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Monday, November 2, 2026

As notícias das 2h

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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. Começamos pelas acampadas pela habitação no Porto e em Lisboa. Na Invicta, a intenção era pernoitar na Praça Dom João I com tendas, mas os manifestantes admitem agora desmobilizar. Sem mais demoras, vamos ao encontro do jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, em direto do local. Muito boa noite, Miguel. Na última hora, davas conta da chegada da PSP. Houve, entretanto, algum reforço do dispositivo?

Não houve reforço desse dispositivo, Hugo. E aliás, estavam dois carros, entretanto saiu um deles, voltou a estar apenas um carro da Polícia de Segurança Pública aqui na Praça Dom João I, onde estão também dezenas de manifestantes. São poucos, muitos já estão dentro das tendas, algumas tendas, cerca de 10 tendas, mas o resto da praça está praticamente vazio, havendo essa dúvida, essa questão de perceber o que é diferente neste acampamento para os das outras noites e que implicaram uma ação da Polícia de Segurança Pública. E por isso mesmo, falamos com a polícia, tentamos perceber por que ainda não tinha sido feito nenhum diálogo com os manifestantes, por que ainda não tinha sido feito também nenhum aviso ou nenhum apelo para que retirassem as tendas, como, aliás, e recuperando esse filme das últimas noites, tem sido habitual haver essa recomendação para que retirem as tendas e se quisessem, eventualmente, ficar na praça, que o fizessem sem as tendas. Hoje isso não aconteceu e tentamos perceber com a polícia, repito, por quê, qual a diferença desta noite para as outras, porque efetivamente voltam a estar montadas tendas na Praça Dom João I. Não nos foi explicado qual a diferença desta para outras noites. Os manifestantes acreditam que, eventualmente, a polícia pode chegar ou pode fazer esse aviso mais tarde, mas de qualquer das formas, sabemos que, para já, a polícia tem apenas aqui um carro da Polícia de Segurança Pública, teve esse contacto com os jornalistas a explicar ou a tentar explicar, pelo menos a receber as questões dos jornalistas, mas persistem as dúvidas, não se percebe esta contradição com a atuação de outras noites e continuaremos a tentar perceber ao longo das próximas horas como se desenvolverá esta negociação, que ainda não aconteceu tecnicamente, por isso essa mobilização, tanto da polícia como do acampamento, que continua aqui montado na Praça Dom João I.

Situação calma a esta hora na Praça Dom João I, no Porto, o relato do jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Os manifestantes dizem ter a garantia da PSP que não ia intervir, mas admitem agora desmobilizar perante alguma pressão da polícia. Mas como ouvíamos do relato do Miguel, há alguma incerteza ainda na Praça Dom João I, no Porto. A pernoita foi uma das decisões tomadas na Assembleia Popular da noite deste sábado, onde foi ainda rejeitado o convite do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, para uma reunião na próxima terça-feira. Em Lisboa, a marcar esta noite buzinadelas e petardos, viveram-se alguns momentos de tensão na Praça do Rossio. O último aconteceu depois do rebentamento de petardos e levou a uma perseguição do presumível responsável, que se refugiou no interior de um restaurante. Por razões de segurança, o estabelecimento foi obrigado a fechar o gradeamento à porta. Um dos elementos da organização afirmou que este homem em causa seria um agente da polícia à paisana. A PSP já identificou, entretanto, este homem, ao que o Observador apurou junto de fonte oficial da PSP, tem 41 anos e é gestor de profissão. Nega ter sido ele a lançar o engenho pirotécnico. Ainda antes deste episódio, o ambiente já tinha aquecido depois da polícia ter multado alguns condutores que buzinavam em solidariedade com a manifestação. A esta hora são poucas as pessoas que permanecem no Rossio. Olhamos agora para os sinais vindos de Belém. O presidente da República está disponível para uma reunião com os manifestantes das acampadas do Porto e de Lisboa. António José Seguro quer ouvir as propostas que os manifestantes querem apresentar ao poder político, bem como discutir os últimos acontecimentos. No Porto, um dos porta-vozes da acampada, Henrique Blanc, confirmou que já tinha sido contactado pela Casa Civil da Presidência da República. O convite foi recebido de forma positiva, mas terá ainda a ser discutido em Assembleia Popular, explicou.

Hoje, às 19h30, entraram em contacto comigo, através da Casa Civil, a Presidência da República, a pessoa responsável, informou-me que o presidente da República estava disposto a reunir conosco para discutir as propostas que nós temos e também estes últimos acontecimentos relacionados com a acampada. Está claro que foi uma proposta recebida de muito bom agrado da nossa parte, mas que ainda irá ser discutida por nós todos de forma democrática, como tem sido tudo até este momento.

