repleta de Jendals. Espero que as pessoas, além de se divertirem, reflitam sobre o que as pessoas fazem quando têm poder nas mãos".

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