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Saturday, September 12, 2026

Toffoli, Moraes, Fux, Kassio: por que só um está na mira de Mendonça?

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O ministro Dias Toffoli foi designado, por sorteio, relator das investigações sobre o caso Master em 28 de novembro de 2025. Suas decisões no inquérito, marcando depoimentos à revelia da Polícia Federal e realizando a guarda de bens apreendidos na sede do Supremo, foram criticadas pela PF e pela PGR, que viram na ação do ministro uma atuação atípica.

Em 9 de fevereiro, a Polícia Federal entregou à Presidência do STF um relatório sigiloso de 196 páginas em que descreve as relações pessoais e os negócios feitos entre Vorcaro e Toffoli. A revista piauí revelou detalhes do documento na quinta-feira.

Segundo a publicação, o relatório levanta suspeitas de que Toffoli seja o beneficiário final de um fundo de investimentos que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro para a compra da parte societária da família do ministro no resort Tayayá, no Paraná. O dinheiro, depois, teria sido enviado para uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal.

Ainda de acordo com a revista piauí, o documento ainda detalha uma dezena de ligações trocadas entre Vorcaro e Toffoli, a organização de festas e viagens, pagamentos de degustação de uísque e indícios de que o ministro mudou de voto em julgamento sobre precatório de uma usina do setor sucroalcooleiro por influência do banqueiro.

Esses detalhes estavam no relatório da PF que todos os ministros do STF receberam em fevereiro. Na ocasião, Fachin protocolou o documento em um procedimento chamado arguição de suspeição —instrumento em que uma das partes solicita o afastamento de um determinado ministro por situações que afetam a neutralidade do julgador.

Os ministros do Supremo se reuniram, de forma secreta, em 12 de fevereiro, para discutir a situação. E decidiram, por unanimidade, que não cabe à Polícia Federal solicitar a suspeição de um ministro do tribunal. Por consequência, decidiram extinguir o procedimento contra Toffoli.

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