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Monday, September 14, 2026

Comboio onde seguia Boris seria "provavelmente" o alvo russo

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A empresa que gere a rede ferroviária da Ucrânia admitiu que o verdadeiro alvo do ataque russo deste fim de semana na fronteira com a Polónia seria provavelmente um comboio com diplomatas ocidentais que passou pelo local minutos antes.

“É bastante provável que o alvo deste drone russo também pudesse ter sido o comboio diplomático, que partiu da estação mais cedo do que o previsto, no âmbito da revisão em tempo real dos horários dos comboios devido à ameaça constante de ataques russos”, afirmou a empresa responsável pela ferrovia ucraniana segundo o The Guardian.

Entre os diplomatas a bordo do comboio, estava o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o ex-diretor da CIA David Petraeus, o antigo primeiro-ministro sueco Carl Bildt e o conselheiro do chanceler alemão Friedrich Merz, Gunter Sautter.

Entretanto, a Rússia desvalorizou o ataque aéreo e não desmentiu as acusações de que o objetivo fosse atingir o comboio com diplomatas que tinha passado minutos antes na mesma linha. Dmitry Peskov disse esta segunda-feira que forças armadas russas estão “a operar em todo o território ucraniano e continuarão a fazê-lo”.

A alta representante da União Europeia reagiu ao ataque afirmando que este “foi claramente uma mensagem dirigida ao mundo ocidental”. Kaja Kallas disse que “devemos mostrar que estamos aqui pela Ucrânia e que não nos deixaremos intimidar, porque, caso contrário, a Rússia vai conseguir o que quer, que é a submissão da Ucrânia”.

I don’t know what warped logic drove Putin to blow up a stationary Ukrainian locomotive on the Polish border this morning. What we can say for sure is that this is the kind of random and senseless attack Ukrainians are enduring every day – even on civilian railways. So far Putin…

— Boris Johnson (@BorisJohnson) September 13, 2026

“Não sei que lógica distorcida levou Putin a explodir uma locomotiva ucraniana parada na fronteira polaca esta manhã. O que podemos afirmar com certeza é que este é o tipo de ataque aleatório e sem sentido que os ucranianos enfrentam todos os dias — mesmo em linhas ferroviárias civis”, escreveu Boris Johnson no X, em reação ao ataque russo.

Já o primeiro-ministro polaco fez soar os alarmes novamente sobre a ameaça russa à Europa, após a Rússia ter atingido um comboio que fazia a ligação entre Kiev e Varsóvia, a apenas dois quilómetros da fronteira polaca. “A escalada das ações da Federação Russa está a tornar-se uma realidade e os exemplos disso estão cada vez mais próximos das nossas fronteiras”, afirmou Tusk.

“O que se pode esperar é que as próximas semanas e meses sejam um período de ações muito intensas por parte da Rússia. Infelizmente, não podemos excluir a possibilidade de que esta escalada venha também a afetar o nosso território.”

Num vídeo de balanço à sua visita de dois dias à Ucrânia, Boris Johnson também defendeu que é “preciso fazer mais para ajudar a Ucrânia”. “O mais importante de que a Ucrânia precisa é de uma declaração política da NATO, da Europa, da Casa Branca de que o destino da Ucrânia está no Ocidente. Já há demasiado tempo que não ouvimos isso”, disse num vídeo publicado esta segunda-feira nas redes sociais.

“Quando é que lhes vamos fornecer as defesas aéreas de que precisam? Porque é que não descongelamos os fundos de Putin e os entregamos à Ucrânia? Há mais de 140 mil milhões de euros numa conta bancária belga — e cerca de 10 mil milhões de libras em Londres. A Grã-Bretanha poderia dar o exemplo”, tinha já proposto no domingo.

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