Grande Entrevista. Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF nega qualquer tentativa de aliciamento
Sobre uma polémica troca de mensagens entre Luciano Gonçalves e Hélder Malheiro, o presidente do Conselho de Arbitragem negou que garantiu ao árbitro que, no ano seguinte, ia continuar na primeira categoria.
“Enviei essa mensagem ao árbitro, que nada tem a ver com o tema ou aquilo que é público”, respondeu, acrescentando que Hélder Malheiro também afirmou que não estava em causa nem nunca acreditou “que fosse para esse fim de continuar a carreira ou não continuar”.
Hélder Malheiro terá pedido para terminar a carreira a arbitrar a final da Taça de Portugal. Luciano Gonçalves admitiu que lhe devia ter respondido que não era possível, mas era “um momento comovente”.
“Essa mensagem era só a dizer que ele era uma hipótese de continuar a ser um árbitro para a final da Taça de Portugal”.
Luciano Gonçalves admitiu, na entrevista, estar disponível para colaborar com as autoridades e entregar todas as informações e mensagens com este caso. Mas reconheceu que a mensagem com Hélder Malheiro levante suspeição.
Quanto à relação com Paulo Lopo, é uma “relação de presidente” de há muitos anos. O presidente do Conselho de Arbitragem quis deixar claro que não houve “nenhum presidente de nenhum clube” a sugerir ou a pedir um árbitro.
Luciano teve uma reunião “com Lopo na Reboleira”, mas nega qualquer fim de semana no Algarve.
Sobre uma alegada oferta de dinheiro, Luciano Gonçalves disse estar de “consciência tranquila”.
“Nunca recebi dinheiro, nunca recebi nenhum benefício”, afirmou, acrescentando estar disponível para que as autoridades investiguem as contas bancárias próprias e da família.
Apesar de se dizer inocentes nestes casos, Luciano Gonçalves acredita que estão a levar a uma quebra de confiança no Conselho de Arbitragem.
“O futebol tem coisas esquisitas”, disse, reconhecendo que isto “está a fazer mal à arbitragem”. ´
E garantiu que não suspende funções, apesar de tudo.
“Não me posso esquecer que fui eleito há um ano e meio por 70 por cento do caderno eleitoral”, continuou. “Não fiz nada para estar nesta posição”.
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