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Saturday, October 31, 2026

Vila Sônia vê habitação popular proliferar no entorno da linha 4-amarela do metrô

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O distrito da Vila Sônia, na região oeste de São Paulo, teve 4.230 lançamentos de apartamentos nos 12 meses até agosto, 307% a mais em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Secovi. Produtos de até R$ 400 mil se destacam: são 89% de todos os lançamentos.

Uma das incorporadoras de atuação exclusiva com produtos desse tipo é a Vibra, que ergue o Parque Vila Sônia, a minutos do Parque Chácara do Jockey, e o Estação Vila Sônia, a 600 m do metrô. Somados, ambos têm quase 1.200 apartamentos distribuídos por três espigões de 22 andares.

A proximidade com estações da linha 4-amarela do metrô é usada como trunfo de vendas. No caso do Parque Vila Sônia, é a futura estação Chácara do Jockey, prevista para 2030, que deve ficar na cara do gol.

Para Rodrigo Tarabori, sócio da Vibra, os dois empreendimentos têm atraído compradores das cidades vizinhas de Taboão da Serra, Cotia e Embu, conectadas por estradas que nascem das grandes vias que cruzam o distrito, como as avenidas Francisco Morato e a Eliseu de Almeida.

A Even, que tem produtos mais voltados para o alto padrão em bairros como Pinheiros e Vila Madalena, também marca presença na região com seu Modo Butantã, a 300 metros da estação Vila Sônia, com apartamentos de 54 e 68 m² e preços na casa dos R$ 600 mil.

No mercado secundário, a Loft, com base no recolhimento do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) à prefeitura paulistana, aponta que o tíquete médio de venda de imóveis no primeiro semestre de 2026 foi de R$ 638 mil, valor muito semelhante ao de dois anos antes.

No índice FipeZAP, a Vila Sônia valorizou em um ano (de setembro de 2025 a setembro de 2026) um tico em relação à média da cidade: 3,9% contra 3,64%. O metro quadrado, medido pelos anúncios de venda dos portais do Grupo OLX, vale agora R$ 7.936.

Com 125 mil moradores em quase 10 km², o distrito se espraia para muito além da linha do metrô —o nome Vila Sônia da estação, aliás, foi modificado para contemplar e homenagear a professora Elisabeth Tenreiro, esfaqueada e morta em 2023 por um aluno da escola pública Thomazia Montoro, em que ela trabalhava.

A região é limitada a leste pela avenida Giovanni Gronchi, e abriga dois dos cemitérios mais arborizados da cidade, o Gethsêmani e o da Paz, construídos ali por conta da oferta de terrenos e da urbanização recente da região. No distrito também está um bairro-condomínio pioneiro, o Portal do Morumbi. Para Murilo Santos, da Vibra, a região tem ainda grande potencial de adensamento.

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