Eleição pode acabar no 1º turno por desconhecimento do número de candidatos

O Brasil é um dos poucos países do mundo em que o eleitor precisa decorar um número para conseguir votar no seu candidato. Ele não digita o nome do candidato, ele tem que saber o número. Se ele não souber o número, ele não consegue transformar a intenção em voto. Por conta disso, o Datafolha faz a pergunta, e 73% respondem correto, 23% confessam "não sei" e uma parcela chuta o número errado.
José Roberto de Toledo
Toledo afirma que o contraste aparece quando a pesquisa cruza as respostas com a intenção de voto. Entre eleitores de Lula, 87% acertam o número. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro, o acerto cai para 79%.
"Ao multiplicar essa diferença de oito pontos, é possível garantir um primeiro lugar do Lula no primeiro turno", comenta Toledo, ao dizer que as campanhas ainda têm dias para martelar os números e tentar reduzir o erro.
O maior risco, na avaliação dele, está no pelotão de baixo. Toledo cita que, entre eleitores de Augusto Cury, só 34% saberiam o número, enquanto 61% dizem não saber e 5% erram. No caso de Ronaldo Caiado, ele aponta 18% de conhecimento do número, com 64% dizendo não saber e 18% errando.
Dois terços dos eleitores do Cury podem mandar o voto deles para o além e, com isso, diminuir votos válidos e favorecer quem estiver bem posicionado. O voto total continua igual, mas o válido, que é o voto no candidato, vai diminuir. É muito preocupante para o Caiado; só 18% é muito pouco.
José Roberto de Toledo
Para mostrar o efeito possível, Toledo diz ter aplicado a taxa de acerto sobre as intenções de voto. Nesse exercício, Lula teria 34,8% dos votos válidos, enquanto a soma dos adversários ficaria abaixo disso, o que abriria caminho para vitória no primeiro turno.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.