As notícias da 1h
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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil. Lula da Silva venceu estas eleições presidenciais. Parte assim para um quarto mandato. Conseguiu uma vitória inédita. Nunca na história da política brasileira um candidato tinha vencido a segunda volta, tendo perdido a primeira. O Tribunal Superior Eleitoral já confirmou o resultado. Estão apurados praticamente 100% dos votos. Lula vence com cerca de 51,76%, um aumento de mais de 10 milhões em relação à primeira volta. Flávio Bolsonaro obteve 48,23% dos votos, um aumento de mais de três milhões de votos em relação à primeira volta. A abstenção diminuiu também da primeira para o segundo turno. Mais de cerca de três milhões de eleitores foram este domingo às urnas. Lula da Silva vence assim esta eleição, em princípio, com uma margem superior àquela que venceu Jair Bolsonaro. A diferença é de cerca de quatro milhões de votos. Lula da Silva obtém mesmo a maior votação de sempre na sua trajetória política. A esta hora ainda são aguardados os discursos, tanto do vencedor Lula da Silva como de Flávio Bolsonaro. O secretário-geral do Partido Socialista já felicitou Lula da Silva por esta vitória. Numa nota enviada à Agência Lusa, José Luís Carneiro destaca uma importante vitória para a democracia e sublinha a importância das relações entre Portugal e o Brasil. Mudamos de tema, olhamos para os protestos pela habitação, que este domingo voltaram a sair à rua. No entanto, em Lisboa, como no Porto, os manifestantes decidiram desmobilizar e não pernoitar nas praças das cidades. Em Lisboa, a decisão foi tomada em assembleia popular há cerca de uma hora, por volta da meia-noite. Perto de uma centena de pessoas demonstrou disponibilidade para ficar em tendas. Parte dos manifestantes ambicionavam pernoitar no Rossio. É lá que está o jornalista do Observador, David Biléu, que se junta agora a este jornal. Viva, David, boa noite. Os promotores da acampada consideraram que a prioridade devia ser as vigílias de apoio aos manifestantes detidos, alegam também falta de condições de segurança para pernoitar ao relento. Ainda assim, de forma orgânica, encontram-se a esta hora várias pessoas aí no Rossio.
Sim, ainda se encontram, Ricardo, várias pessoas aqui no Rossio, se bem que a grande concentração aqui acontece no lado direito da estátua, aqui em frente ao Teatro Dona Maria II. Isto porque um dos porta-vozes deste movimento reuniu aqui as pessoas para fazer um discurso onde salientou a importância de amanhã estarem à 13h30 no Campus da Justiça e também na terça-feira às 10h para apoiar as pessoas que foram presas na última madrugada. Esse parece ser o ponto principal. E também a abordar o facto de na terça-feira, às 18h30, esta organização vai estar no Parlamento para protestar no momento em que se discute, pela primeira vez, a faixa de discussão do Orçamento Estado para 2027. Neste momento, eu diria que estão cerca de 250 a 500 pessoas aqui na Praça do Rossio. Diria que estão entre 30 a 40 polícias aqui a vigiar, mas de facto vemos cada vez mais pessoas a abandonar, a desmobilizar e, portanto, esta decisão da organização de desmobilizar foi tomada num plenário que reuniu e esteve reunido durante bastante tempo. Foi uma decisão que demorou algum tempo a tomar, mas acabou por, tal como no Porto, tomarem esta decisão de desmobilizar e focarem-se, portanto, nos próximos eventos que têm programados, tanto para amanhã como para terça-feira, Ricardo.
A descrição daquilo que se passa a esta hora na Praça do Rossio, aqui trazida pela voz do repórter David Biléu. Apesar da organização do protesto ter decidido, em assembleia popular, que hoje não vão passar a noite no Rossio, estão ainda, a esta hora, vários manifestantes na praça lisboeta. No Porto, a decisão de não pernoitar na Praça Dom João I foi justificada pela falta de condições de segurança. Ao Observador, um dos porta-vozes explica que não estavam reunidas essas condições para voltar a passar a noite no local. A assembleia popular terminou, por isso, sem que essa possibilidade chegasse sequer a ser votada. Por volta da meia-noite, mais de duas centenas de pessoas permaneciam na praça, a conviver em pequenos grupos, mas sem a presença da polícia. Nas reações políticas a estas manifestações, Pedro Nuno Santos acusa o primeiro-ministro de estar escondido em Espinho e de instrumentalizar as forças de segurança para proteger o governo. Num vídeo publicado no Instagram, o antigo secretário-geral do PS começa por dizer que a carga policial na madrugada de sábado foi injustificada. Pedro Nuno Santos sugere que o argumento da retirada das tendas por parte da polícia não foi a razão da ação policial, mas sim a desculpa.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, escondido há mais de uma semana em Espinho, aquilo que quis fazer ao comandar esta carga policial foi instrumentalizar, usar o aparelho do Estado, não para defender a pátria, o país ou a lei, mas para se proteger a si próprio e proteger ao seu governo, porque não houve nenhum valor da pátria que tenha sido posto em causa. A exigência para que não houvesse a carga policial foram as tendas. Foi este o motivo? Não, a desculpa para a carga policial.
O antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação enumera ainda o que considera serem as razões do Governo para instrumentalizar a polícia.
As razões para esta carga policial são essencialmente três. A primeira, porque o Governo queria desviar as atenções das políticas públicas de habitação para um debate sobre o direito à manifestação. A segunda razão, porque, na realidade, o Governo queria amedrontar o povo, calar as pessoas para que não protestem contra o Governo. E a terceira razão é porque o Governo sabe que já não é possível aguentar um sistema económico neoliberal e as suas consequências insuportáveis na vida das pessoas sem recorrer à força e ao autoritarismo.
As acusações deixadas por Pedro Nuno Santos ao Governo e ao primeiro-ministro num vídeo nas redes sociais. No desporto, surpresa em Alvalade. O Académico de Viseu venceu o Sporting por duas bolas a uma. O avançado João Guilherme bisou na partida, com gols aos 24 e aos 74 minutos. Luís Soares ainda empatou pelo meio, com gol aos 62, mas não foi o suficiente para evitar aquela que foi a segunda derrota da semana para a equipe de Rui Borges, depois do desaire, também em casa, para a Liga dos Campeões. Na zona de entrevistas rápidas, o treinador leonino admite que sentiu a equipa intranquila.
Notou-se em alguns momentos alguma intranquilidade da nossa parte. De forma geral, natural, a bola não entrava, acabamos por sofrer dois gols em dois lances que o Académico tem na nossa baliza. Sofrer gol logo numa fase até inicial da primeira parte deixou alguma intranquilidade e ao longo do jogo notou-se um bocadinho, mais nas tomadas de decisão, mais perto do último terço até, porque acabamos por criar muitas situações perto da baliza do Académico, algumas com mérito nosso, outras com mérito do adversário, foram conseguindo parar e travar essas situações de finalização e não fomos capazes de chegar ao fim com o resultado a nosso favor.
As palavras de Rui Borges, que fez três alterações em relação ao 11 do último jogo. Ibrahima Bá, Flávio Gonçalves e também Luís Guilherme assumiram a titularidade. No final do jogo, os adeptos do Sporting demonstraram enorme desagrado com esta derrota. Viram-se lenços brancos nas bancadas de Alvalade. Rui Borges diz que num clube grande, esta reação é normal.
Completamente natural, faz parte mesmo. A gente tem que compreender e entender. Estamos num grande clube, a pressão é diária e insatisfação, mau era se não houvesse insatisfação, faz parte do jogo. Não ganhamos e é natural que exista.
Mas é uma crítica justa?
Não sei se é justa ou não. É natural a insatisfação e eu lido bem com isso.
Palavras de Rui Borges. Do outro lado, o Académico de Viseu conseguiu esta noite a quinta vitória consecutiva para o campeonato. O treinador rejeita euforias. Bruno Pinheiro quis também destacar o apoio dos adeptos que se deslocaram em grande número a Alvalade.
O futebol é isto. Hoje estamos lá em cima, amanhã de manhã podemos acordar e estar lá embaixo. Não há euforias, há muita humildade e há muita ambição nesta equipa. E é isso que queremos manter. Já agora, destacar uma vez mais a quantidade de adeptos que tivemos aqui no estádio. Foi fantástico conseguir ouvir Académico em pleno Alvalade, foi muito bom. O nosso obrigado por todo o apoio aos nossos adeptos.
Palavras do treinador Bruno Pinheiro depois da vitória frente ao Sporting por duas bolas a uma. Ponto final neste jornal da uma da manhã. A informação regressa à Rádio Observador à 13h30 em formato de síntese. Até lá.
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