ESPN DeportesPackers cierran los caminos de Panthers en Green BayESPNPackers WR Watson returns to Lambeau after trip to hospital with chest injuryPunchObi faults Tinubu campaign posture, questions capacity to govern한겨레순천 꼬막·여수 꽃게장 ‘남도한바퀴’ 버스…서울·부산서 ‘시동’ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFUOLHomem é preso após tentar enfiar droga nas partes íntimas ao ser abordado no PRGlobo EsporteGrêmio emenda segunda vitória seguida no Brasileirão e deixa o Z-4SözcüDireğe çarpan otomobil parçalandı: 2 ölüSportstarAl Nassr vs Al Kholood player ratings – Ronaldo hat-trick guides Al Nassr to victory in Saudi Pro LeagueSouth China Morning PostAI system to screen contractors by mid-2027 as part of sweeping Tai Po fire reformsGIGAZINEAppleがペニスのサイズを嘲笑しているとの懸念からか韓国でiPad miniの広告を修正n-tvO Captain, mein Captain: Patrick Stewart ist tot: Shakespeare zwischen den Sternen
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, October 30, 2026

É "cada vez mais difícil" habitar em Vila Real

Translate

Cerca de uma centena de pessoas juntou-se esta quinta-feira, no centro de Vila Real, para alertar que nesta cidade do interior também o acesso à habitação é “cada vez mais difícil” para famílias e estudantes.

Os populares responderam à chamada do coletivo “Não dá mais para viver assim” e juntaram-se em frente ao Tribunal de Vila Real para participar numa assembleia popular.

Pelo espaço espalharam cartazes improvisados onde se podiam ler mensagens como: “Queremos casas, promessas não”, “Eu já não preciso, estou cá por quem precisa”, “Queria comer, mas fui pagar a renda”, “Procuro casa, não um milagre”, “Não queremos sobreviver em liberdade, queremos viver com dignidade” e “À noite estudamos, de dia trabalhamos em part-time para conseguir pagar a renda”.

“Estamos aqui reunidos para mostrar que Vila Real não é exceção face à crise económica que o país atravessa. O que nós constatamos é que o preço das casas subiu imenso“, afirmou à agência Lusa Márcia Fraga, 48 anos, professora do primeiro ciclo.

A docente fez questão de se associar à iniciativa que decorreu esta quinta-feira, em Vila Real, e que disse ser “cívica e apartidária”.

“Eu acho que neste momento, com estas dificuldades todas para os jovens, é matar uma geração, é não apoiar uma geração“, salientou, considerando que se a nova lei das rendas foi aplicada vão aumentar as dificuldades para pagar a renda de casa.

Márcia Fraga exemplificou com o caso da própria filha.

“A única coisa que não a deixa emancipar-se para constituir a sua família nuclear é o facto de, tanto ela como o namorado trabalharem, mas o montante não dá para fazer face a uma construção da casa ou a arrendarem um apartamento“, contou.

Apesar de esta ser uma cidade do interior, a professora descreveu as rendas em Vila Real “como exorbitantes” face aos rendimentos das famílias e ao aumento do custo de vida.

“É uma cidade que não consegue estar isolada dos problemas do país e os problemas económicos neste momento, é da habitação, é no carrinho das compras do supermercado, é nas deslocações. Eu, por exemplo, vou todos os dias para o Pinhão”, salientou.

Margarida Nogueira é psicóloga e está a estagiar. É do Porto, mas estudou e trabalha em Vila Real e disse ter vivido e ainda viver o drama do arrendamento e da habitação.

“Neste momento eu ainda estou em fase de estágio, portanto aquilo que eu recebo não é um salário técnico e não chega para fazer face às despesas e para pagar uma renda porque tenho que estar cá e tenho que fazer esse esforço enquanto não tenho acesso à profissão e é difícil”, realçou.

Sobre Vila Real, disse que não acha “uma cidade propriamente cara, mas os salários também não acompanham propriamente o custo de vida que se sente” e “as rendas têm aumentado muito e não é fácil fazer face a essa despesa”.

Durante a assembleia popular ouviram-se testemunhos de pais preocupados com o futuro dos filhos, sobre as dificuldades em aceder a uma casa, sobre a terceira idade e os custos dos lares e as rendas cobradas aos estudantes sem direito a um recibo, ainda se falou sobre o direito à manifestação, os protestos contra a exploração mineira em Covas do Barroso (Boticas) e ainda sobre os alegados imigrantes que dormem em lojas e em quintas em más condições.

As reivindicações reclamadas passam por medidas para a recuperação de imóveis devolutos para habitação acessível, para travar a especulação imobiliária, a criação de impostos sobre os grandes grupos económicos, limites ao aumento das rendas, redução dos preços dos combustíveis e apelou-se também a “mais capacidade de solidariedade”.

A iniciativa, que incluiu as atuações dos artistas locais Emmy Curl e Bié (Rafael Fernandes), aconteceu depois dos protestos pela habitação que começaram no Porto e depois em Lisboa.

Nesta assembleia popular ficou decidida a organização de novas ações de luta a realizar em Vila Real.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.