Pérolas, penas e 30 dias de bordado no véu: os segredos por trás dos vestidos de noiva de Ana Hickmann

Ana Hickmann não precisou ir longe para escolher quem vestiria o dia mais importante da sua vida: chamou quem já conhecia cada curva do seu guarda-roupa há anos. A apresentadora recorreu a Vitor Zerbinato, amigo de longa data e responsável por vesti-la em outros momentos especiais de sua trajetória. Em entrevista exclusiva à Quem, o estilista contou os bastidores da criação dos looks usados pela apresentadora no grande dia.
"Eu já conheço a Ana há muitos anos. O estilo dela, eu sei que ela gosta de uma coisa mais justa, gosta de ser um pouco sensual, mas ao mesmo tempo com algum volume, porque ela tem um lado muito romântico", explica.
Foi esse equilíbrio, entre o corpo ajustado e a saia volumosa, que guiou toda a criação. Ana chegou às primeiras conversas com uma pasta cheia de referências, mas o estilista notou algo em comum entre todas elas antes mesmo de a noiva perceber. "Separei tudo e falei pra ela: 'Você está notando que todos os vestidos têm o corpo ajustado e uma saia volumosa? Ou seja, é isso que você está querendo'", relembra. O croqui final foi aprovado, e, a partir dali, o processo levou cerca de cinco meses até a entrega.
Moulage, e nada de renda ou bordado
O grande desafio criativo, no entanto, veio de um pedido bem específico da noiva: nada de renda, nada de bordado no vestido principal. "Ela me deixou bem claro que não queria renda, não queria bordado, ela gostaria de uma coisa que fosse pura modelagem, estrutura e volume", conta Vitor.
Para o estilista, esse minimalismo foi, na prática, o desafio técnico mais delicado de toda a produção: "Talvez isso tenha sido um desafio, porque quanto mais uma roupa é simplificada, [mais] exige todo um acabamento perfeito." Por isso, cada etapa passou primeiro pela moulage -- a técnica de modelar o tecido diretamente sobre o manequim, moldando a peça à mão antes de qualquer corte -- só chegando ao corpo de Ana depois de testada e ajustada na base.
Os números do vestido principal:
- Tecidos: zibelini no corpo e tafetá acetinado nos detalhes;
- 40 metros de tafetá acetinado, além de mais 30 metros usados só na armação;
- Todas as camadas da saia volumosa marcadas e costuradas à mão, ponto a ponto;
- Na reta final, 5 pessoas trabalharam 8 horas por dia, durante uma semana inteira, só nos acabamentos;
- O véu com uma frase secreta.
Se o vestido apostou na estrutura pura, foi no véu que a equipe liberou todo o trabalho manual de bordado. Bordada à mão, fio a fio, com linha de seda num tom de manteiga, a peça carrega uma frase de significado especial para o casal. "O véu demorou para ser bordado mais ou menos 30 dias", revela.
Pérolas e penas para o segundo look
A festa reserva uma segunda troca de roupa. Depois da cerimônia, Ana veste um conjunto de top e saia com clima "meio anos 50", nas palavras de Vitor, "a cara da Ana Hickmann", que é fã declarada do estilo ladylike. A saia, também em tafetá acetinado, ganhou aplicações de pérolas e penas pensadas para dar movimento e leveza a cada passo da noiva na pista. O bordado dessa peça levou 15 dias.
Completando o visual, os sapatos ficaram por conta de Daniel Valadares: forrados em zibelini, com salto mais grosso e um laço estruturado que assina o toque romântico pedido por Ana. Por precaução, dois pares idênticos foram produzidos, caso algo aconteça durante a festa, a noiva tem reserva garantida.
"Só podia ser você mesmo"
Vitor encerra contando a reação de Ana na última prova: "Eu percebi que ela tinha adorado porque os olhos brilharam... Chegou até a marejar, ou seja, ela se emocionou quando se viu de noiva", complementando o que ela disse a ele ao ver a obra pronta: "Vitor, obrigado, só podia ser você mesmo para realizar esse meu sonho."
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.