CNN TürkGalatasaray’da Osimhen planı netleşti: Dönüş maçı belli olduPunchNiDCOM defends response as Nigerians demand release of India detaineesThe Jerusalem PostTurkey unearths rare statues of Roman Emperor Hadrian, Empress Sabina in ancient Mediterranean cityDaily MaverickThe man with ‘no filter’: The second coming of Pitso Mosimane to Bafana BafanaInquirerFinal day of 2026 bar exams kicks offUOLFachin tira Mendonça e vira relator do caso Moraes e VorcaroColliderPokémon Officially Gives One of Its Most Iconic Monsters a Bizarre New LookSouth China Morning PostChina Porsche owner covers car with 90 missing-child flyers, successfully reuniting a familySCMP ChinaChinese scientists develop new oil refining method that may cut energy use by 90%Rappler[OPINION] 2026 BARMM parliamentary elections under the shadow of resurgent extremismBusiness AMVerkiezingssucces AfD bedreigt geplande economische hervormingen in DuitslandkickerGroße Vision, schmaler Grat: Wie weit sind die Skyliners wirklich?
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 13, 2026

Primeiros namoros. Falar com o filho ou esperar que conte?

Translate

Apesar de a primeira relação sexual habitualmente só acontecer anos depois do início dos primeiros namoros, a psicóloga defende que as conversas sobre sexualidade devem ser “curtas e frequentes”, ao longo de toda a infância e adolescência, sendo ajustadas à idade. Na altura em que começam a namorar, faz sentido questionar o jovem sobre o que já sabe e as dúvidas que tem, mas podem e devem ser abordados temas como o consentimento, a violência no namoro e as relações abusivas, a contraceção e as infeções sexualmente transmissíveis, dando, sempre que possível, recursos concretos para que o adolescente saiba onde procurar informação fiável. “A ciência indica que crianças e jovens que têm acesso a educação sexual iniciam a vida sexual mais tarde e de forma mais responsável e consciente”, diz a especialista.

Com os primeiros namoros vêm também os primeiros desgostos amorosos, que podem ser muito intensos  e esta é outra preocupação dos pais. “Embora o corpo do adolescente já tenha crescido muito, o córtex pré-frontal ainda se encontra em processo de maturação. Isto significa que, nesta etapa do neurodesenvolvimento, as emoções são vividas com uma intensidade genuinamente maior, e a capacidade de as regular ainda está em construção.”

Quando há zangas ou ruturas que fazem o adolescente sofrer, frases como “isso passa” podem fazê-lo sentir-se sozinho e incompreendido. A postura ideal nestas ocasiões passa, por um lado, por “validarem as emoções do seu filho”, disponibilizando-se para ouvir e conversar e, ao mesmo tempo, “estar atento e ajudar a ir mantendo as rotinas básicas, como o sono, a alimentação e as idas à escola.” Não é preciso apressar o jovem a “ultrapassar” o desgosto ou a concluir o luto amoroso antes de estar preparado.

Para equilibrar a segurança dos filhos com a sua autonomia, Sílvia Coutinho deixa algumas sugestões:

  • Gerir a própria ansiedade: se a primeira reação for de pânico ou excesso de perguntas, o adolescente aprende rapidamente que partilhar poderá ter um determinado custo emocional e pode começar a filtrar aquilo que conta;
  • De forma leve e não insistente, deixar clara a disponibilidade para conversar sobre o tema, dizendo, por exemplo: “Não precisas de contar nada se não quiseres, mas quero que saibas que estou aqui se quiseres falar”;
  • Evitar a vigilância e o controlo da intimidade e privacidade dos filhos — por exemplo, ler as suas mensagens às escondidas ou segui-los nas redes sociais através de perfis falsos. Isso poderá comprometer a confiança e ser destrutivo para a relação;
  • Definir os limites com base na segurança do jovem e não no seu controlo: saber com quem estão, onde estão e negociar o horário de regresso é diferente de exigir saber tudo sobre a vida do adolescente;
  • Negociar as regras em vez de as impor: quando o adolescente participa na construção das normas, tende a cumpri-las melhor e há menos conflito;
  • Conversar e estar atento a sinais de alerta de relações tóxicas e violência no namoro, como o isolamento progressivo em relação a amigos e família, o controlo sobre roupa, redes sociais, atividades ou tempo ou ciúmes apresentados e aceites como prova de amor;
  • Em caso de desgosto amoroso, não minimizar o sofrimento, estar disponível para ouvir, ajudar a manter as rotinas e estar atento a possíveis sinais de alarme, como isolamento prolongado, perda de interesse generalizada ou alterações significativas no sono, apetite ou rendimento escolar.

Mental é uma secção do Observador dedicada exclusivamente a temas relacionados com a Saúde Mental. Resulta de uma parceria com o Hospital da Luz e tem a colaboração do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Psicólogos Portugueses. É um conteúdo editorial completamente independente.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.