Banco Central reduz taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic vai a 13,75% ao ano

A quarta-feira (16) foi de decisão sobre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Em Washington, o Federal Reserve aumentou a taxa pela primeira vez em três anos. Por aqui, o Comitê de Política Monetária do Banco Central fez o quinto corte seguido na Selic.
O Banco Central olha longe, na inflação de muitos meses à frente, quando os efeitos da taxa de juros serão sentidos. Nesta quarta-feira (16), o Copom cortou mais 0,25 ponto percentual. A Selic, agora, está em 13,75% ao ano.
O BC tem agido com cautela porque o futuro é cada vez mais incerto, diz a economista Thaís Zara. Guerras, petróleo em alta, El Niño no horizonte... Problemas para o Brasil e para o mundo.
Nesta quarta-feira (16), o Banco Central dos Estados Unidos subiu os juros por lá depois de três anos. Foi a terceira reunião do FED sob comando do presidente Kevin Warsh, indicado por Donald Trump. O presidente americano criticou a decisão e defendeu uma taxa de 1% ao ano.
“Isso traz um espaço para o nosso Banco Central um pouco menor porque torna a economia deles mais atrativa em termos de investimento, em termos de taxas de juros, e isso reduz a nossa atratividade”, afirma Thaís Zara, economista-chefe da 4Intelligence.
Banco Central reduz taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic vai a 13,75% ao ano — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Por tudo isso, o mercado financeiro já esperava o corte desta quarta-feira (16) do tamanho que foi. A expectativa mesmo era pelo comunicado, que saiu no fim do dia, sem sinalizar os próximos passos. Apenas deixou claro que a palavra de ordem é cautela.
O comunicado diz que os riscos para a inflação permanecem mais elevados que o usual; que o comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária; e que as próximas decisões vão ser tomadas à luz de novas informações.
A economista Juliana Trece, do FGV Ibre, acredita que os gastos públicos também impedem uma queda mais acelerada dos juros:
“É realmente uma dinâmica em que cada fator afeta o outro e acaba deixando o Banco Central cada vez mais cauteloso para cortar os juros. Por isso que ele não está fazendo esse movimento de forma tão abrupta”.
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