1h. Quatro bombeiros feridos no combate às chamas em Arganil
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É uma hora. Boa noite, o meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias e começamos no futebol. O Sporting empatou em casa frente ao Arouca por 2x2, em jornada de clássico. Os Leões voltam a marcar passo no campeonato. Gonçalo Inácio abriu o marcador ao minuto três, Soares amplia aos 17. A segunda metade do encontro começa com a expulsão de Zenon Debast, ao minuto 54. O Arouca empata o jogo a 10 minutos do final, de pontapé de pênalti. Fontana fez o 2x1, Nandin empata a dois ao minuto 87. No final da partida, o treinador do Sporting, Rui Borges, esclarece que há um jogo antes e depois da expulsão.
Bom jogo da nossa parte, bem conseguido. Chegamos a gols, poderíamos ter feito mais gols, mesmo na primeira parte. Depois entramos muito bem na segunda parte, muito bem mesmo, o Arouca nem conseguia sair no meio-campo defensivo deles. A expulsão muda tudo. Obriga-nos a ir para o momento defensivo, onde fomos minimamente competentes até o momento do pênalti. O pênalti acaba por meter o Arouca no jogo, faz eles acreditarem e nós tínhamos que ser ainda mais agressivos naquilo que era a defesa de baliza. Sabíamos que ia haver muitos cruzamentos, acabamos por sofrer gol num cruzamento. É uma equipa que toca bem a bola, que tem muita mobilidade.
O técnico dos Leões, Rui Borges. Já Vasco Seabra afirma que o Arouca teve muito mérito ao encostar o Sporting ao respectivo meio-campo defensivo.
Nós começamos a aumentar os nossos níveis de pressão e de agressividade no meio-campo ofensivo e isso permitiu que a equipa recuperasse mais bolas e no momento em que há a expulsão, é exatamente por uma recuperação de bola, em que o Debast depois já vem em recurso e acaba por fazer a falta para vermelho. E depois, a partir daí, penso que não é qualquer equipa que mesmo a jogar com menos um, carrega da maneira que nós carregamos no Sporting, porque empurramos completamente o Sporting pra trás. Estivemos instalados em meio-campo ofensivo contra uma equipa muitíssimo bem treinada, com muitas individualidades de muita qualidade. Portanto, eu creio que é mais mérito nosso do que mérito do Sporting.
Vasco Seabra, técnico do Arouca. Sporting soma 15 pontos e pode perder o terceiro lugar para o Santa Clara. Já o Arouca está em quinto lugar com 11 pontos. É a 18ª vez que os comandados de Rui Borges estão na frente e deixam escapar a vantagem, a terceira vez em apenas sete jornadas neste campeonato. Mudamos de tema para os incêndios no distrito de Coimbra. O fogo já chegou a quatro concelhos: Poiares, Lousã, Arganil e Góis. Com o cair da noite, os meios aéreos foram retirados do teatro de operações. Ao final da tarde, por volta das 18h, o vento intensificou-se e as chamas ganharam força. Para esta noite, a prioridade é dominar o incêndio. O comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Tavares, explica que os operacionais querem aproveitar as temperaturas mais baixas durante a noite, antes do agravamento do calor previsto para amanhã.
Esse é o nosso objetivo, é o objetivo de quem está no terreno a dar tudo, os bombeiros e, portanto, o comandante das operações de socorro, para que realmente possamos ter este incêndio dominado no período noturno, porque sabemos que o dia de amanhã e os próximos dias são dias difíceis. E, portanto, tal como foram hoje, é nosso objetivo, é esse o nosso planeamento, pese embora às vezes há condições que não conseguimos dominar, mas esperamos que nos corra tudo bem e consigamos fazer esse domínio.
O incêndio começou durante a tarde em Arganil e alastrou depois aos concelhos de Góis e Vila Nova de Poiares. Segundo a Proteção Civil, três ignições acabaram por convergir e deram origem a um incêndio de grandes dimensões. Carlos Tavares admite que é uma situação estranha.
Este incêndio iniciou com três incêndios completamente distintos. Portanto, às 13h30 tivemos três alertas para três incêndios distintos, o que é estranho, àquela hora do dia e de logo três ignições. E depois os incêndios acabaram-se por juntar, entraram em convecção uns com os outros, devido à orografia, devido à meteorologia e devido à interação do próprio incêndio.
