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Thursday, November 5, 2026

Começa agora a campanha para presidente dos Estados Unidos em 2028

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Começou nesta quarta-feira (4) a campanha presidencial americana de 2028. A intensidade da rejeição expressada nas urnas ao controle republicano do Legislativo e do Executivo não acontecia há meio século, quando o país reagiu aos escândalos que levaram à renúncia de Richard Nixon.

A derrota do partido no governo facilita um desafio à candidatura de J. D. Vance, vista, até ontem, como inevitável. Se os psicanalistas de rede social já esperavam que o temperamento de Donald Trump o levaria a minar o protagonismo do seu vice, é difícil prever a longevidade política do ex-senador de Ohio, aprovado por apenas 38% do público, de acordo com a pesquisa AtlasIntel mais recente.

Mais difícil é explicar o cálculo por trás da longa postagem no X feita por Vance horas após os resultados, ainda incompletos, garantirem a derrota fragorosa do seu partido.

O vice-presidente culpou a guerra contra o Irã e o abraço de Israel pelo resultado. Pois é. Até para um homem de 42 anos que já trocou o sobrenome da certidão de nascimento duas vezes, tal maleabilidade no cargo que requer apoio às ações do chefe confirma que ele não se curva à inconveniência de fatos. E um especialmente incômodo é que Vance é um perdedor inequívoco desta eleição.

Os eleitores não devem esquecer que Vance foi a Ohio defender um comercial de campanha do candidato a governador Vivek Ramaswamy tão chocante que foi denunciado até pelo atual governador republicano do estado. O anúncio acusava a democrata Amy Acton —que derrotou Ramaswamy— de mentir sobre ter sido estuprada pelo padrasto quando criança, algo comprovado na Justiça. Vance, que acaba de publicar um livro sobre sua conversão ao catolicismo, atacou os correligionários por expressar indignação com o vídeo.

Se, por ser jovem, o vice-presidente pode não concorrer em 2028, ele não se afasta do padrinho a quem deve o começo da vida profissional e o financiamento da campanha ao Senado em Ohio: Peter Thiel, o belzebu que controla a distópica empresa Palantir. Num áudio vazado recentemente, Thiel denuncia a decisão de atacar o Irã.

A outra candidatura republicana esperada é a de Marco Rubio, secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional de Trump. O ex-senador da Flórida vai enfrentar também obstáculos para se distanciar das ações impopulares do presidente.

É muito cedo para prever se políticos republicanos exilados pelo controle férreo exercido pela ala Maga trumpista, nos últimos anos, vão emergir como lideranças viáveis para disputar a presidência.

Lá Fora

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No lado democrata, esta eleição confirmou que há um clamor para vestir pijama em líderes idosos como Chuck Schumer, o atual líder democrata do Senado. Quando as caras novas se apresentarem para a posse do novo Congresso, em janeiro, vai ficar claro que a máquina partidária foi revitalizada por um banco de talentos como não se via há pelo menos uma geração.

Embora falte espaço aqui para a lista de nomes dos democratas —ainda não declarados— mencionados como aspirantes a presidente, pode-se prever que a diversidade ideológica que o partido hoje encampa vai aparecer na campanha.

E isso tem importância, especialmente depois do desastre de 2024, quando foi negada aos eleitores uma convenção competitiva para escolher a candidatura, depois que Joe Biden renunciou à disputa a meses da eleição.

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