Ao confirmar ida a debate, Flávio torna inevitável presença de Lula

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Quando não há alternativa, a decisão está tomada. Até aqui, a coragem dos candidatos favoritos ao Planalto revelou-se uma qualidade fugidia. Desapareceu sempre que foram convidados a se expor em debates. Espremidos num empate técnico nas pesquisas, Flávio Bolsonaro e Lula foram intimados pelas circunstâncias a abandonar o comportamento de avestruz. Enfiar a cabeça na fuga deixou de ser uma opção.
Neste domingo, o filho de Bolsonaro confirmou que irá ao debate da Globo, na quinta-feira. Falou em timbre de desafio. "Quero ir para lá para debater com ele", disse. "Estou chamando o Lula para o debate". Desdenhou de Ronaldo Caiado e Augusto Cury, que também estarão no debate: "Eu não tenho adversários concorrendo comigo, a não ser o Lula". Escalou o salto alto: "É ele que eu vou tirar da Presidência".
Seja qual for o desempenho, Flávio Bolsonaro e Lula tendem a conservar os votos de suas respectivas tribos. Mas o embate da Globo, a três dias da eleição, será a última oportunidade para ambos tentarem seduzir o eleitorado não alinhado, fiel da balança. Ao confirmar presença no último debate do primeiro turno, Flávio torna incontornável a presença de Lula. Ausentar-se agora premiaria o adversário com monopólio do confronto. A fuga poderia ser letal.
Opinião
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