Walter lembra dopping na época de CSA e conta como suspensão atrapalhou a vida financeira

Em entrevista ao ge, o jogador falou nesta terça-feira sobre os altos e baixos na carreira e contou como o doping, em 2018, quando defendia o CSA, trouxe consequências que foram muito além do futebol, principalmente no lado financeiro.
— Ganhei um salário muito bom de 2014 até 2018. Não tenho que reclamar. Mas as escolhas que a gente faz, têm um preço que paga - disse Walter, continuando:
— Como eu caí no dopping, foram quase R$ 2,5 milhões (perdidos). O meu custo de vida era alto, eu tinha que pagar minhas coisas. Isso (dopping) que me atrapalhou muito também.
Walter em ação pelo CSA na Série B de 2018 — Foto: Ailton Cruz
A carreira
Walter morou no Coque, região periférica do Recife, e começou a treinar na escolinha do Santa Cruz, ainda no infantil. Em seguida, atuou no São José-RS e se transferiu para o Internacional, onde estourou para o futebol e foi comprado pelo Porto, em 2010.
Dois anos depois, foi repatriado pelo Cruzeiro e defendeu, na sequência, Goiás, Fluminense, Athletico, Atlético-GO e Paysandu, antes de acertar com o CSA para disputa da Série B de 2018.
Neste ano, Walter chegou a acertar com o Cruzeiro-PB, mas não atuou — Foto: Jonnas Victor
A luta contra balança sempre foi uma marca do atacante, desde a época de garoto. Quando defendia o CSA, pelo Brasileiro, foi pego no exame antidopping por testar positivo para sibutramina [medicação usada para emagrecimento]. Cumpriu suspensão de quase dois anos e voltou a atuar em 2020, pelo Athletico.
Depois disso, Walter jogou por Vitória, São Caetano, Botafogo-SP, Santa Cruz, Amazonas, Goiania, Afogados da Ingazeira-PE, Pelotas, São Borja, Rolim de Moura, Guarany Alagoano, Tupy-GO, Aquidauana, Atlético de Alagoinhas e Aquidauanense.
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