Discurso de Harry interrompido por problema com teleponto

A intervenção do príncipe Harry sobre os riscos da inteligência artificial (IA), na reunião anual da Clinton Global Initiative, em Nova Iorque, foi encurtada devido a um suposto problema com o teleponto.
De acordo com um vídeo do Telegraph, o duque de Sussex estava a meio do discurso quando tudo aconteceu. “Não temos anos para o que aí vem”, dizia antes de ficar em silêncio durante alguns segundos. “E é isso”, afirmou então, arrancando alguns risos à plateia.
Prince Harry, addressing the Clinton Global Initiative’s annual meeting in New York, was only able to deliver half of his planned address after an apparent glitch with the autocue machine.
His speech on the dangers of AI was cut short ⤵️https://t.co/kVMoyU836s pic.twitter.com/db3mSkF9S5
— The Telegraph (@Telegraph) September 23, 2026
Antes de a intervenção ser encurtada, Harry centrou-se no efeito que a IA está a ter nos mais jovens. “Mesmo as pessoas que estão a desenvolver os sistemas estão a avisar-nos sobre o que pode acontecer se as capacidades [da IA] ultrapassarem a segurança e o controlo humano”, lembrou.
Harry. “Podes não vestir mais o uniforme, mas ainda lideras”
“O dano já foi feito a uma geração de crianças e pais. Não temos anos à nossa disposição para o que se segue”, avisou. Harry mencionou o acordo de uma empresa de “chatbots de companhia” com as famílias de adolescentes, que confessaram “coisas que nenhuma criança devia poder perguntar sozinha a um chatbot”. Harry afirmou que algumas das empresas “se distanciam da responsabilidade dos sistemas que construíram, culpando os pais e as crianças por falta de controlo”.
O duque de Sussex considera que as empresas de IA “encontram [os utilizadores], viciam-nos, exploram, culpam”. “É a mesma tática que criou a última crise, só que agora a tecnologia é mais persuasiva, mais íntima e mais poderosa”, cita a Sky News.
“E há uma diferença agora: as redes sociais aprenderam a captar a nossa atenção, a IA está a aprender como entrar nas nossas relações. Não quer só a nossa atenção, quer o nosso apego, quer ser a coisa a que se confidencia, que se lembra de nós, que diz que compreende.”
Human Line, o grupo de apoio para quem precisa de ajuda para sair da “espiral de ilusão” da IA
[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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