Farioli. Primeiro clássico contra o Benfica não é decisivo

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, negou hoje que o primeiro clássico da temporada frente ao Benfica, no domingo, seja “decisivo” nas contas da I Liga de futebol, mas assume que tem um significado importante.
“Falar de um jogo decisivo penso que seja demais. Mas é, de certeza, um jogo importante para a tabela classificativa e, claro, tem valor para a cidade, para o clube, para os adeptos, todos”, destacou, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo ‘grande’ da sétima jornada, no domingo.
O técnico italiano diz ser necessária uma “exibição de topo” dos seus jogadores para contrariar o conjunto ‘encarnado’, que, a seu ver, se tem adaptado bem às ideias do treinador Marco Silva.
“Muitos dos jogadores são os mesmos, mas com mais um ano de experiência, alguns deles a atuar a um nível muito alto. Somado a isso, tiveram um mercado de transferências com mudanças importantes e a mudança de treinador, que provou ter encontrado a chave para trazer à equipa os seus conceitos”, disse.
A preparação para o encontro passou também pela análise de jogos do Fulham, o último clube que Marco Silva treinou antes de regressar a Portugal, que terá semelhanças com o Benfica na sua forma de jogar.
“É sempre interessante ir um pouco ao passado dos treinadores que vamos defrontar. É natural ver certos padrões que tinha no Fulham, a sua última experiência, a repetirem-se, mas outros ligeiramente diferentes. Diria que a agressividade sem bola é uma das principais diferenças”, explicou.
Numa altura em que os ‘dragões’ lideram o campeonato de forma isolada, uma vitória no seu reduto frente às ‘águias’ garante o aumento da vantagem para cinco pontos.
“Não é algo a que devamos prestar muita atenção. Nós tentamos encarar todos os jogos com o mesmo estado de espírito. Claro que um clássico, especialmente no Estádio do Dragão, é algo diferente. Exige mais do nosso lado e os adeptos vão trazer-nos aquele combustível extra para correr o metro adicional, esse esforço que é sempre preciso”, disse.
Sobre a situação de Froholdt, Farioli confirmou a presença do dinamarquês, recuperado de uma concussão cerebral, ao contrário de Nehuén Pérez e Fofana, que estão de fora por lesão, sendo que “todos os restantes estão disponíveis”, o que abre a hipótese de regressarem Pietuszweski e Samu.
O técnico rejeitou a ideia de que o FC Porto seja uma equipa que abdique de “assumir o jogo” para adotar um bloco mais baixo frente a adversários fortes, mas sim completa nos momentos que passa com e sem a bola.
“Até agora só me lembro do Manchester City vir aqui [Estádio do Dragão] e tentar assumir o jogo. Há um grande mal-entendido, o facto de sermos uma equipa boa sem bola não quer dizer que não façamos o resto. Esta equipa procura dominar o jogo, com bola e sem bola. A posse de bola por si só não ganha jogos. Já provámos saber o que fazer”, sentenciou.
O FC Porto, líder isolado da I Liga, com 18 pontos, recebe o Benfica, segundo classificado, com 16, a partir das 20:30 de domingo, no Estádio do Dragão, no Porto, sob arbitragem de Miguel Nogueira (AF Lisboa), em jogo da sétima ronda.
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