Henrique Blanco, um dos porta-vozes da acampada do Porto, em declarações à agência Lusa. Este domingo, António José Seguro contactou também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a autarca do Porto, Pedro Duarte. Antes, o chefe de Estado falou com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pediu esclarecimentos tanto ao Governo como à Provedoria de Justiça sobre a intervenção policial da última madrugada. Para esta segunda-feira, o presidente da República convocou o Conselho de Estado para uma reunião sobre coesão social. Entretanto, e na sequência da intervenção policial da última madrugada nas acampadas, o Sindicato dos Jornalistas faz saber que vai avançar com uma queixa na Provedoria de Justiça contra a Polícia de Segurança Pública. A estrutura pede responsabilidades pela agressão e intimidação de jornalistas que cobriram os protestos no Porto e em Lisboa. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas condena, em particular, a agressão de agentes da PSP a um repórter de imagem que estava a cobrir a manifestação pelo direito à habitação no Porto e anuncia a formalização da queixa. E continuamos ainda a olhar para as reações à carga policial. O presidente do Chega afirma que estas situações só acontecem devido à ausência do primeiro-ministro. André Ventura diz que as manifestações não deviam ser uma questão de ordem pública e que estes problemas nascem porque o Governo não sabe como reagir. O líder do Chega aponta o dedo a Luís Montenegro e ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, e lamenta que sejam os polícias a sofrer com a insatisfação que se gerou devido ao aumento do custo de vida.

Mas podemos dizer que são os polícias os responsáveis por esta insatisfação? Como podemos colocar isto como um problema de ordem pública ou de caráter da polícia? Este não é um problema de caráter da polícia. No máximo, este é um problema de caráter do Governo e dos vários governos que se sucederam. Esta não devia ser uma questão de ordem pública. Só nasceu uma questão de ordem pública porque o primeiro-ministro desapareceu de cena durante vários dias ou semanas.

André Ventura, em conferência de imprensa na tarde deste domingo, a partir da sede do partido. O presidente do Chega anunciou ainda que vai apresentar um pacote de emergência para a habitação. Já o LIVRE pede mesmo a demissão do ministro da Administração Interna e vai acompanhar o pedido de debate de urgência do PCP. Em causa, aquilo que o partido diz ser a responsabilidade política nas cargas policiais da última madrugada, que considera desproporcionais e injustificadas. A co-porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, anuncia que o LIVRE vai acompanhar a proposta do PCP. Considera que é importante o poder legislativo debater este tema.

Todos os momentos em que seja possível o Parlamento discutir esta situação inadmissível que está a acontecer, o Parlamento deve fazer. Portanto, sim, claro que acompanharemos este debate que o PCP pede, mas também nos parece que, primeiro, neste momento, o ministro da Administração Interna não tem condições absolutamente nenhumas para continuar. E o LIVRE normalmente não pede demissões, mas neste caso, parece-nos claro que o ministro da Administração Interna não tem condições para continuar, mas é preciso fazer mais do que isso. E por isso é que vamos apresentar uma exposição ao Comissário dos Direitos Humanos do Conselho Europeu.

Declarações de Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz do LIVRE. Em comunicado, o partido anuncia que vai expor o caso a organizações internacionais, neste caso, ao Comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa e ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O LIVRE argumenta graves violações de direitos protegidos pela Convenção Europeia de Direitos Humanos e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos. Na mesma nota, o partido condena a ação policial nas manifestações pacíficas pelo direito à habitação. É o que se lê no comunicado do partido. Considera que as novas intervenções da polícia foram profundamente preocupantes. No desporto, partiu a corda, é oficial: Rui Borges vai deixar o comando técnico dos Leões. O Sporting anunciou este domingo, em comunicado, que reuniu com o treinador e iniciou conversações para a rescisão do contrato com efeitos imediatos. Tiago Fernandes, atual treinador da equipa B, assume o comando da equipa principal de forma interina. A imprensa desportiva aponta Paulo Fonseca para suceder a Rui Borges. O atual treinador do Leão deverá ser apresentado já esta semana. Rui Borges chegou ao Alvalade no final de 2024, custou cerca de € 4 milhões ao clube e conquistou o Campeonato e a Taça de Portugal na época 2024/2025. Na temporada seguinte, levou o Sporting aos quartos de final da Liga dos Campeões, naquela que foi a melhor campanha europeia do clube na competição. Abandona os Leões depois de uma série de exibições mais pobres, que colocaram o técnico português debaixo de grande pressão. Terminamos este jornal a alta velocidade. Na Fórmula 1, Kimi Antonelli é o novo campeão do mundo. O piloto italiano da Mercedes garantiu o título no Grande Prêmio do México ao terminar a corrida na terceira posição, a pouco mais de quatro segundos do vencedor Max Verstappen, da Red Bull. Aos 20 anos, aliás, Antonelli torna-se assim o mais jovem campeão mundial de sempre e no primeiro italiano a conquistar o título desde Alberto Ascari, em 1953. Lewis Hamilton, da Ferrari, terminou na segunda posição, a menos de um segundo de Verstappen. Já George Russell, colega de equipa de Antonelli da Mercedes, acabou em sexto lugar. Notícia de fecho nesta edição das duas da manhã. A informação está de regresso às duas e meia, em formato síntese.

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