Declarações do comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Tavares, num ponto de situação à RTP Notícias. À Rádio Observador, a Proteção Civil indica que a situação está mais calma e que as frentes ativas se restringem à zona de mato. No teatro de operações, mais de 800 operacionais apoiados por mais 260 veículos combatem este fogo, no momento em que em Arganil o incêndio já causou quatro feridos ligeiros, todos operacionais feridos em combate. Mudamos de tema. O Ministério Público arquivou as suspeitas de corrupção contra Manuel Pinho e o ex-líder da Roland Berger em Portugal. Estavam em causa suspeitas de dois crimes de corrupção passiva e de um crime de tráfico de influência, que eram imputados ao ex-ministro da Economia de José Sócrates. Os procuradores Hugo Neto e Carlos Casimiro suspeitavam que Pinho tinha sido contratado pela consultora alemã Roland Berger após a saída do Executivo, como forma de o compensar por o Turismo de Portugal ter pago cerca de € 1 milhão pelo Plano Estratégico Nacional do Turismo entre 2006 e 2008. A contratação de Sebastião Pinho e de Mafalda Laranjo, respectivamente filho e enteada de Manuel Pinho, para a consultora alemã também foi escrutinada como uma alegada contrapartida para o ex-ministro. E o ministro da Defesa, Nuno Melo, relaciona os atrasos nas colocações nas escolas com as políticas de imigração dos governos PS, que considera desastrosas. Para o presidente do CDS e ministro da Defesa, não aponta responsabilidades apenas aos socialistas e deixa críticas também ao CHEGA. Nuno Melo argumenta que a maioria das matrículas fora do prazo diz respeito a alunos que chegaram a Portugal na sequência daquilo a que se chama uma política de portas escancaradas e aponta José Luís Carneiro como principal responsável Nuno Melo, o líder centrista, vira-se também ao Chega, recorda o voto contra a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, a abstenção na Lei do Retorno e o voto contra a Lei da Nacionalidade, para dizer que o partido de André Ventura está mais interessado em semear o caos. Nuno Melo, no discurso de encerramento da rentrée do partido CDS, em Albergaria-a-Velha, o presidente do partido anunciou ainda que o antigo deputado centrista Nuno Magalhães aceitou liderar o grupo de constitucionalistas que, em coordenação com o grupo parlamentar do CDS, vai apresentar a proposta do processo de revisão constitucional. Ainda na política, o líder do Chega acusa o primeiro-ministro de ser o pai da incompetência e dos conluíos do Estado. O presidente do Chega reagia às declarações proferidas hoje em Braga pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, o qual afirmou que não será o pai da austeridade. Atira com o caso relacionado com o MAI e acusa o chefe do governo de incompetência.
Luís Montenegro, para já está a ser lembrado como o pai da incompetência. Isso é um pouco pior do que ser o pai da austeridade. Os dois são maus, mas o pai da incompetência e do encobrimento também não é bom. O que se passa com Luís Neves é uma tentativa de encobrimento claro. E o que se passa com os combustíveis e com o preço dos combustíveis e dos bens alimentares é uma incompetência também pura. Para alguém que dizia, há três anos e meio atrás: "Tem que se baixar já o preço do IVA dos combustíveis". Portanto, o líder da oposição daquele momento respeitará e compreenderá que o líder da oposição de hoje peça que o IVA dos combustíveis desça.
O líder do Chega, André Ventura, revela ainda que foi constituído assistente no processo relativo ao episódio do alegado assalto ao gabinete no Parlamento. Na rentrée política do Chega da Madeira, o líder do partido pede para os culpados dos atos de vandalismos sejam punidos rapidamente. Por isso, e de modo a acelerar a investigação, Ventura considera que todas as pessoas que estiveram no Parlamento no dia do alegado assalto sejam ouvidos. Na atualidade internacional, Teerão desmente Washington sobre o trânsito no Estreito de Ormuz. O Comando Central Norte-Americano tinha anunciado a passagem de um milhão de barris de petróleo pelo Estreito ao longo dos últimos dois meses. Citado pela agência estatal iraniana Fars, um porta-voz das Forças Armadas do Irão nega as declarações vindas dos Estados Unidos. O responsável iraniano diz que são uma operação psicológica falhada com o objetivo de justificar os custos financeiros e humanos exorbitantes deste conflito. Ainda assim, o Irão tenta retomar as negociações de paz com os Estados Unidos. Teerão enviou a Washington uma nova lista de exigências para pôr fim à guerra. Em entrevista à Al Jazeera, o chefe da segurança do Irão revelou as condições transmitidas através dos mediadores do Qatar e do Paquistão. Entre as principais exigências estão o fim da guerra em todas as frentes, o descongelamento dos ativos iranianos bloqueados no estrangeiro e o levantamento do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão. As condições são, em grande medida, as mesmas que já tinham sido discutidas antes do verão, quando Teerão e Washington chegaram a assinar um memorando de entendimento. Esse acordo, no entanto, acabou por fracassar e as conversações de paz foram interrompidas. Ponto final neste jornal da uma da manhã. A informação está de regresso com a síntese da uma e meia.
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