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Monday, September 28, 2026

Gilmar Mendes defende investigação para revisar valor de precatórios

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Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu hoje, em rede social, uma reforma "profunda" nas instituições do país. Para ele, é preciso "corrigir práticas perversas que atingiram não apenas os tribunais, mas também o sistema financeiro e suas instituições de controle, como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários)". Ele afirmou ainda ser preciso ampliar a investigação sobre precatórios que acabaram no balanço do Master, inclusive para identificar créditos com valores inflados.

O que aconteceu

O ministro escreveu que as investigações sobre o Banco Master revelaram "um modelo de negócios parasitário". Nesse modelo, o Master comprava crédito judiciais contra a União com desconto. Ele citou o caso das sucroalcooleiras, que tinham direito a receber dinheiro do governo e vendiam esse direito ao Master. De acordo com Gilmar, os créditos eram registrados por valores superiores pelo Master, e buscava-se decisões judiciais favoráveis na fase de cálculo e de expedição dos precatórios para valorizá-los.

"É necessário que a Corregedoria Nacional de Justiça amplie o trabalho já iniciado", afirmou Mendes. No post, o ministro defendeu "uma correição extraordinária em todos os tribunais regionais federais, sobretudo no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), para rastrear outros precatórios (ordens de pagamento que o Judiciário emite quando o governo perde definitivamente uma ação e precisa pagar uma dívida) marcados por irregularidades e depurar a fila de pagamentos da União".

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