Agregador Inteligov/EXAME: Paes lidera com 42,37%, mas Ruas reduz distância no Rio
O prefeito Eduardo Paes (PSD) segue isolado na liderança da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, segundo a nova rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas da Inteligov divulgado em parceria com a EXAME.
No primeiro turno, o candidato aparece com 42,37% das intenções de voto, número praticamente estável em relação à rodada anterior, quando marcava 42,3%.
No entanto, quem teve o movimento mais expressivo foi Douglas Ruas (PL), na segunda posição. Ele saltou para 15,04%, uma alta de 2,84 pp frente aos 12,2% da rodada passada, reduzindo a distância para o líder: a vantagem de Paes, que era de 30,1 pp, caiu para 27,33 pp.
Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na terceira colocação, com 9,41%, uma leve alta de 0,21 pp em relação aos 9,2% anteriores.
Entre os demais candidatos, André Marinho (Novo) e William Siri (PSOL) empatam com 1,97% cada. Coronel Busnello (Missão) soma 1,93%, Cyro Garcia (PSTU) tem 1,29%, Juliete Pantoja (UP) registra 0,99% e Luan Monteiro (PCO) fecha a lista com 0,53%.
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Tendência
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Douglas Ruas tem, de longe, a maior alta entre os candidatos, de 1,33 pp, o que ajuda a explicar seu avanço na rodada mais recente. Anthony Garotinho, William Siri e Luan Monteiro também sobem, mas de forma discreta, com 0,01 pp, 0,04 pp e 0,04 pp, respectivamente.
Eduardo Paes, mesmo líder folgado, aparece com leve tendência de queda, de 0,03 pp. Entre os demais nomes, André Marinho tem a maior retração, de 0,16 pp, seguido por Cyro Garcia, com queda de 0,10 pp, Coronel Busnello, com 0,09 pp, e Juliete Pantoja, com recuo de 0,02 pp.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.
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